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Sejam muito bem-vindos a mais um "PopUp", o último antes da habitual pausa de agosto. Não é um adeus, é um até já, com a Maria Ramos Silva, Bruno Veira Amaral e Pedro Boucher de Mendes. E tal como esta pausa que aí vem, o que também é habitual aqui no "PopUp" é este episódio de semibalanço que fazemos sempre no verão e no qual atribuímos os nossos prêmios às nossas próprias categorias, porque isto não é bem uma democracia, é uma coisa parecida. Não vamos perder tempo, vamos seguir já em frente com a Maria Ramos Silva. Olá, Maria.

Olá.

O teu primeiro prêmio é o prêmio que entregas à categoria Síndrome Tiger King. Preciso de ajuda.

Saudades.

Para já, o que é um Síndrome Tiger King?

É, sobretudo, um pouco de constatação. Tu pediste uma análise mais atenta a estes-

Uma análise meta.

Exato, a estes meses mais recentes. E o síndrome é uma espécie de fenômenos que tiveram um desempenho relativamente semelhante ao Tiger King, uma espécie de hiperhype, depois seguiu um certo declínio.

Como se fosse uma supernova, não é?

Precisamente. É uma boa definição. E nós, nestes primeiros meses, tivemos provavelmente o fenômeno Baby Reindeer, entre outros, mas sobretudo esse, que falamos aqui. Como tivemos também noutros anos aquele jogo série que foi o Squid Game. E isto leva-me, sobretudo, a pensar se ainda há possibilidade de, nestes campeonatos das séries, dos conteúdos, de conseguirmos fabricar coisas que tenham algum valor de culto, ou seja, que consigam sobreviver.

À perdura.

Sim, e que nós de alguma forma tenhamos interesse em retomar daqui por uns anos.

E que daqui a 10 anos tu perguntes a alguém: "Mas tu alguma vez viste Baby Reindeer?"

Sim, eu percebo que seja um pouco difícil nós imaginarmos esse cenário, tendo em conta que nós hoje temos um superávit.

A quantidade.

Sim, temos uma quantidade muito grande e, portanto, é mais difícil furar e ascender a esse patamar. Mas de qualquer das formas, tirando honrosas exceções, provavelmente nós daqui por uns anos acharemos interessante voltar a ver Succession, ou uma outra série, mas eu tenho dúvidas que vamos lembrar-nos de um Baby Reindeer ou de um Squid Game, ou de um Tiger King, que tiveram o seu momento de fama, aqueles seus 15 minutos de fama.

Mas tudo aponta que isto vá continuar assim, em princípio.

Certo, mas eu tenho é pena de nós termos mais dificuldade, se quiseres, em encapsular estes fenômenos, ter fenômenos mais interessantes, de alguma forma reter talento. Como nós dizemos em relação aos recursos humanos.

Foi quase um comentário LinkedIn.

Pronto, mas em relação às séries e aos conteúdos televisivos.

Ninguém nos garante que não haja daqui a umas décadas uma nostalgia dos anos 20.

Não, claro.

Do século XXI.

Certo.

Mas agora até a nostalgia é rápida.

Da semana passada.

Nem isso nos vale.

A minha suspeita é que daqui a 10 anos as pessoas vão continuar a perguntar: "Mas tu nunca viste os Sopranos? Tens que ver os Sopranos."

A minha suspeita também é essa.

Isso é nostalgia.

Não estou a falar de nostalgia, estou a dizer as séries que vão continuar a ser o padrão.

Exato.

O padrão ouro das séries televisivas.

Tudo aponta para que sejam as mesmas.

The Wire, Breaking Bad, Mad Men, que eu nunca vi.

Nunca viste Mad Men?

Não. Vi uns episódios.

Vale a pena.

Sim, eu também não, é um dos complexos. Mas lá está, é uma coisa que eu sei que posso voltar com a segurança de que é bom.

Ainda vais a tempo.

Comecei a ver o House of Cards. Não agora, há uns tempos, mas depois desisti.

Nunca tinhas visto?

Não. Ou seja, quando estreou, nunca tinha visto. E comecei a ver, vi uns cinco episódios.

E depois aconteceu a vida, certamente.

Depois distraí-me. Não, mas eu acho que isso vai acontecer e concordo com a Maria, era uma das coisas que eu estava a pensar. Tem havido poucas coisas que de fato tenham um poder de permanência. Sobretudo, claro, aqui estamos a falar de séries televisivas, mesmo de documentários, são poucos.

Mas fazendo aqui uma metáfora, analogia, comparação, não sei o quê. Para uma qualquer coisa aderir, pressupõe que a outra superfície também seja capaz de receber a adesão.

Ou seja, estás a usar o velcro como-

É que já está muito gasto.

Mas até o velcro tem um limite.

Não sei se é melhor das fita-colas, portanto, é melhor das séries, vou explicar aqui. Consegue colar numa coisa molhada.

Degastada.

Sim, será difícil.

Ou em cimento.

Mas depois uma coisa alimenta a outra, ou seja, a indústria que fabrica também constrói o comportamento de quem recebe.

Não sei. Acho que talvez, do ponto de vista do coletivo, estejamos às vezes com mais fome e outras vezes com menos fome. E pode haver séries que passam, neste caso, estamos a falar de séries que passam por baixo do radar ou por cima.

Olha, o Tiger King salvou-nos na pandemia.

Está preso, o jovem, não é?

Já morreu.

Mas isso é o problema dele.

Aliás, eu acho que não contraí o vírus logo nos primeiros tempos por causa do Tiger King.

Tiveste coisas melhores para fazer. Pedro Boucher de Mendes, o teu primeiro prêmio, prêmio estou nem aí, porque quando falei contigo sobre este último programa antes do verão, tu disseste que tens andado muito desligado à atualidade. A minha questão é: como e por quê? Tu um homem feito para a atualidade, e pela atualidade.

Uma pessoa.

Sim, exato.

Não tenho bem a resposta. Pode ter a ver com a minha idade, pode ter a ver com a fase da vida em que estou, que é uma expressão que eu sonhei usar.

E aqui está a oportunidade de ouro.

Na idade em que estou, eu já Não papo grupos, de repente tem uma lista.

Exato.

Já não aturo certas coisas.

Ou pode ter a ver com a oferta.

Verdade.

Mas de facto eu estive aí empenhado num projeto pessoal, não sei se sabes o que é um projeto pessoal, o que me afastou um pouco do presente e de uma certa atenção que às vezes é necessário ter.

E isso não foi necessariamente mau, antes pelo contrário, como diz o outro.

Há um certo alívio.

Exato.

Nota que isso levou a que eu tomasse algumas opções que não se manifestaram.

Pensava que ias dizer comprimidos.

Não, comprei bilhetes por impulso para os The Cult, por exemplo.

É verdade. Tem sido um assunto frequente.

Fui ver. E foi um acontecimento estranhíssimo na minha vida, depois posso contar. Só para dizer que eu era uma das pessoas mais novas que estava naquele espetáculo.

Havia pessoas de andarilho.

Que experiência extraordinária.

De aldeia aliada.

Também pareciam pessoas.

Pareciam pessoas, já não é mau.

Também pareciam pessoas desligadas da atualidade.

Ah, ok.

Isto no bom sentido do que isto pode ter. Pessoas despreocupadas com o FOMO, que é uma coisa que parece afligir os jovens. E talvez isto justifique porque eu fui para aos The Cult, onde não se via nada, estava cheio que nem um ovo. A grande sala do país não tem ar condicionado, como sabemos, o Coliseu. Lá se ouviu umas músicas lá ao fundo. É isto.

A imunidade às tendências tem as suas virtudes.

Exato. Por falar em música, mas totalmente sintonizado com as tendências.

Com os tempos, os novos tempos.

Bruno Vera Amaral atribui o prémio à música de verão que nos fazia falta a "Si Antes Te Hubiera Conocido".

Da Karol G.

Karol G, que há pouco tempo esgotou duas Mel Arenas.

Esgotou duas noches?

O que é incrível, porque isso me passou completamente ao lado.

E podem ler mais sobre isso no observador.pt, porque nós estivemos lá.

Isso passou-me completamente ao lado, mas eu estive aqui a passar uns dias.

A desenvolver atividades.

Em Espanha.

No país vizinho.

No país vizinho.

Calamares.

Quando atravesso a fronteira.

Transformas-te noutro.

Sinto sempre que estou a entrar num país diferente.

El Bruno.

E depois digo: "É mesmo um país diferente". E é de facto um país diferente. Mas não era para falar sobre as diferenças entre espanhóis e portugueses.

Podes falar, não há problema.

Só para falar da Karol G, que é uma cantora colombiana de imenso sucesso. Em Espanha esgotou quatro noites o Estádio Santiago Bernabéu.

O estádio?

O estádio, coisa verdadeiramente incrível.

Que é coisa para levar para aí o quê? Umas 70 mil pessoas ou uma coisa assim?

Para aí.

Quer dizer, não devem ter vendido os bilhetes todos.

Mas mais ou menos.

Sim, mais coisa menos coisa. Vamos pôr 60 mil.

Por baixo.

Por baixo. E eu tinha lido um artigo no "El País" sobre esse fenómeno.

Este em espanhol.

Em espanhol, obviamente, porque em papel não dá para traduzir automaticamente. Mas não liguei muito. Ia no carro a ouvir, sintonizada uma rádio espanhola.

Kiss FM.

Kiss FM. Fantástico. E ouço esta canção. Eu sou muito de ou entras na canção ou então já não vale a pena.

E tu entraste.

E é uma das melhores canções de verão de todos os tempos.

Entraste e ainda não saíste.

Ainda não saí, estou sempre a ouvir. É uma canção fantástica, uma canção pop extraordinária, que eu até tenho medo de ir ouvir as outras coisas que ela compôs.

Tens medo de entrar num buraco negro e nunca mais voltar?

Não, tenho quase a certeza que não estão a este nível e não me quero desiludir, porque esta é uma grande canção de verão. E depois fui reler com atenção esse artigo que fala do sucesso, porque de facto é uma cantora que no mercado hispânico já explodiu.

Exato.

Cá começa agora a ter um bocadinho mais de atenção, mas o que eu quero destacar é mesmo esta canção, porque nós precisamos no verão de uma canção que seja a canção daquele verão.

Exato.

Eu acho que é esta.

Muito bem. Este entusiasmo com esta ginga latina é qualquer coisa. Maria Ramos Chula, prémio: há uma vida melhor, mas é bastante mais cara.

Sim, verdade.

É que há.

É mesmo. Eu tinha um amigo que costumava dizer isto.

Eu tenho um amigo que diz o contrário, que diz: "Há vidas mais baratas, mas não prestam".

Pronto, é o outro lado.

Posto de outra maneira.

De outra maneira, mas chegamos lá mais ou menos à mesma coisa. É um pouco também esta moda, que não é propriamente nova, das reality séries ou reality shows meio documentais sobre o imobiliário de luxo, que parece a fase a seguir ao food porn. Nós tivemos o food porn com imensos conteúdos, eram chefs ali no início dos anos 2008, 2009, aquilo era uma loucura. Não é que tenha perdido completamente o seu fogo, mas de repente parece que temos um real estate porn, em que o público ainda estará de alguma forma a dividir, olhando sobretudo para as críticas a uma versão britânica que estreou há pouco tempo na Netflix, que é sobre Londres, onde obviamente também se vive, à semelhança de outros destinos europeus, incluindo Portugal, alguns problemas em termos de mercado imobiliário.

Exato.

Eu acho que as pessoas ainda estão a decidir se isto é escapismo puro e é uma coisa divertida e bem-disposta para ver e de alguma forma satisfaz aquele nosso lado voyeurista de ver como é que vivem os muito ricos, e de assistir aos seus dramas de primeiro mundo, de pensar que o closet não chega para o número de pares de sapatos e por aí fora, ou se acaba por ser só uma coisa menos bem conseguida, que irá também ter um caminho semelhante ao daqueles fenómenos iniciais que eu falava. Não sei. Nós temos aqui algumas coisas com algum lastro. Havia aquele "Buying Beverly Hills", os "Property Brothers", mas de repente temos aqui uma série

De conteúdos, sobretudo na Netflix, em que de repente parece que toda a gente quer ver as casas dos muito ricos e como é que os muito ricos vivem e quanto é que gastam. Estou ansiosa para ver qual vai ser o próximo.

Onde é que isto vai parar.

Sim, a próxima página desta moda.

Pedro Bochinim Mendes, o prémio para a categoria Finalmente Cheguei é aquele momento de meio do ano em que tu lembras coisas onde chegaste, se calhar tarde para uns, mas para ti completamente a tempo. Temos aqui dois exemplos, haverá mais. Aliás, três. Vou dizer os nomes: "Black Honey", "O Mundo de Ontem" e primeiros livros de António Lobo Antunes.

Esse "O Mundo de Ontem" é o quê? Já nem me lembro.

É do Stefan Zweig.

Lá está, por causa do tal projeto pessoal, pessoalíssimo.

Isso.

Intimista. Apeguei nos primeiros livros de António Lobo Antunes, que comprei no OLX por 2 €, alguma coisa assim, em edições estranhas, oferecidas pelos jornais e revistas que ofereciam livros aqui há uns anos.

Sim.

E gostei imenso. Gostei mesmo, francamente muito. Recomendo a "Explicação dos Pássaros", os "Cus de Judas" e as "Naus". Estes três foram os que eu li. Fiquei surpreendido pela acessibilidade. Eu já tinha lido Lobo Antunes, os livros mais recentes, as crónicas. Depois há sempre aquela coisa que é um pouco complicado ler. E fiquei surpreendido por esta obra inicial, pela acessibilidade, como é acessível ler. Fiquei enamorado pelo talento para a descrição do autor, talvez menos para o plot, mas nem tudo tem que ter um argumento, um plot. Depois fui ao Alive para ver o Pearl Jam, cumprindo uma promessa. Não uma promessa minha.

Estava a estranhar.

Também é válido.

Eu já vi o Pearl Jam umas quatro vezes, não sei, e vi meia hora, só para informar, depois fui-me embora, porque aquilo, o túnel depois não sei o quê, tem que se dar a volta.

E tu és um homem preocupado com todas as circunstâncias.

Fui ao Alive, mas entretanto, após 10 minutos, fui-me embora. Mas vi uma banda inglesa de guitarras chamada Black Honey, num outro pavilhão.

Mas isso era quando estavas em movimento.

Não, eu já estava.

Uma banda de guitarras. É verdade. Eu estou a perceber onde é que tu queres chegar.

Isso é raríssimo, é que isso é uma raridade.

É uma banda de rock and roll de guitarras chamada Black Honey, que gostei francamente, no palco mais pequeno, não no palco principal. E gostei francamente, não estava à espera de ser surpreendido. No fundo, às vezes a vida reserva-nos uma surpresa.

E por isso é que a vida é mágica.

Sim, estamos a imaginar a vida: "Olha, estão aqui as surpresas."

"Ora, vem Pedro, põe aí uma surpresa. Põe esse grupo aí de guitarras."

Vai dar chapada na surpresa.

Sobre "O Mundo de Ontem", o último livro publicado, pouco antes de se suicidar, o autor que estava refugiado no Brasil. É um livro muito estranho, sobretudo depois de saber que o homem se matou pouco tempo depois de o publicar, de escrever.

Nada indica que ele se vá suicidar.

Exatamente. É um livro muito agradável. Parece que ele vai chegar a um final feliz. E quem somos nós para julgar, mas não me parece que a morte seja um final feliz. Mas é um livro altamente recomendável. E é mais ou menos isto. Queres dizer mais alguma coisa?

Não. Eu agora diria, para já, banda de guitarras, é muito bom.

Mas não é uma banda de guitarras.

É sim, mas isso deixou-me a pensar em várias coisas da vida.

Há muito tempo que não ouvias a expressão?

Sim, se calhar já não ouvia, mas faz sentido.

Pois, faz muito sentido.

Faz muito sentido. 2024. Bruno Vieira Amaral, antes do intervalo, temos aqui tempo para a tua próxima categoria, que é prémio Novo Mundo para a transmissão dos Jogos Olímpicos. Explica lá isto melhor.

Eu lembro-me que em 1992.

Jogos Olímpicos que estão a decorrer agora.

Exatamente. Já começou o futebol e o rugby, o sevens.

Sevens.

Sevens. E a cerimónia de abertura é amanhã. E eu lembro-me, voltando aqui ao mundo de ontem, em 1992 estava todo animado, eram os Jogos Olímpicos de Barcelona e tinha planeado umas férias, ir visitar os meus tios que viviam no Luxemburgo e tinham TV cabo.

Pensava que era outra vez Elbrus.

E tinha a Eurosport. Eu imaginava-me a ficar o tempo todo dos Jogos Olímpicos sentado a ver a Eurosport. E uma das coisas que me fazia confusão é com tantas possibilidades tecnológicas, por que nós tínhamos que levar com as transmissões e estar a ver, com tantos desportos, tantos eventos a ocorrerem ao mesmo tempo, por que tínhamos que levar com aquilo que nos serviam, seja em canal que fosse?

Até que chega 2024.

Agora estamos em 2024 e temos a Max.

A Max, sim.

Agora é assim que se diz.

Podes escolher.

Ora aí está. Podes escolher, tens lá todos os eventos.

Já estive a experimentar aquilo.

É fantástico.

E a qualidade é ótima.

Mas tens que assinar extra, não é?

Não.

Não, se tiveres a Max.

Não sabia.

Eu experimentei aquilo.

Quer dizer, é que às vezes-

A não ser que tenha gostado de esgrima

Tem lá conta no final dos jogos

Acho que são mais de quase 4 mil horas de televisão.

De facto, é inacreditável.

É next level. Já estamos, como dizemos.

Tu até podes ver. Eu lembro-me de ver, em 1988, nos Jogos Olímpicos de Seul, assistir a provas de halterofilismo. Se calhar vou ver agora, mas antes via porque era obrigado. Agora é por curiosidade. Deixa ver esgrima, o pentatlo moderno, essas coisas.

Salto por água.

É de facto um outro nível nas transmissões em que tu podes realmente escolher aquilo que queres ver.

Enquanto estamos a falar, eu vou fazer aqui uma experiência. Estás a ver, Pedro?

Há uma coisa curiosa nos Olímpicos.

Carrego aqui, está a dar em direto.

É uma coisa nos Olímpicos.

E pronto.

Estás a ouvir, Tiago Pereira? É uma coisa nos Olímpicos que nós não temos muita noção. É desporto higienizado de publicidade. Os Jogos Olímpicos não têm sponsors por todo lado. E isso torna as coisas um bocadinho diferentes para melhor, creio eu.

Muito bem. O meu verão, ou pelo menos o meu verão olímpico, vai ser muito melhor.

Está feito. E houvesse jogos até outubro

Estava contente.

Estavas agarradinho a isto. Muito bem. Chegamos ao final da primeira parte do "Pop Up". Voltamos depois de um curto intervalo. Até já. Estamos de regresso ao "Pop Up" com Maria Ramos Silva, Bruno Vieira Amaral e Pedro Boucherie Mendes. Vamos lançar as sugestões da semana, que não o fizemos na primeira parte. Maria, vamos começar por ti. Temos mais música da moda. Temos Cassandra Jenkins.

As sugestões, não é?

Sim, estou sim, Maria.

Estava aqui um pouco perdida. Sim, tem álbum novo.

Estavas à procura de bandas de guitarras.

Estava. É uma coisa mais cósmica, mais nova-iorquina cósmica, mas é bom, é bastante recomendável no meio deste deserto. Lá chegaremos.

Eu aposto que o Bruno ficou entusiasmadíssimo com a descrição nova-iorquina cósmica.

Dava para, por exemplo, sei lá, os Strokes.

Certo.

Tem algumas canções que são um cosmos muito particular.

Não tem essas desejadas guitarradas. Também não é a Karol G.

Exato.

Ninguém é a Karol G.

Não é a Karol G, meus amigos, é Carol.

Pensava que era Cassandra Wilson.

Não. Essa é outra.

"My Light My Destroyer" é uma banda sonora assim mais de outro género, mas também é bom para ouvir.

O Pedro Boucherie Mendes quer recomendar um livro que eu, curiosamente, já li e também recomendo bastante, que aprendi muito com-

Já leste porque tens crianças pequenas, não é?

Também.

Pois.

E é muito interessante.

"Geração Ansiosa", do psicólogo social americano Jonathan Haidt, foi lançado recentemente agora em Portugal. É um livro, no fundo, sobre a influência, vou simplificar, dos meios digitais nas novas gerações. Portanto, nos humanos que são jovenzinhos agora e nos que estão por nascer.

Particularmente ecrãs e redes sociais.

Isso. E telemóveis. E o facto que nascem já num ambiente em que existem essas coisas, já não vão para a rua brincar e jogar futebol. Estou a simplificar mais uma vez. Eu não sou tão catastrofista ou pessimista como o autor. O autor é. O autor até recomenda, ou quer, ou deseja, ou gostaria que os miúdos não tivessem tanto acesso a ecrãs e telemóveis e nas escolas, etc. Em mais de 500 páginas, ele discorre, mas eu acho que o livro é interessante, sobretudo o enquadramento que põe da questão, das questões. Claro que o autor usa dados, teorias e reflexões que contribuem para o seu ponto de partida, de que o excesso de ecrãs é mau.

Sim, ele quer demonstrar a sua ideia.

Exatamente. Eu acho que vale sobretudo por isso. Menos pelas conclusões, não são os mínimos.

Mas faz-te pensar.

Not really.

A mim, pelo menos, fez.

Não?

Tudo nos faz pensar. Se pensares bem.

Nem tudo

Ou nós nos mudamos para a Serra da Gardunha, ali para o meio, em que comemos à luz de velas, ou então de outro modo é impossível não participar do mundo atual.

Mas a questão exatamente faz-te pensar-

Se vale a pena ir para a Serra da Gardunha

Não, Pedro, nas zonas do metrô não há rede. Não é preciso ir tão longe, por amor de Deus.

Podes ir para a Gardunha. Não, mas até que ponto, para ti, depois para cada leitor, eu acho que isso é que é interessante, que é até que ponto faz sentido impor certos limites ou não, o que é que estará em falta ou não.

Ainda bem que falas disso, porque eu acho que claramente há excesso de medo na nossa sociedade, nos discursos dominantes. Ou é medo que o Trump seja eleito, ou é medo que o Ventura faça não sei o quê, ou é medo dos ecrãs. Até agora, a humanidade não se tem safado mal. Em princípio, chegará a Marte daqui a uns anos.

Vamos ver. Justo que situava bem.

Dos Trumps e dos ecrãs.

O Bruno Vieira Amaral quer falar de um livro chamado "A Armadilha Identitária".

Exatamente. É de um senhor chamado Yascha Mounk. Eu aqui já falei de outros livros sobre o wokeismo, nomeadamente a religião woke. Este é sobre o wokeismo, só que o autor prefere não usar esse termo, porque suscita logo muitas paixões e faz com que se perca o foco do essencial, quanto a ele. E então usa uma outra designação, que é a síntese identitária. E que é este movimento que vem dos Estados Unidos e que se foca muito na questão da identidade, ou seja, em que as pessoas, os indivíduos têm de se pensar, em primeiro lugar, devem pensar-se como elementos de um determinado grupo, de uma determinada tribo, que é definida ou pela cor da pele, ou pela orientação sexual, ou pelo gênero, e não pensar-se como cidadãos de uma república, no caso dos Estados Unidos, e que essa tendência tem vindo a agravar as fraturas e a polarizar, como se diz agora, os diferentes campos dentro da sociedade. E eu acho que é uma boa estratégia esta dele evitar o wokeismo, que de facto, à esquerda e à direita, suscita muitas reações inflamadas.

Ataques e defesas imediatas.

Logo à partida. E ele faz uma contextualização, creio que bastante rigorosa, deste movimento, que tem origem nas universidades, em certas teorias nas universidades norte-americanas. E ele depois também traça esse caminho de como é que essas ideias saíram das universidades americanas e começaram a infiltrar-se na sociedade americana e a ganhar a força que hoje têm. E também, depois, tem um lado quase proselitista ou evangélico, e diz: "Bem, agora, o que é que podemos fazer para contrariar e para não cair nesta armadilha identitária?" Acho que é um livro um bocadinho acima de outros que têm sido publicados sobre esta matéria, um pouco mais profundo, também com propostas positivas, não optando por uma demonização do outro lado. E está publicado pela Relógio d'Água em Portugal.

Muito bem, vamos em frente. Este é o último programa antes da interrupção voluntária de agosto e por isso estamos aqui a fazer uma espécie de balanço do meio do ano. Estamos a dar prêmios às nossas próprias categorias, que são tudo menos óbvias. Maria Ramos Silva, queres entregar um prêmio na categoria Já Se Esforçavam Mais, e queres falar de blockbusters de verão.

Sim.

Ou a falta de.

Ou da falta deles, sim. Eu não estive aqui em projetos pessoais como o Pedro. Também a fase da vida é o que é, portanto, também pode ser disso.

Exato.

Na fase da vida em que te encontras, Maria.

Na fase da vida em que me encontro. Sei que na fase da vida do ano passado, estávamos a falar de "Barbie", estávamos a falar de "Oppenheimer".

E não fomos ver.

Fomos de mão dada.

Este verão não fomos ao cinema juntos, portanto, isso diz muito.

Tem sido um verão triste.

Sobre a nossa relação.

Podemos ver um 007 também.

O Matrix.

Já há uma eternidade.

Já fomos felizes.

E, não sei, no outro dia também comentava isto contigo, e tirando o divertidamente, não sei o que é que nós temos aqui de grande estrondo.

Podíamos ter ido ver, todos juntos.

Podíamos ter ido ver.

Eu já fui ver e é sobre isso que eu vou falar.

Mas o Bruno estava em modo El Bruno, e portanto não estava disponível. Muito bem, Pedro Boucherie Mendes, prêmio Não Digam a Ninguém. Isto porque tu disseste que tens estado a ver o programa "Conan O'Brien Must Go", mas que não andas a dizer a ninguém que andas a ver isto. A minha questão é: o que importa se tu dizes a alguém ou não?

Depois tenho que levar com as conversas das pessoas a dizer que: "Eu gostava imenso do Conan" e blá-blá-blá. Eu tenho que ouvir as pessoas. Se vocês forem como eu e notarem nestas coisas, basta lançarmos um assunto que o nosso interlocutor, interlocutora, desata imediatamente a falar dele, dela. "Conan Must Go" é um programa bastante interessante, um programa de viagens de Conan O'Brien na Max, em que no fundo há um fã qualquer que participou no podcast e o fã mora, por exemplo, na Islândia, e o Conan e a equipa vão lá à Islândia bater-lhe à porta. E o programa é interessante. E eu não falei disso porque não estou para levar com as opiniões das pessoas sobre o Conan O'Brien e sobre depois o Stephen Colbert, e depois o John Stewart, e depois: "Devias isto, devias aquilo, e não gosto do Jimmy Fallon, e não gosto do James Corden."

Mas não gostas do Jimmy Fallon?

"E devias acompanhar o Jimmy Kimmel." Pronto, é isso.

Não, a questão é que depois começam a meter-se no trabalho do Pedro, nos negócios dele. E então por que estás a ver isso?

Ele não quer estar por acaso.

Uma das coisas quando eu comecei nesta vida era a obsessão que os portugueses tinham com o Daily Show do John Stewart, que adoravam, mas depois eu recebia as audiências todos os dias e ninguém via.

Se calhar foi só naquele dia que não viram, mas adoravam a ideia do John Stuart, esse grande vingador, que parece que está de volta. Sim, e mais interventivo.

O que vocês acham daquelas celebridades portuguesas? Isto é um bocado um oxímoro, mas que quando falam da sua vida pessoal. Eu lembro-me aqui há uns tempos, um senhor da televisão dizia, a propósito do fim do casamento.

Dele?

Dele, do fim do casamento dele: "O nosso projeto fracassou." É ou não é bonito?

O Pedro também diz que tem andado num projeto pessoal.

Um projeto pessoal e foi por causa disso.

Não fracassou. Bem pelo contrário. Ele vai a bom porto. Exato. Bruno Vera Manel, prémio o fim da bonecada sobre a crise do cinema de animação.

Ontem eu estava aqui a decidir qual seria o prémio que iria atribuir. Fui ver o "Divertidamente 2" e não é mau. Podes ver, vai à confiança.

Foste ver com a canalha ou foste sozinho? Eu gostei do primeiro.

Este também não é mau, mas há de facto uma sensação de repetição. Entrou ali já numa fase em que não passa muito disto. É bom, é bonzinho. E não há nada que te surpreenda verdadeiramente, sobretudo se comparares com a fase, agora já se pode dizer, que é a idade dor da nova animação, em que tiveste uma série de filmes, desde os "Toy Story", o "Shrek", o "Carros", o "Nemo", ainda o "Frozen", que de facto são filmes, alguns deles, o "Ratatouille", que é um dos meus preferidos, que são filmes extraordinários.

Será o "Frozen" o último rasgo criativo?

Eu acho que é capaz de ser e traz coisas diferentes.

E foi o último grande fenómeno.

Talvez o primeiro "Divertidamente" também ainda tenha tido, mas mesmo a nível visual está tudo um bocadinho a repetir-se. Não há o salto para outra coisa, para explorar outras possibilidades. E foi nesse sentido, porque eu ontem estava aqui a pensar no prémio que trazia e disse: "Bem, é isto, é o fim da bonecada." E hoje encontro uma notícia a dizer que o "Divertidamente" já é o maior sucesso de bilheteira do ano.

Sim, números.

Mil e quinhentos milhões de euros, ultrapassou a Barbie, já é o 14º filme com mais receitas da história.

Portanto, vais sair. Depois de teres dito o que disseste, vais sair.

Não, mas estes números não me surpreendem.

Certo.

Das receitas de bilheteira.

A tua ideia e o facto não são incompatíveis.

A questão é que eu acho que isto está a entrar numa fórmula um bocadinho gasta. Aliás, ocorreu-me uma ideia quando eu estava a ver os trailers de outros filmes de animação. Eu disse: "Não há nada de verdadeiramente novo que surpreenda." E até pelo número de sequelas que a própria Pixar tem feito, nota-se algum desgaste, o que não significa que as famílias deixem de ir.

Claro, vais sempre levar os miúdos a ver o filme.

E com isso, já se sabe, vai a família, são muitas pessoas, e no caso das famílias numerosas, são mais numerosas. E claro, isso significa receitas de bilheteira.

Olha, meu amigo, e não está nada barato ir ao cinema.

Eu confirmo. E eu fui num dia que me surpreendi, que era o dia especial ou qualquer coisa assim. Lembram-se que antigamente era à segunda-feira. Agora, pelos vistos, naquele cinema que fui, era na terça-feira.

Era dia de bilhetes mais baratos para quem tinha acabado de chegar. Quanto é que é um bilhete normal agora? Sete euros, seis? É por aí.

Com o dia especial era 5,90.

Depois também depende às vezes da sala.

Pois.

E das pipocas.

Os pipocas. Aí aqueles faturam.

Meus amigos, reta final de prémios. Vamos a isto. Maria Ramos Silva, o prémio para a categoria o problema não és tu, sou eu. E queres falar de música pop?

Quero, mas afinal eu estava errada. Afinal é mais o problema és tu, não sou nada eu. Desculpem lá. Mas sim, porque inspirei-me com esta história das bandas de guitarras, como diria o Pedro. Chegamos à conclusão de que há poucas, ou então andam por aí muito escondidas e a nossa necessidade de garimpar é mais exigente, de facto. Eu acho que a pop é ótima, é recomendável, é muito divertido passar o verão a ouvir uma Karol G no carro ou fora dele, mas às tantas tudo é pop. Não há franjas, não há camadas. De cada vez que encontramos uma pepita mais independente, sentimos que ganhamos o dia.

E miúdos com a língua de fora a tentarem acertar nos acordes da guitarra.

Exato. Essa candura rock, punk, indie, eu espero que ande por aí perdida em algum canto, mas tem sido cada vez mais difícil descobri-la e espero que esta coisa mude.

Só por falar em pop, está um bom documentário na Netflix sobre o criador dos Backstreet Boys. O homem que inventou os Backstreet Boys.

O tipo das boy bands e dos esquemas.

E dos esquemas. Mas é incrível como ele fez dessas bandas verdadeiros sucessos, porque há muito trabalho, coisas que eu desconhecia. Ele, por exemplo, muito rapidamente, pôs os Backstreet Boys a fazer turnês em escolas nos Estados Unidos, quando ninguém os conhecia. E depois aproveitou o sucesso na Alemanha, onde eles explodiram antes de ter conseguido sucesso nos Estados Unidos. E é uma história muito interessante. E depois tem esse lado de vigarice.

Do espertalhão. Pedro Bom Seguimento, prémio para a categoria podíamos ter chegado tão longe, mas não chegámos, e que tu atribuis às comemorações dos 50 anos do 25 de Abril.

Foi uma coisa que, depois do tema do programa, me fez pensar o que seria. E de fato, há uma sensação estranha e ao mesmo tempo desoladora, creio eu, de uma oportunidade que se perdeu no assinalar dos 50 anos da Revolução, dos 50 anos do início da democracia em Portugal. Podemos considerar que foi esse o dia em que começou a democracia, embora se calhar formalmente foi na Constituinte, mas consideremos. Talvez esteja explicável pelo fato de ter mudado o governo. No fundo, a esquerda, que na minha opinião se considera dona da data e dona da mudança de regime, a esquerda em geral, se apropriou e até tem imensa dificuldade quando outros partidos do centro ou da direita se querem associar às comemorações, têm imensas dificuldades de tolerar essa associação. Eu acho que isso tem razões históricas, obviamente, as pessoas não são nem más nem boas, é o que é. Mudou o governo, passamos a ter um governo de centro-direita e parece que se perdeu um ímpeto qualquer. A questão é se esse ímpeto existia. Tivemos uma manifestação espontânea, eu diria espetacular, as pessoas foram à rua, desceram a avenida, foram mesmo muitas pessoas. Ninguém obrigou as pessoas a ir, portanto as pessoas foram espontaneamente, não é uma coisa organizada. Eu diria que o povo celebrou condignamente os 50 anos da Revolução, mas as entidades oficiais, neste caso o governo anterior de António Costa, parece não ter sabido aproveitar a oportunidade de promover, obviamente, a Revolução dos Cravos, o que aconteceu em 25 de Abril de 1974, mas também, e talvez sobretudo, aquilo que os portugueses souberam conquistar nos anos, nas décadas e nos anos seguintes. Porque Portugal hoje é um dos países mais ricos do mundo. Podemos ser dos mais pobres dentro dos mais ricos, mas somos um país desenvolvido, um dos países mais ricos do mundo, um país para onde muitas pessoas querem vir viver e não apenas os imigrantes pobres do terceiro mundo, deixem-me usar esta expressão. Muitos americanos querem viver para cá, muitos suecos, muitos belgas, muitos franceses, e isso tem a ver com o facto daquilo que os portugueses conseguiram fazer em 50 anos. E essa parte parece-me que não foi celebrada nem aproveitada, nem me parece que exista grande consciência disso por parte dos portugueses em geral. E é pena.

Muito bem. Último prémio, Bruno Vieira Amaral, é teu. Não tens muito tempo, mas acho que vais ser capaz de ser sintético. É o prémio para a categoria, a categoria diz logo tudo. Tragam de volta os DVDs.

Isto é horrível.

Isto é horrível.

E os leitores de DVDs, já nada tem leitor de DVD.

Eu tenho.

Agora tem a PlayStation.

Isto é uma chatice, porque o Pedro, na semana passada, eu não estava cá, mas recomendaste o documentário sobre a Faye Dunaway.

Sim.

E eu vi o documentário e disse: "Apetece-me ver o Network."

Certo. Eu penso exatamente a mesma coisa.

Apetece-me ver o Network, não tenho o DVD, tenho o do Chinatown, tenho o do Bonnie and Clyde. Não tenho o DVD, o que é que vou fazer agora? Vou ter de ir à procura no streaming, nas plataformas.

Mas não encontraste.

Não há.

E o que é que fizeste? Choraste?

Chorei. Comecei a insultar as pessoas que decidiram acabar com os DVD, porque agora não dá. Ou consegues em segunda mão, mas houve esse desinvestimento, o que é realmente uma pena, porque eu naquele dia teria comprado. Eu lembro-me que havia um site espanhol, o DVDgo, na altura e há uns 20 anos, era onde eu comprava muita coisa e agora já não se pode comprar. E eu gostava muito de ver esse filme, porque nunca vi e há anos tenho esta curiosidade de ver o filme, e agora foi novamente despertada por ter visto o documentário. E como não está em nenhuma das plataformas, pelo menos daquelas a que eu tenho acesso legítimo. E acho que nas outras também não. E dei por me a lamentar a morte dos DVD. Agora, tenho lá aqueles, os que tenho em casa, tenho. Os que não tenho, já não vou ter.

Tivesses.

Fica aqui o apelo. Se alguém, encarecidamente-

Isto já aconteceu uma vez, não já? Acho que isto vai dar frutos.

Tenho de agradecer ao nosso ouvinte que, quando eu falei do Lobisomem Americano em Londres, me enviou o DVD. Agradeço-lhe penhoradamente.

Fica aqui o apelo. Quem tiver um DVD.

Pode ser só para emprestar. Não prometo devolver.

The Network. Foi o filme que deu o Oscar à Faye Dunaway.

Muito atual.

Está aqui Bruno Vieira Amaral, encarecidamente à espera. Muito bem. Chegamos assim ao final de mais um "Pop-Up". Vamos descansar em agosto, rapaziada. Bom verão, boas férias a quem estiver, boas vidas a toda a gente.

E boa Karol G também para todos.

Boa Karol G. Voltamos em setembro. Até já.