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Vou tomar a liberdade de começar a minha reivindicação.

Para fazeres o nosso jingle.

Pequenas reivindicações de liberdade. Pronto, acho que pode ser esta. Inclusive também contar o momento. Agora está aqui.

Bem-vindos ao Pequenas Reivindicações de Liberdade.

Olá! Offbeat está de volta mais uma segunda-feira.

O quê?

Offbeat está de volta mais uma segunda-feira. Hoje com Miguel Amorim, que veio à temporada dos rapazes giros no episódio 18, que saiu no dia 30 de março de 2023. Google it.

If you want to listen and of course you want.

Yes, otherwise you wouldn't be here.

Mais um episódio.

As you are. Mais um episódio que começou de uma maneira diferente. Não diferente, mas com as suas surpresas.

O do Miguel?

O do Miguel. Foi num dia especial. Eu já não me lembrava que o Miguel tinha vindo nesta situação e ele próprio não sabia quando veio, é completamente apanhado de surpresa. Foi o episódio que celebrou os 80 anos da avó Glória. Então é um episódio que começa com uma surpresa preparada por nós, Nana e Titi, para a avó Glória, a grande anfitriã deste podcast. E que surpresa foi esta? Foi muito giro ouvir agora, porque nós também já não nos lembrávamos exatamente o que é que tinha acontecido. Foi João Manzarra, Rodrigo Machado, Martim Sousa Tavares, Rafael Morais, Miguel Amorim e Beatriz Batarda a dar os parabéns de uma forma muito divertida à avó Glória. Que queridos!

E que queridas nós. Não vai?

Nós também. Sim.

É sempre surpreendente as ideias que nós temos para surpreender as pessoas que amamos.

Pois é. O amor é a salvação.

Sem dúvida. Porque os rapazes têm esta bondade toda conosco e com a avó? É estranho para mim, não nos conhecíamos há muito tempo. Fico a pensar.

A pensar no quê?

No interesse que eles podem ter, por quê? De mandar.

Interesse no sentido de serem interessados conosco, ter interesses ocultos?

Interesses ocultos, sim.

Interesses ocultos em relação a nós?

Sim, um lado negro.

Tu achas que eles estão a usar, contra nós ou a nosso favor, ou para bem deles? Não estou a perceber.

O final acaba por ser bom para nós.

Contamos com eles, portanto, em todo o caso.

Mas o cerne pode ser oculto.

Tu defendes que uma boa ação só é boa ação se não trouxer nada de bem ao próprio?

Nana, que tema para este offbeat.

Eu surpreendo-te assim.

Não sei responder essa pergunta.

Por exemplo, o rapaz giro ou a própria Beatriz Batarda, que é isso que tu estás a dizer.

Não, eu disse rapazes. Atenção. Tu já ias voltar a pôr palavras na minha boca.

Só a Beatriz é que faz por bondade e os outros fazem por interesses ocultos. Então é isso que estás a dizer.

Sim.

Vamos imaginar então o primeiro que é ouvido, que é o João Manzarra. Ele tem um interesse oculto, ele acha que vai ganhar qualquer coisa conosco ou com o nosso podcast. Ok, claro.

Parece-me óbvio.

Alinha fazer, dar os parabéns à avó Glória. Dá. Nós ouvimos, o público ouve. Foi bom para nós. Tu achas que foi maléfica a decisão dele de aceitar. Então, foi uma boa ação ou não foi? Uma vez que foi bom para nós, foi bom para quem ouviu, foi bom para a avó, ele é que tinha um fundo maléfico.

É que eu não sei se é maléfico ou se está associado à própria ciência oculta.

Ok, sobre esse tema não sei falar.

E portanto, a ciência oculta é muito simples, é só tu quereres beneficiar de coisas para o teu corpo ocultamente. E portanto, eu acho que isto pode estar na origem um bocado das coisas. É só isso.

Convido-vos a ouvir outra vez a frase que a Titi acabou de dizer e pensem.

Vão perceber, certamente.

E a Titi, tu, querida que és também, mas sem nenhum interesse, de certeza absoluta, oferecerias isto à avó Glória?

Sei que ela é amante de um dos grandes escritores portugueses e, portanto, o meu presente para a avó Glória seria uma bengala do Eça de Queiroz.

Em primeiro lugar, amante. A avó Glória amante de Eça de Queiroz seria das minhas coisas preferidas, o melhor que podia acontecer na minha vida era isto. Sobre o presente que tu davas à avó Glória.

Queridíssimo.

Quiseste mostrar uma sabedoria, é bom, mas nem sequer sabes se o Eça usava uma bengala. Naquela altura, as pessoas nem sequer chegavam a velhas, Titi.

Esse é o teu problema. É que tu começas a querer dar aqui a volta à situação, mas eu tenho que te dizer que no século XIX, praticamente todos os homens usavam bengala, era uma questão de estilo, era uma questão de moda, não tem nada a ver com a idade.

Tu sabes que o Eça de Queiroz morreu aos 32 anos, Titi.

Sim, mas é isso que eu estou a dizer.

Achas que ele aos 27 andava de bengala?

Acho, há provas.

Dele com 27? Diz isso e depois vem dizer que não é fake news.

Vinte e sete toda a gente sabe que é a altura áurea ou de morte dos artistas. Se Eça de Queiroz sobreviviu aos 27, é na altura em que há mais registos.

Eu fui para a bengala. Ok. Tu escreves Queiroz com S ou com Z?

Por acaso acho que escreve com S.

Pois, és mais simples, mas não faz mal. É nestas que se apanha.

Pronto. Eu não vou alimentar estas discussões que tu insistes em ter comigo, porque o áudio que eu escolhi, na verdade, é para te elogiar. Tu tens uma máxima na vida.

Tu andas a fazer mesmo de vítima comigo e eu acho que é um bocado injustificado

E depois dás a volta e dizes assim: "Mas eu vou te elogiar, que eu dou outra face, que eu sou cristã." E é mentira. Cristã. Ouviste-me a dizer cristã? E é mentira. Não? Pronto. O que eu queria dizer, continuando, que agora também já perdi um bocado a vontade, é que há pessoas que vão dizer coisas para podcasts, têm muitas teorias, mas depois não as aplicam na vida, e tu não. Ora, mete.

Mais do que falar, nós gostamos de passar à ação.

"Actions speak louder than words." Cá está. Eu não faço ideia onde é que tu foste buscar isto. Não sei se isto é uma tradução da Bíblia, uma tradução inglesa. Não sei onde é que foi, mas isto define-te a 100%. Tu tens, e é certo, o poder da palavra. Sabes usar as palavras de uma forma eloquente, como também vimos no episódio do Martim. Mas as ações têm mais importância na tua vida. Eu acho que contigo, mais do que um âmbar, que podemos contar, é mais um: "Olha, trouxe-te um pesquinho em lata, como tu gostas, Titi."

Pimentos recheados.

Eu sou alérgica a pimentos.

Sim, mas eu não estava a falar do teu caso.

Sim, mas também estava eu.

Claro, mais uma vez voltamos a ti. Repara, começaste por dizer que querias elogiar-me a mim e depois vamos parar ao teu caso. Agora, se pudermos, podemos voltar ao caso do Miguel.

Se faz favor.

Que é quem dá nome ao nosso episódio de hoje.

Se faz favor.

Para quem tem acompanhado os offbeats anteriores, eu quero encerrar este assunto.

Eu tenho um lado misterioso, não é? Que é super sedutor.

Não.

Pronto. Já muito se disse sobre isto.

O riso dele.

Eu não vou trazer palavras para aqui, só não queria perder a oportunidade de esclarecer finalmente os ouvintes que têm sido levados a um engano por ti.

Acho bem, tudo bem. Eu só acho que o Miguel não é mesmo o melhor exemplo para este ponto qualquer que tu queres provar de uma coisa que é tão óbvia para toda a gente. Por quê? Porque o Miguel só falou da namorada o tempo todo. Ou seja, nós que tentávamos ter uma conversa com ele, e ele estava: "Eu amo a minha namorada." E portanto, claro que eu a dizer uma coisa destas, ele não vai admitir, porque está obcecado, por alguma razão, pela namorada dele. O que tu achas? Que um homem tem que ter esta atitude? Nós queremos ter uma conversa com ele, ele está: "A minha namorada. Por que a minha namorada é a minha namorada?" O que leva um homem a ter este tipo de atitude?

O homem, no geral, não sei, que eu não vou generalizar aqui sobre os homens. Desculpa. Eu posso pensar um bocado sobre o caso particular do Miguel, se te interessar. Manténs a pergunta?

Mantenho.

Pronto, então sobre o caso do Miguel, acho que ele pode ter medo que ela perceba que ele é um impostor. Ou será que ela é que o obrigou a ele e que, na verdade, eles não namoram? E para que este disfarce todo não saia para fora, ele vem e está sempre: "A minha namorada."

Eu acho que as mulheres não são capazes disso. Até acho que estás a ser um bocado machista agora. Ela é poderosa e está tipo: "Tu estás a falar com outras mulheres, falas de mim." Está a marcar um território. E digo isto no melhor dos sentidos.

Acho isso feíssimo, parece que ele é um animal invertebrado nas mãos dela.

Não acho que isso tenha absolutamente nada de tóxico. Tu és uma mulher com força. Estás a perceber? Imagina tu tens um namorado, tu és uma mulher empoderada, tens um namorado à tua frente e queres, obviamente, controlar as ações que ele tem para a própria felicidade dele. Porque tu sabes, amando uma pessoa, tu sabes o que a vai fazer feliz. Isto é óbvio.

Pronto, mas a hipótese que eu pus foi do Miguel não estar feliz, não é de ele estar a tentar fazer outra pessoa feliz. Foi de isto ser tudo uma farsa. Foi isso que eu levantei.

Estás a pôr o homem como uma vítima. Muitas vezes eles são, mas neste caso, não me parece que seja isso.

Sobre o tema do Miguel, que foi o que conduziu este episódio.

Então, vocês querem o tema profundo, não é?

Sim.

Então, imaginem, eu quero me saber explicar bem, porque nós agora estamos em Cascais, que está em Portugal, que está na Europa, que está no mundo, e o mundo está no sistema solar, que está na Via Láctea, que está num enxame de galáxias, acho eu. E depois está o quê?

Isto é a mesma conversa de ator. Eu não sei quanto a ti, mas a mim não me apetece falar sobre este tema. O tempo que ele demorou a dizer o tema é logo problemático.

Sim, só isto já não nos deu tempo de falarmos das diversas temáticas sobre a desigualdade.

Se ao menos o tema dele tivesse sido só uma palavra.

Sim.

Tipo imaturidade.

Sendo assim...

Sendo assim, teremos de voltar para a próxima semana. Esperamos contar convosco e até lá.

Vou tomar a liberdade de fazer a minha reivindicação.

Para fazeres o nosso jingle.

Pequenas reivindicações de liberdade. Pronto, acho que pode ser.

Exatamente, também pensava o mesmo. Agora está aqui escrito. Bem-vindos ao Pequenas Reivindicações de Liberdade.