Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Outras Histórias do Desporto tem o apoio de Betway. Intensifica a tua paixão.
Começa agora mais uma edição das Outras Histórias do Desporto com a jornalista do Observador, a Mariana Fernandes. Olá, Mariana, bom dia.
Olá, bom dia.
E não começamos no Euro. Atenção, é bom que se diga. Começamos no ténis. Muito importante. E com uma discussão sobre a relva.
Sim, e esta é uma discussão antiga em Wimbledon, o Grand Slam britânico, que começou há pouco tempo e onde estão a competir Federer e Djokovic, entre outros, mas que este ano parece ter se tornado ainda mais importante e crucial devido ao estado do tempo em Inglaterra. Portanto, desde há muitos anos que se fala sobre a humidade que a relva do corte central, o campo principal de Wimbledon, absorve, algo que a torna muito escorregadia, que propicia quedas e lesões. Em anos anteriores, tenistas como Sharapova, como Azarenka, já se lesionaram depois de quedas em Wimbledon. Este ano foi a vez de Serena Williams, também de Adrian Mannarino. O problema é que, ao que parece, a relva deste ano está ainda mais perigosa, porque tem chovido praticamente todos os dias em Inglaterra, o que obriga a fechar a cobertura do corte central durante as partidas e obviamente aumenta o nível de humidade na relva e torna o espaço quase numa estufa.
E eles fecham a cobertura durante a partida, caso venha aquela chuvinha?
Sim, e é até um momento muito curioso de se assistir. No outro dia estava a ver precisamente o jogo entre o Federer e o Lorenzo Sonego, o tenista italiano. Começou a chover durante o segundo set e a partida foi interrompida durante escassos momentos. A organização de Wimbledon é muito rápida durante todo este processo, portanto, encerra a cobertura, troca a rede para que não fique molhada e ainda recolhe a cadeira do árbitro para que também não apanhe chuva. A partida recomeçou logo pouco depois, portanto, quase sem perder o ritmo, Federer ganhou, mas a verdade é que no final falou precisamente sobre a forma como a cobertura, como esta cobertura que é fechada quando começa a chover, torna a relva ainda mais perigosa.
Mas então, o que ele disse?
Ele explicou que a relva fica muito mais escorregadia quando a cobertura está fechada. Disse que a situação muda completamente e que até para os tenistas é muito diferente, porque desatam a suar, têm muito mais dificuldades, portanto, não passa vento, não há ar fresco, há muita humidade, o que também torna o jogo naturalmente mais lento. Disse que o jogo é mesmo completamente diferente com a cobertura ou sem a cobertura e que os jogadores precisam de aplicar muito mais força nas pancadas para conseguirem alcançar alguma coisa, chegar a algum lado. O assunto, como já dissemos, não é de agora, portanto, desde há muito que tenistas como Federer, Djokovic, Simona Halep, entre outros, alertam para o facto de a relva de Wimbledon ser muito perigosa. Mas a verdade é que este ano parece estar adicionalmente escorregadia, como se nota também pela enorme quantidade de quedas dos tenistas e pelas lesões precoces, tanto de Serena Williams como de Adrian Mannarino. A organização de Wimbledon já falou sobre o assunto, já disse que o cuidado da relva na preparação para o Grand Slam foi tão meticuloso como nos anos anteriores e explicou que nas primeiras rondas, que é a fase em que Wimbledon ainda está, é normal que a relva ainda esteja muito vigorosa, muito escorregadia, algo que vai sendo amenizado à medida que o torneio prossegue, portanto, à medida que os tenistas pisam essa relva.
E passamos para o ciclismo e para a Volta à França.
Sim, passamos para um assunto que normalmente é a grande pergunta de todos nós, portanto, todas as pessoas que assistem a estas grandes voltas, voltas de três semanas, através da televisão, que é: como é que aqueles ciclistas recuperam de dia para dia, depois de um esforço gigantesco a cada etapa? Ora, o jornal inglês The Independent falou com Neilson Powless, um ciclista norte-americano da equipa EF Education, que está a competir no Tour pela segunda vez, e tentou obter algumas respostas para essa pergunta. E antes de tudo o resto, descobriu que estes atletas têm uma aplicação no telemóvel chamada Whoop, que lhes diz, assim que acordam, a porcentagem de recuperação que conseguiram atingir depois de uma noite de sono.
A minha está sempre a zero. Isto é muita ciência, mas aposto que devem ter também outras estratégias. Isto tem muito a ver com a alimentação, certo?
Sim, claro que sim, mas não só. E este ciclista explica que a grande prioridade é dormir o mais possível. Ele diz que depois de estar no turbilhão da etapa, da competição, da comunicação social durante todo o dia, muitas vezes chega ao quarto e apetece-lhe ver uma série, ver um filme ou estar apenas a mexer no telemóvel para aproveitar um bocadinho o pouco tempo que passa sozinho em silêncio, mas que acaba por decidir dormir apenas para aproveitar todo o tempo que tem. Revela também que os dias de descanso, portanto, os dias em que não há etapa, não são dias sem andar de bicicleta, portanto, que é preciso fazer pequenos percursos de recuperação para manter o sistema a mexer, o sangue a fluir da mesma maneira e também para ajudar o corpo a recuperar um bocadinho melhor. E sobre a alimentação, ele explica então que os momentos mais importantes são mesmo os pequenos almoços e os jantares, mais fora da pressão da corrida, porque aquela refeição que os ciclistas fazem logo depois da etapa, portanto, uma espécie de almoço, mas que só acontece por volta das 18h, das 19h, é quase uma obrigação, é esta a palavra que ele usa, porque tem de ser feita no autocarro e porque os atletas estão nesta altura até demasiado exaustos para comer.
E Mariana, terminamos na América do Sul, rapidinho.
Sim, terminamos com a final da Copa América. O Aníbal também já falou há pouco. Depois de o Brasil ter vencido o Peru para carimbar o passaporte para a final, também a Argentina conseguiu vencer a própria meia-final, ainda que tenha ter sofrido até às grandes penalidades para eliminar a Colômbia, o que significa que a final da Copa América, marcada para o próximo domingo, portanto, o mesmo dia da final do Campeonato da Europa, será também um enorme Brasil-Argentina, o jogo clássico da América do Sul, o que significa também que teremos Messi e Neymar, dois amigos, dois antigos colegas de equipa no Barcelona, frente a frente. Eles ambos procuram a mesma coisa, o primeiro grande troféu pelas respectivas seleções, já que Messi nunca ganhou nada com a Argentina e Neymar só conquistou uma Taça das Confederações com o Brasil. Resta saber quem vai sair a sorrir desta Copa América, que começou com muita polêmica à mistura, por ter passado da Argentina e da Colômbia para o Brasil, onde a pandemia está longe de estar controlada, mas que entretanto chegou praticamente ao fim sem grandes incidentes.
A jornalista Mariana Fernandes com as Outras Histórias do Desporto nas manhãs 360. Amanhã, mais para conhecermos. Até amanhã, Mariana.
Até amanhã.
Outras Histórias do Desporto teve o apoio de Betway. Intensifica a tua paixão.
Rádio Observador. Obrigada por ter ouvido este podcast. Se gostou, pode subscrevê-lo, pode partilhá-lo e também pode ouvir a Rádio Observador online em 98.7 em Lisboa e em 98.4 no Porto.