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Observador, são 9h01. Carla, começamos com uma notícia de última hora. Morreu a bombeira de Resende que estava em estado grave no hospital. O Presidente da República já veio lamentar a morte da jovem de 24 anos.
Numa nota no site da presidência, António José Seguro escreve que foi com profunda consternação que tomou conhecimento da bombeira que morreu esta madrugada no hospital de Lamego, depois de ter sofrido ferimentos graves no combate a um incêndio em Resende. O chefe de Estado endereça condolências à família, amigos, aos bombeiros voluntários e ao município de Resende. Seguro fala no momento difícil, numa perda irreparável para a comunidade. Destaca que esta bombeira de 24 anos era um exemplo de profissionalismo e coragem, morreu no cumprimento da missão que desempenhava. O incêndio em Resende, no distrito de Viseu, foi dominado esta manhã. Era um dos que mais preocupava as autoridades. No terreno, mantêm-se mais de 250 operacionais, 70 viaturas e um meio aéreo. Também já está em fase de resolução o fogo em Odemira, no distrito de Beja. Mantém-se um forte dispositivo no local, com cerca de 450 bombeiros, 150 veículos e três meios aéreos.
E falamos agora da subida do preço dos combustíveis. Os caministas que estão esta manhã a fazer uma marcha lenta, voltam a alertar para o impacto da escalada e pedem medidas ao governo.
Esta marcha lenta junta cerca de 400 caminhões. Partiu esta manhã de Lordelo, segue em direção até Coimbra. A iniciativa foi organizada por empresários dos setores de extração de materiais, terraplanagem, escavação e transporte de terras. O objetivo é alertar para o impacto da subida do preço dos combustíveis nestes setores e da falta de apoios. O repórter Miguel Pinheiro Correia está desde bem cedo a acompanhar este protesto. Miguel, continuas a bordo de um dos caminhões desta marcha lenta e são várias as reivindicações dos profissionais que tens ouvido.
São muitos os protestos, Carla, aqui nesta marcha lenta que passou há pouco por Argoncil. Estamos pertíssimo, ainda estamos na A41, prestes a entrar na A1 em direção a Coimbra e os protestos têm sido mais audíveis na forma de buzinas, enquanto estão nesta marcha. De onde nós estamos, não conseguimos ver a frente, nem a parte de trás desta marcha, com muitos caminhões que têm buzinado muito, têm se manifestado. E comigo, aqui a conduzir-me, tenho Cláudio Cruz, da Transnós. Por que é importante esta mobilização, esta marcha, este protesto?
Desde já, muito bom dia a todos os telespectadores. Esta marcha é muito importante porque já há algum tempo que temos vindo a ter os nossos aumentos de combustíveis. E é claro que cada vez mais as empresas de transportes de mercadorias, tal como terraplanagens, qualquer tipo de empresas de construção, agrícolas, tudo está neste momento a sentir muito o impacto da subida dos combustíveis. E é claro que a nossa insatisfação é tamanha, que algum dia teríamos que fazer algo contra este tipo de aumentos.
O que exigem, em concreto, para conseguir facilitar o vosso trabalho e aliviar o peso deste aumento dos preços?
Neste momento, aquilo que nós exigimos é que consigam oferecer outro tipo de ajudas às empresas de transporte e a todas as empresas que utilizem os transportes, porque hoje em dia utilizamos transportes para tudo, inclusive também nós, portugueses, utilizamos o carro para ir trabalhar. Também precisamos dessa ajuda e acho que é essencial e temos que debater isto muito por causa destas ajudas, porque se nós não tivermos ajudas, o país vai ir ao fundo, porque já não há quem consiga aguentar este tipo de custos.
E acredita que esta manifestação terá o impacto desejado ou serão precisos mais movimentos, mais marchas ou eventualmente outros protestos?
Eu acredito que esta poderá trazer algum impacto, até porque mal saiu a informação que existia esta marcha, o governo decidiu identificar que para a próxima semana iriam baixar 7 cêntimos e meio por litro o combustível. É claro que eu acho que eles não têm noção exatamente de quantos caminhões hoje vão estar na rua, mas acredito piamente que a próxima manifestação, a próxima marcha, já não vai ser da mesma forma. Acredito piamente que todas as empresas de transporte se unirem, tal como é pedido, cada vez mais. Eu acredito que a próxima marcha faça mesmo uma paralisação nacional. Portanto, estamos a falar em fechar fronteiras, em fechar empresas, grandes instituições que precisam de montes de transportes diariamente.
Já neste protesto, mas com mais marchas ou mais movimentos em mente para se este protesto não tiver o sucesso desejado, eventualmente ser com marchas mais visíveis. Estamos precisamente neste momento a entrar na A1, por aqui continuaremos até Coimbra, nesta marcha que vai ocupando com muitos caminhões a via da direita, impactando um pouco a circulação, uma das autoestradas mais movimentadas e também numa hora muito movimentada.
A caminho de Coimbra, estima-se mais cerca de uma hora. A reportagem é em direto do Miguel Pinheiro Correia, que está a acompanhar este protesto, que está também a ser acompanhado desde Paredes pela GNR. Ontem à noite, na Assembleia Geral das Nações Unidas, Luís Montenegro falou sobre a subida do preço dos combustíveis, pediu um esforço mundial para pôr fim àquilo que descreve como masoquismo coletivo.
O tenente-general Marcos Ronha admite que Portugal pode estar na lista de alvos da Rússia num possível ataque com drones na Europa. O especialista militar lembra a posição estratégica do nosso país.
Uma porta de entrada para a Europa junto ao Mediterrâneo. O jornal espanhol "El Mundo" avançou ontem que a Rússia estará a preparar um ataque contra Espanha, França e Itália e que a CIA fez este alerta aos países. Emmanuel Macron já veio negar que a CIA tenha alertado França para um possível ataque russo com drones, mas admite um escalar de tensões. O tenente-general Marcos Ronha não descarta um ataque em Portugal, explicando que qualquer país que apoia a Ucrânia estará na lista de alvos do Kremlin.
Embora não sejamos, como sabemos, dos maiores jogadores e fornecedores de dinheiro, embora tenhamos dado o nosso contributo, naturalmente, temos infraestruturas críticas, nomeadamente na questão da produção dos equipamentos militares, que possam ser alvo de algum tipo de ação dessa natureza. Não podemos descartar isso e devemos ir lá ver. E temos que perceber também uma coisa. Num eventual ataque da Rússia à Espanha, podia não ser feito diretamente a partir de águas que estão nas imediações do território espanhol.
O tenente-general Marcos Ronha, na história do dia desta manhã, recusa alarmismos, mas pede a atenção aos aliados europeus, considera que a Rússia tem poderio para levar a cabo um ataque deste tipo.
São 21h09, já a seguir o explicador sobre a subida do preço dos combustíveis com Nuno Ribeiro da Silva, antigo secretário de Estado da Energia. Mas primeiro, Carla, que outras notícias marcam a atualidade?
Portugal volta a apelar ao diálogo entre o Irão e os Estados Unidos. O ministro dos Negócios Estrangeiros esteve reunido em Nova Iorque com o representante da diplomacia iraniana numa publicação na rede social X. Paulo Rangel diz que Portugal defendeu que os canais de comunicação devem permanecer abertos e que a diplomacia prevaleça no atual contexto de escalada das tensões. O ministro divulgou uma fotografia a apertar a mão ao ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano. De recordar que Portugal volta em janeiro de 2027 ao Conselho de Segurança da ONU como membro não permanente. A Casa Branca impediu a entrada da CNN e daMSNBC no evento de chegada de Xi Jinping ao jantar com Donald Trump ontem à noite. A denúncia é feita pelas duas estações de televisão norte-americanas. Dizem que os repórteres viram o acesso à Casa Branca negado e que foram impedidos de entrar. A chegada de Xi Jinping à Casa Branca ontem à noite foi coberta por dezenas de órgãos de comunicação social que conseguiram entrar no local sem restrições. Mário Centeno não fecha a porta a um regresso à política. O antigo ministro das Finanças diz que não gosta da palavra nunca e admite que o futuro pode trazer outros caminhos. À entrevista ao Expresso, Centeno explica, no entanto, que para já está focado na academia e nas intervenções públicas de partilha de conhecimento. O Observador noticiou esta semana que a direção do PS não vê Centeno como uma ameaça, apesar de ter feito críticas às medidas do Partido Socialista. Ele lança hoje um livro sobre o tempo em que foi ministro das Finanças no governo de António Costa. Ainda o futebol, Portugal venceu o País de Gales, 1x0, na estreia de Jorge Jesus como selecionador nacional. O jogo contou para a Liga das Nações. Portugal tem agora três pontos. Volta a jogar no domingo, na Noruega, numa partida com relato e comentários na Rádio Observador.