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São 9 horas da manhã. Começamos este jornal pela autarquia de Mirandela, que ainda está a fazer o levantamento dos prejuízos do incêndio que atingiu o concelho. O presidente da Câmara, Vítor Correia, pede mais medidas de prevenção.
Tal como ontem também pediu o Presidente da República. António José Seguro exigiu ao Governo mais trabalho na prevenção e alertou para falhas que se arrastam há anos, sobretudo depois dos incêndios de 2017. As declarações do chefe de Estado foram feitas na cerimónia dos 150 anos dos Bombeiros da Guarda. O presidente da Câmara Municipal de Mirandela, Vítor Correia, concorda com as palavras de António José Seguro, nomeadamente nos cuidados a ter com os terrenos abandonados.
Nós temos que perceber porque é que o terreno, porque é que algumas questões não são devidamente tratadas. Nós sabemos que há muito abandono das terras por várias razões, porque não há garantia de rentabilidade da produção, mas quem não trata as terras, se não trata as terras, pode efetivamente vendê-las, cedê-las, alugá-las a quem as pode tratar. Portanto, isso pode ser aqui também uma das formas de nós ultrapassarmos isso.
O autarca socialista Vítor Correia diz que estão a ser levantados ainda os prejuízos do incêndio que começou no concelho de Vale de Passos e que passou para Mirandela. O valor ainda não está contabilizado, mas o executivo camarário já sabe que há muitos agricultores que foram afetados.
Foram consumidos 5500 hectares, 1800 deles da área agrícola, de olival, vinha, assuntos que muito se relacionam com a economia diária das nossas populações. Neste momento, apenas temos a área ardida, não temos ainda a avaliação dos prejuízos em termos de valores, mas estamos, juntamente a Câmara Municipal de Mirandela, mais a CCDRGN, que logo no primeiro momento se disponibilizou, à semelhança do incêndio do ano passado, para fazer equipas que venham aqui dar o apoio e para que os prejuízos possam ser ressarcidos o mais rápido possível, porque os agricultores precisam disso mesmo.
"É preciso que a ajuda aos agricultores chegue o mais rapidamente possível", o alerta do presidente da Câmara de Mirandela, Vítor Correia, em declarações na última hora aqui na Rádio Observador. Junta-se agora neste noticiário Sérgio Costa, presidente da Câmara da Guarda, um concelho também muito afetado pelos incêndios deste verão. Muito bom dia, Sérgio Costa. A autarquia já começou a fazer o levantamento dos prejuízos e no início, o senhor antecipou centenas de milhares de euros de prejuízos. Confirma-se esta ordem de valores?
Bom dia. Cumprimentar toda a equipa da redação e naturalmente todo o auditório. Efetivamente, confirma-se, e mais ainda, o levantamento dos prejuízos, que está ainda a terminar com as equipas do município e das Juntas de Freguesia no terreno. E estes prejuízos são de vária ordem, desde a alimentação animal, naturalmente, desde a floresta, imensas vedações que acabaram por arder e muros que tiveram que ser derrubados para aumentar a eficiência no combate ao incêndio. Os animais que acabaram por morrer também. Os mais diversos equipamentos que ficaram danificados no combate aos incêndios, seja equipamentos do próprio município, das Juntas de Freguesia, dos populares, mas também a rede de caminhos rurais, que acabou por ficar toda danificada, tendo em conta o trânsito de viaturas que ali se sentiu e também alguns danos na rede viária secundária do município. Estamos a falar num montante provisório que poderá chegar até a €1.000.000,00, que foi o prejuízo deste incêndio. É uma verba avultada, mas de facto, os incêndios quando, pelas mais diversas razões, não se consegue debelar logo à cabeça, logo no seu início, quando alastra, resulta em imensos prejuízos para as pessoas, para os cidadãos, e de facto, chegamos a este número.
E agora, Sérgio Costa, quando está a falar nesses prejuízos, a questão é: quando é que as pessoas afetadas vão conseguir recuperar e com que tipo de apoios? Quando é que chegarão as ajudas?
Aguardamos ansiosamente que possa existir uma linha de apoio para que as pessoas possam ir a essas linhas. Em termos de alimentação animal, a própria DGAV já comunicou a existência de alguns apoios. Essa é a questão mais pertinente e nós próprios, municípios, já estamos a ajudar nesse sentido, para alimentação animal, é o mais prioritário. Mas depois valer-nos-emos pelas linhas de financiamento que habitualmente surgem nestas ocasiões, para podermos fazer face a estes prejuízos, seja os danos em equipamentos públicos, seja nas propriedades privadas.
Sérgio Costa, muito obrigada por ter estado conosco em direto. O autarca independente da Guarda a dar conta dos prejuízos. São muitos, afetam muitos dos munícipes da Guarda depois do incêndio que nas últimas semanas afetou o concelho.
O ministro da Economia garante que vai ser possível executar tudo o que está previsto no PRR até 31 de agosto, prazo final. Manuel Castro Almeida faz um balanço positivo do processo nesta reta final e nega também que tenham sido sacrificados projetos ou devolvidas verbas.
Recentemente, o presidente da Comissão de Acompanhamento alertou para riscos de incumprimentos e de atrasos nos pagamentos. António Costa Silva, o antigo ministro da Economia do PS, também veio acusar a AD de desvirtuar as bases do PRR, mas o ministro da Economia traça hoje um quadro muito positivo da execução dos fundos europeus e mostra-se otimista. Num artigo de opinião no jornal Público, o ministro da Economia garante que o país está agora mais forte e moderno. Rui Casanova.
Manuel Castro Almeida afirma que o Governo usou o PRR para reforçar o investimento na saúde, com mais camas na rede de cuidados continuados integrados, nos paliativos e na saúde mental. Na educação, destaca o número de escolas a construir ou a requalificar e afirma que está também a apostar em mais habitação e alojamento estudantil. Castro Almeida resume: com o PRR, o Governo financiou inovação, desenvolvimento tecnológico e reforçou a competitividade no país. Garante também que os fundos europeus ganharam capacidade de execução sem perder ambição.
Neste cenário, Rui, o ministro critica aquilo que descreve como uma nova narrativa, que é a de que o sucesso da execução do PRR foi alcançado através de reprogramações e de ajustamentos que deixaram vários projetos pelo caminho.
Sim, o ministro da Economia considera essa tese enganadora. Explica que substituiu, sim, investimentos impossíveis de concretizar dentro dos prazos, por outros igualmente necessários. Este artigo de opinião é uma resposta direta a António Costa Silva, antigo ministro da Economia e do PS, considerado o pai do PRR, que, como dissemos há pouco, acusou recentemente a AD de desvirtuar algumas das características essenciais do programa europeu. Ora, Castro Almeida dá agora exemplos daquilo que descreve como boa gestão. Explica que tiveram de sair do PRR uma linha do metrô, a linha vermelha do metrô de Lisboa, uma barragem, em concreto, a barragem do Pisão, e um hospital, aqui numa referência ao Hospital de Lisboa Oriental. Como dissemos, o ministro da Economia defende que essas reprogramações não significaram a diminuição da ambição do PRR.
Rui Casa Nova, com o artigo de opinião do ministro da Economia no jornal Público, a fazer um balanço positivo da execução do PRR, agora na reta final. O prazo final para a aplicação dos fundos europeus termina a 31 de agosto. São 9h08. Já a seguir, o explicador sobre a lei do retorno com Madalena Cordero, do Chega, e Filipa Pinto, do Livre. Primeiro, Carla, que outras notícias estão em destaque a esta hora? Os ataques entre a Rússia e a Ucrânia. Doze pessoas morreram e quase 40 ficaram feridas esta noite depois de um ataque de Kiev a uma grande refinaria de petróleo em território russo. Foi decretado um dia de luto nacional nesta região da Rússia, o Tartaristão. Este ataque aconteceu depois de Moscou ter atingido, horas antes, a região ucraniana de Odessa. 14 pessoas ficaram feridas. A temperatura da superfície do mar, a nível global, em julho, foi a mais elevada alguma vez registrada. É a conclusão de um relatório do Serviço de Alterações Climáticas do Copérnicus. Há também alertas sobre as ondas de calor das últimas semanas na Europa. O Serviço Copérnicus sublinha ainda que as alterações climáticas favorecem incêndios de grandes dimensões, que têm atingido, sobretudo, o sul da Europa. E já sabemos que estamos em contagem decrescente para o eclipse de quarta-feira. O Observador tem um guia interativo com tudo o que precisa de saber. Já falamos dos cuidados todo a ter, de como fotografar em segurança. Agora falamos dos melhores locais para assistir. E vocês já escolheram locais, não foi? Já.
Já. Primeiro, características básicas de uma boa vista para o pôr do sol.
Pois, é uma boa vista. Para quem tem dúvidas e ainda não sabe onde vai estar. Um dos dois diz. Estamos na esperança que vamos estar lá sozinhos, mas não vai acontecer. O Observador tem um mapa com os melhores locais para assistir, por cada região, norte, sul do país. Por exemplo, em Lisboa, não vou dizer mais nada, o Cabo da Roca pode ser um local. Claro que sim. No Alentejo, o Alqueva pode ser também um local com uma ótima visibilidade. Mas o guia disponível está em observador.pt. Lá estão todos os locais, norte, sul do país. Aí há ajuda para toda gente.