Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Está no ar o Bom, o Mau e o Vilão da Rádio Observador, sempre com o Miguel Pinheiro. Bom dia, Miguel.
Bom dia.
Bom dia. Quem é o bom nesta terça-feira?
O bom desta terça é o presidente do Tribunal de Contas. José Tavares apresentou ontem o relatório do Conselho de Prevenção da Corrupção e disse que não precisamos de mais leis para combater a corrupção, as leis que temos são suficientes, e disse também que só precisamos de as aplicar bem e de ter instituições que funcionem da forma mais célere possível. E de facto, a melhor forma de adiar o combate à corrupção é estar a discutir de forma interminável novas leis e estar sempre a mudar a forma como o combate à corrupção é feito. Quando se perde muito tempo a falar, sobra pouco tempo para fazer. E aliás, já vários agentes da Justiça disseram isto aos responsáveis políticos em diversas ocasiões. Disseram: "Não nos deem mais leis, deem-nos mais meios." E eu só não percebo é porque é que ninguém os ouve, porque é que continuamos de X meses em X meses a discutir novas leis anticorrupção.
Há quem diga, perversamente, que pode ser porque também cada novo pacote legislativo acaba por determinar a caducidade das práticas sob o pacote anterior, não é?
Paul, teorias da conspiração uma hora destas...
É muito cedo, não é? Pronto, está bem.
Acho que sim. Olha, vamos esperar pelas 10:00.
Eu vou para dentro então.
Por exemplo, 10:00 da noite. Às 10:00 da noite voltamos a falar, estamos aqui.
Então e quem é o mau?
O mau é António Costa Silva. O país continua a discutir patrioticamente, como aliás lhe compete, o apelo do Primeiro-Ministro António Costa no fim de semana para que os salários aumentem 20%. E ontem o Ministro da Economia, António Costa Silva, entrou nesse debate e disse-nos isto: "Quando o Primeiro-Ministro fala, já aprendi, é a minha leitura, não dá ponto sem nó e, portanto, ele está a dar um sinal muito claro ao país de que nós precisamos de ter salários competitivos." E nós ficamos assim a saber que António Costa comunica com a nação através de sinais e estamos, portanto, de volta ao tempo dos oráculos. António Costa Silva é aqui a sibila dos tempos modernos e veio dizer-nos que lendo os sinais do Primeiro-Ministro, percebeu que para termos salários mais altos precisamos de criar mais riqueza. Eu agradeço, nós já tínhamos todos percebido. Só precisamos é agora que o Governo nos explique como é que acha que nós vamos fazer isso. Eu desconfio que vai ser necessário mais do que apenas ler oráculos e sinais, vai ser preciso fazer alguma coisa, mas cá estamos à espera de uma orientação.
Não tenhas pressa, Miguel, uma coisa de cada vez. Primeiro é preciso saber o que é preciso fazer e depois então começar a pôr em prática. Para já, sabemos que é preciso, para ter mais salários, mais riqueza. Já não é mau. Deixa consolidar esta parte da matéria.
Vamos criar um grupo de trabalho?
Vamos, ou uma task force, é mais giro.
Então vá, vamos a isso. Olha, já estamos nós os dois, só precisamos de ir mais uma pessoa. Maria João, entras nisso ou não?
Olha, vou pensar nisso. Às 10:00 da noite falamos, boa?
Combinado. Isto parece um dia inteiro.
Então e quem é o vilão?
O vilão é Luís Filipe Vieira. Na entrevista que deu ontem falou muito sobre o Benfica, mas eu nisso não me meto, e falou também muito sobre justiça, e essa aí já é outra conversa. Luís Filipe Vieira disse que se o Novo Banco não recuperou o dinheiro é porque não quis, disse que fez tudo às claras, disse que foi escolhido por alguém para ser um bode expiatório e disse também que o transformaram no biombo da justiça. E depois de dizer estas coisas todas, contou um episódio que muda tudo. Luís Filipe Vieira contou isto assim, vou citá-lo: "Umas pessoas fizeram buscas na minha casa, na casa do meu filho. A seguir, fui para minha casa, almoçaram comigo, dois ou três. Se eu ia almoçar, podiam almoçar comigo, não? Então almoçaram e disseram-me que eu ia ficar detido." Foi isto. E eu, ou muito me engano, ou este foi o momento Joe Berardo de Luís Filipe Vieira. Depois daquela célebre ida de Berardo ao Parlamento, nada podia ficar na mesma. E depois de nesta entrevista Vieira ter dito que algumas das pessoas que lhe fizeram buscas almoçaram com ele lá em casa, também nada pode ficar na mesma, seja para ele ou seja para a Justiça. Este é um daqueles momentos em que o regime tem de se olhar ao espelho e vamos ver o que é que vem de lá, se de facto Luís Filipe Vieira está certo ou se está enganado. Vamos lá ver o que é que se passa aqui.
Vamos então ao resumo. O bom desta terça-feira é o presidente do Tribunal de Contas, o mau António Costa Silva e o vilão é Luís Filipe Vieira. Foram estas as escolhas do Miguel Pinheiro, Miguel, que hoje não está conosco no Eventos do Dia, mas Miguel, deixa-te com uma ideia do que vais poder ouvir em direto ou em podcast, é como preferires. Vamos falar de muita coisa, claro está, do teu vilão, Luís Filipe Vieira, que também vai estar em destaque no Explicador depois das 21:00. Vamos falar das agressões dentro da PJ de Évora, de Ivo Rosa, que viu a sua decisão ser anulada no caso Ricardo Salgado. Já o Paul quer pontuar as propostas sobre o financiamento dos partidos.
Sim, estão a dar entrada no Parlamento várias propostas partidárias que querem olhar para as finanças dos partidos, as isenções fiscais que vão tendo, as subvenções públicas, e é um caminho que deve ser feito. Vamos olhar para isto.
Contamos contigo, Miguel?
Olha, sim, isto parece-me tão bom que eu hoje vou ouvir em direto e em podcast.
Pode-se repetir.
Às 10:00 da noite pode-se repetir depois.