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Estamos a chegar ao fim da tarde política de quarta-feira, 06 de novembro. Kamala Harris vai falar ainda hoje na reação à derrota nas eleições norte-americanas e também à beira das eleições norte-americanas. Vamos ter uma jogada extra do Fora do Baralho, moderado, como sempre, pela Vanessa Cruz, mas isso é depois das notícias das 19h, aqui na Rádio Observador.

Kamala Harris já deu os parabéns a Donald Trump pela vitória nas eleições norte-americanas. Já lá vamos, porque primeiro morreu uma mulher de 86 anos em Castelo de Vide, no distrito de Portalegre. Esteve uma hora e meia à espera de uma ambulância.

A idosa era utente de um lar, acabou por ter uma paragem cardiorrespiratória enquanto esperava por socorro. O presidente desta instituição, a Fundação Nossa Senhora da Esperança, em Castelo de Vide, distrito de Portalegre, disse à agência Lusa que foram feitos dois telefonemas para o 112, mas não foi possível acionar o socorro.

João Palmeiro afirma que foram feitas várias chamadas para o 112, que não foram atendidas. Houve ainda outro telefonema, mas a chamada acabou por cair. Uma hora e meia depois, a utente foi levada para o hospital, mas acabou por morrer. O responsável descreve esta situação como sendo de imensa gravidade.

A notícia foi avançada pela SIC, confirmada já pelo Observador, que contactou também o Ministério da Saúde. Para já, a tutela liderada por Ana Paula Martins diz desconhecer este caso.

Rui Cardoso é o novo diretor do Departamento Central de Investigação e Ação Penal. O procurador-geral adjunto, antigo presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, vai substituir Francisco Narciso, que apresentou a demissão depois da tomada de posse de Amadeu Guerra, o novo procurador-geral da República.

E nessa e-mail enviado aos elementos do DCIAP, o agora ex-diretor entendeu que depois da tomada de posse de Amadeu Guerra em outubro, devia colocar o lugar à disposição para Francisco Narciso, escolhido em 2022 pela antiga procuradora Lucília Gago. É natural que a direção do DCIAP também sofra uma renovação.

Agora sim, Estados Unidos. Kamala Harris já saudou Donald Trump pela vitória nas presidenciais norte-americanas.

Segundo a Associated Press, que cita fonte próxima da candidata democrata, a ainda vice-presidente telefonou ao recém-eleito presidente. Na conversa, foi discutida a necessidade de uma transição pacífica de poder. Kamala Harris deve conceder publicamente a vitória a Trump dentro de duas horas.

Um discurso onde é esperado que faça o apelo para uma transição pacífica aos apoiantes e colaboradores. Entretanto, e porque estamos a acompanhar tudo em observador.pt, Donald Trump e Emmanuel Macron falaram ao telefone sobre a Ucrânia e o Médio Oriente. Um telefonema que durou 25 minutos entre o presidente francês e o presidente eleito dos Estados Unidos.

Os processos na Justiça contra Donald Trump, que podem vir a ser encerrados antes da tomada de posse. De acordo com fontes do processo citadas pela NBC, o Departamento de Justiça norte-americano considera que é impossível julgar o republicano agora que foi reeleito presidente dos Estados Unidos.

Por esse motivo, os casos que devem ser fechados antes de Trump assumir funções no final de janeiro de 2025. Um dos casos que deve ser encerrado é o processo em que o agora presidente eleito é acusado de ter encorajado os motins de 6 de janeiro de 2021 no Capitólio.

E entretanto, Donald Trump conquista mais um Estado. A Associated Press diz que o republicano venceu no Michigan, é mais um dos estados decisivos. Ganhou com 49,8% dos votos. A contagem ainda está por fechar. Kamala Harris consegue, para já, 48,2%.

Fazendo as contas, uma diferença de seis décimas. Entretanto, Nikki Haley já reagiu à vitória de Donald Trump. Numa publicação na rede social X, a republicana escreve que o povo americano falou e deu a Trump uma forte vitória.

A antiga governadora da Carolina do Sul pede que seja iniciado um processo de transição pacífica. Diz que o primeiro passo é que Kamala Harris conceda a vitória ao adversário, Nikki Haley, que concorreu contra Trump nas primárias do partido.

O presidente reeleito diz que os filhos não vão fazer parte da administração dos Estados Unidos, ao contrário do que aconteceu na primeira vez que esteve à frente do país entre 2016 e 2020.

O presidente reeleito acredita que é um fardo demasiado doloroso para a família. Numa entrevista à Fox News, Trump diz que a filha e o genro passaram por um verdadeiro inferno.

Uma experiência que o republicano não quer repetir.

O Bloco de Esquerda recusa que tenha sido a política identitária a provocar a derrota da esquerda nos Estados Unidos da América. Marisa Matias admite que os partidos progressistas têm que fazer uma reflexão sobre a perda de espaço eleitoral, mas recusa que seja só a esquerda a adotar políticas identitárias.

Em entrevista ao Sofá do Parlamento, aqui na Rádio Observador, a coordenadora do Bloco de Esquerda na Comissão Parlamentar de Negócios Estrangeiros diz que Donald Trump também promove esse tipo de política.

Os partidos progressistas não têm outra alternativa a não ser fazer uma profunda reflexão na sequência destes resultados e desta vitória, e de outras anteriores, e da forma como têm perdido espaço. Agora, eu recuso essa teoria de que de um lado está a política identitária e do outro está a política real dos problemas. Não é assim. Não é assim nos Estados Unidos, não é assim em lado nenhum. Que coisa é a política de Donald Trump, senão também ela uma política identitária, dos nós contra eles?

Marisa Matias, em entrevista ao Observador, em que acrescenta que a vitória de Donald Trump vai agudizar o conflito no Médio Oriente e colocar a Ucrânia numa situação mais débil, pedindo à União Europeia que reforce os canais diplomáticos.

Já sobre política interna e as polêmicas declarações do presidente da Câmara de Loures, Ricardo Leão, Marisa Matias considera que está em curso uma normalização do discurso do Chega.

Que não podemos deixar de condenar. São inconcebíveis, penso eu, e incompreensíveis, precisamente vindas de alguém de um partido de esquerda Não apenas em relação aos despejos e toda essa narrativa que alimenta e que normaliza ideais que têm sido defendidos mais pelo Chega do que por outra força política qualquer.

Marisa Matias a referir-se à polêmica recomendação do Chega, que foi aprovada na autarquia de Loures pelo PS e pelo PSD, uma medida para despejar inquilinos que provoquem distúrbios, na sequência dos tumultos que foram vividos na Grande Lisboa no mês passado. A deputada do Bloco de Esquerda, que ainda assim diz que a discussão sobre coligações autárquicas é independente desta polêmica.

Passam agora sete minutos das 19h. Atualizamos também outras notícias.

Operação Pretoriano, a defesa de Fernando Saúl, membro da claque dos Super Dragões, requereu hoje a audição para memória futura de Pinto da Costa, ex-presidente do Futebol Clube do Porto. É o que revela a advogada do antigo responsável, Cristiana Carvalho.

A defesa explica que não há indícios ou provas dos crimes cometidos, mas entende que é necessário ouvir Pinto da Costa. Para a advogada, o ex-dirigente é uma figura fundamental que nunca foi chamada a prestar declarações.

A Câmara Municipal de Lisboa aprovou um parecer prévio favorável ao projeto do Hospital de Lisboa Oriental. Para a autarquia, a obra está em conformidade com o plano diretor municipal.

Prevê-se que o novo hospital tenha capacidade para quase 850 camas, mas ainda não há data para o início desta obra.

E daqui a menos de uma hora o Benfica joga em Munique frente ao Bayern. É um dos jogos teoricamente mais difíceis para as Águias nesta edição da Liga dos Campeões.

Os encarnados chegam a esta jornada quatro com duas vitórias e uma derrota, jogam num campo onde nunca venceram. Para isso, Bruno Lage tenta surpreender e fazer várias alterações no 11 inicial.

Alterações que nos vão ser explicadas aqui pelo jornalista André Maia, vai estar no relato deste jogo. André, boa tarde. Várias surpresas do lado do Benfica, a começar pelo sistema tático usado por Bruno Lage.

Exatamente, muitas surpresas e a começar por aí, porque ao que tudo indica, Bruno Lage vai apostar, qual Rúben Amorim, num sistema de três centrais, ou seja, uma linha defensiva com cinco homens. Mas começamos ainda mais atrás. Trubin na baliza, é o guarda-redes, aí mantém-se tudo igual. Depois, nessa linha defensiva com cinco homens, vamos ter Carreras à esquerda e, ao que tudo indica, Issa Kabore à direita. Os centrais vão ser António Silva, o central mais à esquerda, o central ao meio, Otamendi, e o central mais à direita, Tomás Araújo. Portanto, uma linha de três no eixo defensivo. Meio-campo também com Osnas, ainda com Renato Sanches e também Orkun Kökçü, sendo que na frente de ataque vão ficar Zeki Amdouni e também Kerem Aktürkoğlu. Fica aqui apenas a dúvida se Amdouni vai jogar mais ao meio ou se fará companhia a Aktürkoğlu como homem isolado na frente de ataque do Benfica. Aqui as grandes novidades, o destaque vai mesmo para a presença de Renato Sanches e também de Zeki Amdouni. Kabore seria também uma novidade, não fosse a lesão de Alexander Bah, mas aqui a presença de Kabore acaba por ficar também como novidade, tendo em conta que vai alinhar como ala direito com esta linha de cinco mais defensiva do lado do Benfica. Já do lado do Bayern de Munique, os escolhidos de Vincent Kompany são os seguintes: Manuel Neuer na baliza, depois linha defensiva com quatro homens. Kimmich também com Kim, Upamecano ainda, Alphonso Davies, meio-campo para João Palhinha e Konrad Laimer. Gnabry também, Musiala e Michael Olise fazem os homens da frente mais ao meio e vamos ter então como ponta-lança o homem habitual, o grande goleador, Harry Kane vai ser o número nove da equipe do Bayern de Munique. São as escolhas de Vincent Kompany e também de Bruno Lage num dia e numa noite que esperemos que seja novamente histórica pro futebol português.

E com mudanças nesse 11 inicial do Benfica, o jornalista André Maia vai estar a fazer o relato do Bayern de Munique x Benfica. A emissão especial começa daqui a cerca de meia hora. Vai ter comentários de Augusto Inácio, João Pinto e Pedro Henriques.