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Bem-vindos, mais uma vez, ao "Prémio de Jogo", onde todas as semanas analisamos a vertente financeira e de marketing do mundo do desporto. Para isso contamos com a presença do professor Daniel Sá, diretor executivo do Instituto Português de Administração e Marketing e também especialista em marketing desportivo. Boa tarde, bem-vindo a esta nossa segunda edição.
Boa tarde.
E esta semana abrimos esta nossa conta corrente com um assunto que tem dado polêmica e que já obrigou também a Federação Portuguesa de Futebol a recuar na imposição de um teto salarial para o futebol feminino. Daniel Sá, esta é uma medida que foi considerada discriminatória por tentar limitar por cima, em vez de estabelecer um salário mínimo. Aquilo que perguntava é se esta medida pode ter sido pensada devido à falta de dimensão do futebol feminino em Portugal, em que, particularmente os clubes pequenos, não conseguem garantir a profissionalização dos seus jogadores.
Eu acho que houve aqui alguma histeria midiática à volta desta decisão e alguma polêmica, do meu ponto de vista, desnecessária. Ou seja, se nós olharmos com muita atenção para o futebol feminino em Portugal, percebemos que ele, nos últimos anos, tem dado passos enormes no seu desenvolvimento, mas ainda não suficientes para podermos ter aqui um nível de profissionalização que consiga atrair clubes e atletas de uma forma massificada. Portanto, esta decisão parece-me que está totalmente relacionada com isto. Quando nós pensamos, olhamos e observamos para o futebol feminino em Portugal, percebemos que apenas nos últimos cinco anos houve aqui um desenvolvimento significativo, muito por aposta da própria Federação Portuguesa de Futebol, porque de há cinco anos para trás, o campeonato era praticamente inexistente, sem visibilidade e sem qualquer tipo de rentabilidade associada. À data de hoje, nós percebemos que passámos de 3000 atletas federadas em 2015 para quase 7000 atletas federadas em 2020, portanto, em cinco anos mais do que duplicou o número de praticantes de futebol em Portugal. Temos uma primeira liga já com 12 equipas, mas ainda com algum desequilíbrio, ou seja, ainda temos aqui, do ponto de vista competitivo, diferenças significativas entre as melhores e as piores equipas. E já temos à data de hoje 13 competições de futebol feminino a funcionar em Portugal, exatamente as mesmas, portanto campeonato, taça, Supertaça, Taça da Liga, tal como no mundo masculino. E já temos também, inclusivamente, competições que vão, em termos de camadas jovens, até sub-13. Portanto, vamos olhar para estes últimos cinco anos como um renascimento, relançamento do futebol feminino e não vamos é querer dar passos maiores do que o que é possível dar neste momento e havemos de caminhar para uma profissionalização, eu acho que a vamos conseguir.
O fosso aqui, se calhar, é maior entre as equipas com maior poderio financeiro e as com menor poderio. Não sei se podemos comparar, por exemplo, às modalidades em que acontece muito isso. Estão presentes os três grandes e depois alguns pequenos clubes locais que conseguem chegar às divisões de topo. Aqui, se calhar, a realidade é um bocadinho semelhante às modalidades.
É relativamente parecido. Ou seja, acabamos por ter em voleibol, basquetebol, hóquei provavelmente não tanto, mas no andebol também, acabamos por ter sempre aqui três, quatro equipas com mais poderio económico, a maior parte das vezes associadas aos grandes clubes portugueses. E depois temos exceções, obviamente, em cada uma destas modalidades, de equipas tradicionalmente mais pequenas, mas que são muito fortes nestas respetivas modalidades. E, de facto, depois o fosso é um bocadinho grande. Portanto, enquanto não tivermos um nível competitivo o mais equilibrado possível, dificilmente conseguimos que a competição se desenvolva e se profissionalize da forma que todos queremos.
E há bocado falou aqui desta aposta da Federação Portuguesa de Futebol. Eu ia detalhar um pouco mais esta questão, que é: há jogos que começaram a ser transmitidos. Lembro-me, por exemplo, da final da Taça, que foi também transmitida pela RTP, tal como do futebol masculino. Houve também, nos últimos anos, a entrada de naming sponsors nos campeonatos. Eu ia perguntar-lhe como é que o mercado dos patrocinadores e o público têm reagido a esta aposta, se o interesse está realmente a crescer e se há mais gente a assistir ao futebol feminino.
Sem dúvida. Quando nós olhamos para este plano de relançamento do futebol feminino nos últimos cinco anos, os indicadores que podemos analisar à data de hoje são interessantíssimos, promissores e que nos deixam com uma expectativa muito alta, porque de facto, em cinco anos, acabamos todos nós por tomar contacto com este renascimento do futebol feminino. Já tivemos uns recordes de assistências muito significativos em Portugal. Temos cada vez mais futebol feminino em televisão. Temos patrocinadores, e patrocinadores credíveis, que estão para ficar a associarem-se. E temos aqui um mediatismo que resulta claramente do tal plano a longo prazo que a Federação Portuguesa de Futebol delineou para esta área. E portanto, novos regulamentos, apoios financeiros, a própria aposta nas seleções. Eu diria que, aos olhos do marketing, estamos a assistir a um produto, vamos chamar produto ao futebol feminino, que está a ver todas as suas variáveis trabalhadas de uma forma planeada e organizada e que gradualmente tem vindo a conquistar resultados. Portanto, muito otimistas e eu acho que vamos ter um futebol feminino cada vez mais forte, cada vez mais interessante e cada vez mais mediático.
E é um setor com particular responsabilidade social, ainda para mais nos tempos em que vivemos de procurar cada vez mais uma igualdade de género. Há aqui também o papel social forte, com pequenos detalhes, por exemplo, das equipas femininas jogarem nos estádios das equipas masculinas. Digo isto nos clubes grandes, em que o significado é maior, mas há aí também um papel social grande desse setor do futebol feminino.
É indiscutível isso. Ou seja, há pouco eu remeti créditos para a Federação Portuguesa de Futebol, que os tem, naturalmente Mas não esquecer que quer a UEFA, quer a FIFA têm dado nos últimos anos uma prioridade e uma importância muito significativa ao desenvolvimento do futebol feminino no mundo inteiro. E portanto, este trabalho não resulta de uma estratégia isolada no caso português, mas sim de, quer em termos europeus, quer em termos mundiais, as duas grandes associações que comandam o futebol no mundo, terem identificado há alguns anos esta, que era uma área de nicho na altura, porque tinha poucos praticantes e pouca visibilidade, como uma área de grande desenvolvimento para o futebol. E é isso que nós temos visto acontecer. Portanto, mais uma vez insisto na ideia do longo prazo. Nós tínhamos no futebol feminino, acabamos por ter a exceção dos Estados Unidos e dos países nórdicos, onde já havia um nível de desenvolvimento muito elevado. E portanto, estamos num caminho que, por exemplo, saindo do futebol, quando pensarmos no ténis, foi um caminho longo e que demorou bastante tempo até haver aqui uma equiparação dos prize monies entre atletas masculinos e femininos. E estamos a falar de uma modalidade onde a diferença de visibilidade não era tão significativa como no futebol, porque as estrelas femininas do ténis sempre tiveram tanta visibilidade como as masculinas e no caso do futebol, nem de longe nem de perto. Portanto, o gap, o ponto de partida foi bem maior e eu acredito que demore sempre um bocadinho mais tempo até chegarmos a esse nível igualitário entre masculino e feminino.
E até porque esse fosso regista-se não só em Portugal, mas também no estrangeiro. Lembro-me, por exemplo, do caso da Jéssica Silva no Manchester City, que apesar de estar num grande clube mundial, há também esse fosso salarial e de orçamento da equipa masculina para a equipa feminina, como é natural que aconteça ainda numa altura destas.
A diferença é abissal, apesar de todo este esforço, apesar de termos todas as competições um bocadinho ao mesmo nível, apesar de já termos Champions League feminina com bastante visibilidade, apesar das entregas dos prémios da FIFA equivalerem entre masculino e feminino, não fazerem essa diferenciação. A verdade é que o futebol, tradicionalmente nos seus quase 100 anos de história, foi essencialmente uma modalidade praticada, ou pelo menos a visibilidade dada à prática masculina. E não é em meia dúzia de anos que se consegue contrariar ou inverter esta lógica de 100 anos da forma como está. E o retorno financeiro do futebol está praticamente à data de hoje, todo canalizado para a versão masculina e terá que ser gradual, obviamente, e não esperar que de um dia para o outro que as coisas possam ficar ao mesmo nível.
É um caminho que se vai fazendo e também só para dar nota de que este ano quando o campeonato foi interrompido, Benfica e Sporting partilhavam a liderança com 42 pontos e apenas uma derrota para cada clube. É o tal fosso de que temos vindo aqui a falar. Olhamos agora neste prémio de jogo para a multa da semana. Daniel Sá, um dos assuntos que tem dominado também os últimos dias, digo mesmo as últimas 24 horas, é a realização da Volta a Portugal. É uma competição que vive muito do apoio popular, mas que foi novamente adiada. Isto depois de duas cidades terem rejeitado receber a caravana. E antes de passarmos a esta análise, eu propunha que ouvíssemos um registo de ontem da RTP, de uma das grandes figuras da Volta, que falou sobre este assunto.
E a federação fez tudo o que lhe competia, apresentou um programa que parecia possível de concretizar, mesmo sabendo que seria complexo, mesmo sabendo que teria certamente uns custos ainda mais elevados também. Os grandes intervenientes da Volta a Portugal são as autarquias, são os locais onde a nossa corrida passa e sem eles não faz muito sentido fazer uma volta onde as pessoas dizem: "Não será bem-vinda a Volta a Portugal, porque nós deixámos de realizar os grandes eventos do nosso concelho, da nossa região e não faz sentido". E será difícil as pessoas entenderem que com o cancelar de coisas tão importantes e por muito custo a ter que reconhecer que se calhar não estão nem tão certos.
É a opinião de Marcos Chagas, comentador da RTP para a Volta a Portugal e vencedor também desta prova por quatro vezes. E era isso que lhe perguntava, Daniel Sá, isto é um bocado uma pergunta do milhão de euros, mas como é que uma caravana que vive dos patrocínios e da interação popular pode realizar-se sem este apoio e ainda assim ser uma prova rentável para todos?
Rentável, eu acho que não. Sobreviver, eu acho que sim. Ou seja, não é apenas o futebol que tem tentado ultrapassar esta crise económica provocada pela pandemia. Todas as outras modalidades estão naturalmente com as mesmas dificuldades, como é evidente. E se no caso da Liga Portuguesa de Futebol, se a competição não tivesse regressado, eu acho que liga e clubes iam ficar em muito maus lençóis, porque acabam por conseguir recuperar praticamente 85% das receitas normais do futebol, abdicando apenas dos cerca de 15% das receitas bilheteira. No caso do ciclismo, o problema com características diferentes é exatamente o mesmo, ou seja, é melhor ter volta limitada do que não ter volta. E é uma procura pela sobrevivência, como é evidente. Eu acho o desafio do ciclismo maior do que o do futebol. Não esquecer que estamos a falar de um evento muito popular em Portugal, com mais de 70 edições e com muita implantação social e cultural no nosso país, é muito mais que uma prova de ciclismo. Apesar de tudo, a Volta a Portugal, como sabemos, é uma volta de segunda linha em termos europeus, muito longe dos números e da dimensão de França, Espanha e Itália, e é uma modalidade que do ponto de vista do modelo de negócio, está completamente assente na visibilidade que a televisão consegue dar. Ou seja, é uma modalidade muito colorida, nós vemos as estradas cheias Logótipos por todo lado, as camisolas das equipas inundadas de marcas, por uma razão muito simples: é um negócio de visibilidade, as transmissões demoram várias horas durante as etapas. Temos a curiosidade, por vezes, de vermos fugas de ciclistas planeadas apenas para dar visibilidade à marca. Para o cidadão comum entender, as empresas conseguem medir o número de segundos que o seu logótipo, que está na camisola do atleta, está em linha de visibilidade. Isto é calculado e conseguimos perceber quanto dinheiro é que isto vale em termos de visibilidade. Portanto, o ciclismo está muito habituado a viver dos patrocinadores usando a televisão para se sustentar. Portanto, mesmo não podendo ter público, o que será sempre um problema, a televisão é decisiva nisto e compreende-se que os organizadores queiram, de uma forma muito clara, que a edição decorra, mesmo que eventualmente a tenham que adiar.
Mas pode-se dizer que a transmissão televisiva compensa essa falta de interação com a população que sai às estradas para ver a prova passar e que interage com esses patrocinadores nas ações de ativação de marca, que são também muito tradicionais na Volta a Portugal?
Cobre a maior parte. Ou seja, na Volta a Portugal estima-se que nas 10 etapas que normalmente compõem a edição, que haja cerca de 1 milhão de portugueses pelas estradas que ao vivo vão acompanhando ao longo dos percursos e nas partes finais das etapas, cerca de 1 milhão de pessoas. E sabemos que os patrocinadores são muito ativos. Quem já assistiu a uma etapa de perto vê um enorme circo montado por todas as marcas que vão ativando, não apenas nos momentos finais, mas durante todo o dia da etapa, inclusivamente com muita produção televisiva associada, e portanto, o público é muito relevante aqui. Mas a grande fatia está claramente na televisão, ou seja, em relação à edição do ano passado, várias das etapas da Volta a Portugal chegavam a ter audiências de televisão de 7%, 8%, com 40% de share visível. E os números dizem-nos também que cerca de metade dos portugueses no ano passado viram pelo menos uma parte de uma etapa da Volta a Portugal.
E há também aquela questão que é aproveitada muitas vezes para aqueles programas de tarde da RTP, neste caso, que é quem transmite a Volta, e que consegue abranger um público diferente do que aquele que depois, se calhar, vê a parte desportiva.
Ou seja, o ciclismo é um produto de sucesso muito bem montado, não apenas em Portugal e no mundo, porque, na verdade, para além dos patrocinadores, as autarquias também são clientes. Para quem não tem noção, as autarquias concorrem e pagam para ter etapas. E pagam precisamente porque acaba por ser uma forma de promoção, de alavancar, do ponto de vista territorial e turístico, as suas marcas e conseguem montar eventos associados, tipicamente este tipo de programas televisivos, que vão promover gastronomia, turismo, cultura associada aos destinos de cada etapa. Está aqui um modelo de negócio muito bem montado e que normalmente é muito disputado também. Ou seja, há muitas autarquias a quererem receber etapas. Eu diria que mesmo sem público, o facto de conseguirmos ter a televisão numa Volta a Portugal mesmo adiada, vai salvar a grande parte da estrutura de receitas desta prova.
E é por isso também que a retirada do apoio de duas cidades foi decisivo para esta tomada de posição da entidade que organiza a Volta a Portugal, para já ainda sem data, fala-se em setembro, mas ainda sem data oficial. Para fechar este prémio do jogo, vamos agora ao prémio da semana. E neste segmento eu ia falar sobre a revolta saudável da juventude, isto numa retoma do campeonato de futebol, em que são vários os jogadores da formação que têm enchido o olho com as exibições que estão a fazer e também com a importância que estão a ganhar. Estes jovens estão a renovar contratos, aumentar também as cláusulas de rescisão, isto apesar dos alertas dos treinadores.
Em relação ao Quaresma, é um jogador que fez dois jogos muito bons. A sua renovação já estava a ser preparada e a administração está a trabalhar muito bem nesse aspeto. Mas o que eu queria deixar ao Quaresma era que, para jogar no Sporting, são dois jogos, mas é uma época inteira a jogar assim. Ele tem que jogar assim uma época inteira, porque isso é o que o clube grande exige. E portanto, o foco do Quaresma e de toda a gente não deve ser o valor da cláusula ou se ele vai embora. Ele tem é que amanhã jogar bem, como jogou no jogo anterior, porque o Sporting é assim e não podemos ter um dia de folga ou um jogo de folga.
Aqui Rui Benedito, treinador do Sporting, a deixar este alerta de que a cláusula de rescisão não conta na escolha de quem joga. Mas Daniel Sá, aquilo que lhe perguntava é: mais do que valorizar a imagem do jogador e o valor do jogador e também do clube, é se numa fotografia mais geral, se o campeonato português pode ser valorizado com esta questão de ser o campeonato que exporta os melhores jogadores, o campeonato das oportunidades para o jovem talento. Isso pode ser também uma forma de valorizar a nossa liga de futebol.
Eu acho que esse é o caminho. Ou seja, vamos olhar para o futebol europeu como uma prateleira de supermercado. E nessa prateleira nós temos a Liga Italiana, a Liga Inglesa, a Espanhola, a Alemã e as outras 30 e tal ligas europeias que existem espalhadas. Depois ainda temos Champions League, Liga Europa e temos outras competições, inclusivamente fora da Europa. Portanto, o adepto de futebol, quando vai à prateleira do supermercado escolher futebol, tem que escolher os jogos que vê e que consome em função do que o pode atrair. E a oferta é exageradamente grande, não nos falta solução. Nós em condições normais temos quase futebol 24 horas por dia, sete dias por semana em direto. Ora, o que é que faz a um estrangeiro escolher ver jogos do campeonato português? Isto para dizer que nós precisamos de posicionar o que é que a liga portuguesa tem. E para nós é absolutamente claro que não faz parte das five big leagues, portanto, não temos as maiores estrelas, nem os melhores clubes Nem as melhores competições. Parece evidente e seria irrealista que a Liga Portuguesa se quisesse posicionar como uma sexta big league, apesar de praticamente em termos desportivos quase que o é, mas tem que encontrar outro ponto de atração. E eu acho que o ponto de atração é exatamente esse. Ou seja, nós temos sido a prova nos últimos anos de uma liga que é capaz de alavancar jogadores portugueses todos os anos e que muitos deles estão nos melhores clubes do mundo. E também temos sido capazes de contratar jovens estrangeiros, muitas vezes do Brasil ou da Argentina, que depois acabam por dar um salto muito qualitativo no campeonato português e vão parar também às melhores equipas do mundo mais tarde. Ou seja, este é uma espécie de trampolim que do ponto de vista comunicacional, se for feito de uma forma muito positiva, pode nos alavancar exatamente como o campeonato que forma as grandes estrelas. E, portanto, eu acho que este é um eixo para posicionar a nossa competição, muito acertado, muito realista, até porque nós temos fornadas e fornadas de qualidade, temos resultados incríveis a nível de seleções jovens, temos a matéria-prima. E este é um eixo que, do meu ponto de vista, devia ser explorado, repetido e que pode ser maximizado em receitas para a Liga Portuguesa.
É um assunto ao qual voltaremos certamente até o fim deste campeonato, até porque estes jovens estão a mostrar que estão a conseguir pegar no jogo. Daniel Sá, fechamos aqui a nossa conta corrente desta semana. Temos encontro marcado na próxima sexta-feira. Obrigado mais uma vez.
Combinado. Bom fim de semana. Obrigado.
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