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Boa tarde. Bem-vindos a mais uma edição do "Prémio de Jogo", onde todas as semanas analisamos a vertente financeira e de marketing do mundo do desporto, com a ajuda do professor Daniel Sá, diretor-executivo do Instituto Português de Administração e Marketing e especialista em marketing desportivo. Boa tarde, bem-vindo, mais uma vez.

Olá, Miguel. Boa tarde.

Agora de regresso, depois da sexta-feira passada termos saltado este "Prémio de Jogo" por questões de atualidade. E vamos começar pelo MotoGP. Isto porque depois da Fórmula 1, Portugal pode mesmo receber o MotoGP. Há informações até com poucos minutos de que esse anúncio poderá estar marcado para segunda-feira. É uma informação avançada pelo jornal "Público". E eu perguntava-lhe, e porque esta prova pode ser corrida também no Autódromo de Portimão, que vai receber a Fórmula 1 em outubro, pode receber um mês depois o MotoGP. Eu perguntava-lhe numa comparação direta, qual das duas provas é que tem um impacto maior na economia e também na reputação de Portugal enquanto destino, como palco dos grandes eventos desportivos?

Do ponto de vista da reputação, as duas são muito relevantes. Nós durante muitos anos assistimos à Fórmula 1 com muito mais visibilidade e audiências do que o MotoGP, mas nos últimos anos a verdade é que a Fórmula 1 perdeu algum fulgor e o MotoGP acabou por conseguir conquistar aqui uma visibilidade um pouquinho maior. Do meu ponto de vista de visibilidade, acabamos à data de hoje por ter eventos relativamente parecidos. São ótimas notícias, a Fórmula 1 já confirmada e eventualmente o MotoGP também. Do ponto de vista de impacto económico, está sempre dependente da quantidade de público que podemos vir a ter em qualquer uma das provas. Porque o número de visitantes influencia diretamente este impacto, algo que à data de hoje ainda não sabemos com exatidão. Vamos esperar primeiro pela confirmação de mais esta excelente notícia para Portugal e depois logo veremos qual das duas será a mais valiosa do ponto de vista de impacto económico. De qualquer forma, são mais uma vez excelentes notícias depois de Champions League, estas duas provas são excelentes notícias para Portugal.

Deixe-me só perguntar se isso está relacionado com as transmissões televisivas, porque há muito aquela ideia de que a Fórmula 1 perdeu fulgor em Portugal quando saiu da RTP. Isso teve realmente um peso na forma como acompanhávamos a Fórmula 1?

Sim, teve algum impacto no caso português, ou seja, é importante vermos que durante muitos anos a Fórmula 1 era transmitida em prime time na RTP, ao domingo, à hora de almoço, era quase um momento de família. E o que é facto é que foi saltando um pouquinho isto com a perda dos direitos de transmissão por parte da RTP e também pelo alargamento do circuito mundial, que faz com que as provas não sejam transmitidas sempre naquele domingo à tarde. Com os fusos horários, isto muitas vezes tem horários de transmissão um pouquinho diferentes. Portanto, perdeu algum fulgor, não apenas em Portugal, mas em termos mundiais, nos últimos anos, efetivamente, a Fórmula 1 foi perdendo aqui alguma capacidade de atrair espetadores e tem necessidade de os recuperar naturalmente para os níveis que tinha há uns anos atrás.

E aqui por contraponto, e também já falámos disto um pouquinho na Fórmula 1, que é o MotoGP, por ter agora um português, tem também outras emoções entre o público, não é? Porque há por quem torcer nesta prova.

Sim, quando temos um português envolvido entre os melhores, no caso do país, a atenção faz imediatamente parar. Recordo-me quando falámos da Fórmula 1 há algum tempo atrás, tivemos Tiago Monteiro, Pedro Lamy, como exemplo, Pedro Matias, qualquer um deles chegando à Fórmula 1, mas muito longe dos lugares de pódio e de visibilidade. Neste momento, temos um português que tem feito uma carreira muito sólida, passo a passo, e Miguel Oliveira, no seu segundo ano da principal competição de MotoGP, está a dar boas indicações, inclusivamente nos treinos livres de hoje, conseguiu o terceiro melhor tempo. Ou seja, há de alguma forma uma expectativa grande e naturalmente que isto faz com que o interesse de nós, portugueses, aumente quando vemos que alguém tem possibilidade, de alguma forma, de conquistar algum tipo de sucesso desportivo. Isso naturalmente que é muito importante.

Este tipo de eventos, por norma, os investimentos são divididos entre o governo central, habitualmente o Turismo de Portugal, e as autarquias. Eu perguntava-lhe se os municípios, para além do impacto direto que são as dormidas, aquele mais claro, se têm aqui também mais a ganhar com este tipo de eventos que justifique este investimento financeiro.

Justifica, claro que sim, e faz todo sentido, porque acaba por ser uma jogada dupla. Dupla no sentido, por um lado, o impacto económico direto, ou seja, acolher um evento deste gênero, nós sabemos, mexe com a economia local, mas simultaneamente acaba por ser o efeito de longo prazo. Temos Portimão e, neste caso, a associação imediata ao Algarve e Portugal, acabam, tal como na Champions, de ser uma espécie de campanha publicitária muito grande para o mundo, porque o alcance de uma competição destas é incrível e atravessa dezenas e dezenas de países e acaba por ser uma forma de estas autarquias e destas regiões se promoverem e que, mais uma vez, dificilmente se quisessem pagar uma campanha publicitária, conseguiriam ter dinheiro para comprar uma campanha que chegasse a tantos países do mundo. Acaba por ser um veículo de comunicação extraordinariamente importante para as autarquias e para as regiões.

E estas campanhas podem nos ajudar, de alguma forma, nestas questões que agora estão em cima da mesa, por exemplo, dos corredores aéreos turísticos para Portugal?

É evidente. Temos tido essa polêmica, particularmente no caso do Algarve, de que vários países, de alguma forma, vetaram Este acesso a Portugal, os números da pandemia vão oscilando todas as semanas e, na verdade, se algumas semanas atrás estávamos num cenário um pouco mais complicado, à data de hoje estamos num cenário um pouco mais favorável. Já percebemos que o fenômeno da pandemia vai tendo este tipo de episódios, mas é evidente que é uma mensagem forte e que contraria essa decisão de alguns governos de achar que o país não é seguro para visitar, porque se alguns países tomam essa decisão, depois, em simultâneo, estas competições acabam por validar a visita. Regressando ao caso da Champions, temos o caso do governo inglês que veta a vinda a Portugal, mas, por outro lado, vamos ter equipes inglesas na Champions. Apanhamos aqui uma contradição evidente, mas nesta era de pandemia, de facto, já nos habituamos um pouco a esta contrainformação que no fundo confunde os consumidores sobre as suas decisões, mas tem impacto, naturalmente.

É um pouco como no desporto, o que hoje é verdade, amanhã é mentira.

Tal e qual.

Eu perguntava-lhe, porque há muita ideia de que a Fórmula 1 é um achado para Portugal, vamos ter este ano, mas que é muito difícil manter-se. No MotoGP isso não acontece, até porque esse regresso vai sendo falado quase anualmente. É mais fácil, se calhar, aproveitarmos esta oportunidade para ficarmos com o circuito MotoGP no futuro face ao da Fórmula 1?

Aparentemente, sim. Ou seja, quer uma competição, quer a outra, são muito disputadas e há uma lista de espera significativa para conseguir entrar nessa elite. No caso do MotoGP, nós acabamos por ter aqui alguma vantagem, porque já fizemos parte recentemente do circuito mundial e temos, neste momento, o estatuto de circuito reserva. Estamos aqui numa espécie de situação privilegiada da lista de espera. No caso da Fórmula 1, a nossa relação já está muito distante. Se não estou em erro, são 24 anos sem provas de Fórmula 1. E este ano a nossa entrada deve-se claramente ao cancelamento das etapas em continente americano. Isso abriu-nos logo a porta, porque são quatro ou cinco provas que não se realizam no continente americano e portanto abriu-se de alguma forma aqui o espaço. Será difícil, de alguma forma, conseguirmos passar a fazer parte de uma maneira efetiva e duradoura na Fórmula 1. Mas nunca se sabe, porque a pandemia veio mexer muito nestes negócios. Estão os dois a lutar pela sobrevivência da modalidade a este nível e, portanto, eu diria que neste momento os campos estão em aberto para que quer num, quer noutro, nós possamos ter possibilidade, se as coisas correrem bem, inclusivamente em outubro e em novembro, de nos mantermos nesta elite mundial do automobilismo e do motociclismo.

E aqui também, se calhar, um bom desempenho do Miguel Oliveira pode ser um bom critério de desempate, não é? Termos um piloto que luta pelos lugares mais altos pode também ajudar a mantermos aqui o circuito.

Sim, isso é um critério não explícito, mas que de alguma forma acaba por ter o seu peso, como é evidente. Não é por acaso que em Espanha disputa-se bem mais do que uma prova, precisamente porque há uma legião de motociclistas espanhóis sempre com bons resultados e em Itália acontece exatamente o mesmo. Portanto, pode ser claramente um ponto a nosso favor e vamos todos torcer para que o Miguel Oliveira possa vir a ter um bom desempenho nessa possível competição de MotoGP em novembro, em Portimão.

E das motas passamos para a nossa multa da semana, vai ser o balanço deste campeonato. Eu chamei-lhe a multa da semana porque com os estádios fechados perdeu-se aqui algum dinheiro e era essa a minha primeira pergunta, que é neste balanço que a Liga de Clubes fez numa conferência há dois dias sobre o impacto económico do futebol em Portugal, do futebol profissional, neste caso. Eu perguntava-lhe se em Portugal o facto de os estádios terem estado fechados nesta fase de retoma representa uma quebra de receitas grande para os clubes e se isso se verifica só nos três grandes ou também nos outros.

O peso acaba por ser maior nos três grandes, porque quase 70% das receitas de bilheteira da Liga Portuguesa são dos três grandes clubes portugueses. Portanto, acabam por ser eles próprios os clubes mais afetados, precisamente porque se viram impedidos neste regresso de ter receitas nesta área. Agora, a Liga fez as contas. A primeira nota que eu gostava era de saudar, porque já é o terceiro ano consecutivo em que a Liga Portuguesa, através de uma consultora, publica um anuário sobre o futebol profissional em Portugal e de uma forma transparente partilha as contas, precisamente para que nos ajudem a todos a entender um pouco como é que estão as finanças dos clubes em Portugal. A pandemia teve um impacto negativo de cerca de 130 milhões de euros no que foi esta reta final, mas que evidentemente, se não tivéssemos tido a retoma do campeonato, mesmo sem público, os prejuízos seriam bem maiores. E portanto, nós tivemos a oportunidade de fazer esse comentário e essa análise já há quase dois meses. Essa foi a solução possível neste regresso, que foi basicamente a de dedicar receitas de bilheteira para permitir, também aqui, que o futebol profissional em Portugal pudesse sobreviver a esta enorme crise económica.

E como é que os clubes agora podem trabalhar a próxima época nesta questão da venda dos lugares anuais com esta indecisão que existe? Se o contratassem para encontrar uma solução, tinha alguma ideia na manga?

Não tinha.

Se for muito boa, não diga, venda.

Não tinha, podia vendê-la, mas infelizmente não tenho. E esta é seguramente uma preocupação enorme para os clubes portugueses e também, de uma certa forma, para todos os clubes europeus. Ou seja, não está claro que tipo de afluência pública é que podemos ter daqui a cerca de um mês, quando recomeçarem as competições, nem com que tipo de limitações. E portanto, quando sabemos, mais uma vez, no caso português Os três grandes clubes que têm já umas receitas muito interessantes do ponto de vista de bilhetes de época. Este é, de facto, um problema enorme e que vai obrigar toda a estrutura profissional dos clubes a pensar em novas formas e alternativas de conseguir, como costumamos dizer neste mundo dos negócios, monetizar, transformar em dinheiro a paixão dos adeptos. Portanto, este é um dilema enorme. As discussões de certeza que estão a ser muito aprofundadas entre liga, Direção-Geral de Saúde e os próprios clubes, porque ter uma época inteira sem acesso às receitas de bilheteira pode efetivamente penalizar muito os nossos clubes e criar aqui um fosso muito complicado de gerir.

E porque se calhar também do ponto de vista daquilo que é a emoção do adepto, é mais fácil vender estes lugares na pré-temporada do que imaginando no meio de uma época em que para alguns clubes as coisas já não vão estar a correr tão bem.

Sim.

A motivação já é diferente.

Tal e qual, ou seja, é um negócio de paixão. Os clubes jogam muito com a paixão e se olharmos para esta época, teríamos em condições normais o Futebol Clube do Porto a aumentar os seus bilhetes de época, porque acabou de ser campeão e de ganhar a Taça de Portugal. Portanto, há uma espécie de conciliação dos adeptos com o clube e de gostar de ver o clube vencer. Isto tem um reflexo imediato nas vendas de bilhetes de época. Temos um Benfica que apesar da época ter terminado bastante mal, acabou por com muita rapidez, através deste sonho Jorge Jesus e deste sonho de regressar a outros tempos, que de alguma forma também permite alimentar as expectativas dos adeptos e fazer subir as vendas de bilhetes de época. O caso do Sporting acaba por ser aquilo mais complexo, porque não se consegue ter ainda uma noção muito clara de que tipo de Sporting é que vamos ter na próxima época, mas sim, os bilhetes de época vendem-se alimentando sonhos e neste momento esta limitação legal vai colocar problemas variadíssimos aos clubes portugueses.

E perguntava-lhe aqui sobre esta questão ainda, esta é talvez das perguntas mais antigas do futebol profissional em Portugal, que é se este momento que vivemos pode ajudar os clubes a ficarem mais sensíveis para a questão da centralização dos direitos televisivos, que enfim, já é um debate antigo.

Eu acho que acabam neste momento por já estar todos sensibilizados, quando nós praticamente já somos o único país da Europa que tem campeonatos com relevância, que não tem os direitos de transmissão centralizados. Eu honestamente acho que o problema já não está aqui tanto no tema da sensibilização, que de facto foi um tema durante vários anos. Eu acho que o que neste momento pode impedir é a complexidade para avançar com este negócio, porque temos contratos feitos à data de hoje por vários clubes, com vários operadores. Temos o caso do Benfica ainda, que opta por transmitir os seus jogos no seu próprio canal e portanto, o que neste momento dificulta, na minha opinião, é esta complexidade entre timings e contratos neste momento estabelecidos, que dificultam e tornam esta negociação complexa e que dificulta tudo isto, porque parece-me que já não há qualquer dúvida para o futebol português que este é o único caminho que nós temos daqui para a frente.

E são contratos de longa duração, que lá está, empurram ainda mais esta questão para além do desejável. Antes de irmos agora à reta final, vamos falar de NBA no prémio da semana. A NBA que regressou na semana passada, como disse também no início, por questões de atualidade, não tivemos prémio de jogo na semana passada, mas não podíamos passar ao lado daquela que é uma das competições também com maior impacto televisivo. E era isso que eu lhe perguntava, que é: a competição tinha mesmo que acabar pelo impacto que tem nas receitas televisivas nos Estados Unidos e a nível global?

Ela tinha mesmo que acabar. Ou seja, eu acho que tudo o que nós temos falado nas últimas semanas e já percorremos a Liga Portuguesa, a Champions League.

Tem aqui o expoente máximo.

O Moto GP, a NBA também tinha que acabar. Quando eu digo que tinha que acabar, melhor dizendo, num cenário em que a competição não acabasse, o que ia acontecer é que no próximo ano, o gap financeiro era tão grande que toda a modalidade tinha que ser revista em termos de tetos salariais, de transferências e de contratos de televisão. Portanto, é evidente que a NBA não acabaria se esta época não fosse concluída. Mas o trambolhão seria tão grande que, de facto, recomeçar seria ainda um desafio mais difícil quer para a NBA, quer para os próprios clubes. Portanto, eu acho que nós aqui na NBA estamos a assistir ao caso extremo de uma solução honestamente inédita e em que a própria NBA se atreve a reposicionar a competição como a "whole new game". Portanto, todo um jogo novo. E portanto, se são mesmo nos Estados Unidos e são mesmo na NBA, é que se conseguia enfiar este circo todo de atletas, jornalistas, treinadores e dirigentes durante dois meses na Disney World em Orlando e arranjar uma solução absolutamente interessantíssima do meu ponto de vista. Tenho acompanhado alguns dos jogos e acho inclusivamente que como produto de entretenimento, a NBA está claramente a entregar uma excelente função de entretenimento, mas numa lógica que eu acho quase impensável de fazer na Europa, que era, mais uma vez, conseguir manter todo este circo durante dois meses na famosa bolha de Orlando para a competição chegar até ao fim.

Só mesmo uma competição com uma dimensão destas. Uma dúvida que também tenho é o facto de aqui os jogos terem à porta fechada, mas com esta dimensão que a NBA colocou nas transmissões televisivas, as perdas vão ser assim tão significativas por não terem público nos pavilhões ou a coisa vai acabar por ficar equilibrada?

A coisa vai se equilibrando no caso da NBA. Importa perceber que dentro dos grandes tubarões das modalidades norte-americanas, a NBA não é seguramente a mais popular. Quer o beisebol, quer o futebol americano acabam por apresentar receitas anuais muitíssimo superiores à NBA no território americano. A grande vantagem da NBA é que destas três, acaba por ser a que tem maior visibilidade internacional, ou seja, nem o resto do mundo, e particularmente a Europa, não prestam grande atenção nem a beisebol, nem a futebol americano, mas ao basquetebol, sim. E portanto, a NBA, apesar de ser a terceira modalidade em termos de receitas nos Estados Unidos, acaba por ser a mais global. E esta solução é interessantíssima, porque as médias de assistências nos jogos da NBA rondam os 20, 25 mil espectadores. São pavilhões, são arenas não comparáveis nem com futebol, nem com futebol americano, nem com beisebol. E, portanto, as receitas de bilheteira são importantes também na NBA, mas não têm o peso como nas outras modalidades. E daí esta solução, que é muito engenhosa, privilegia a transmissão televisiva, a grande fonte das receitas, e inclusivamente procura melhorar a experiência de entretenimento do adepto, onde nós não vemos apenas o próprio jogo, onde nos são apresentados muitíssimos detalhes da famosa bolha de Orlando, de toda a vida que está ali a ser gerada dentro daquele espaço. E está aqui uma solução muito engenhosa e que aparentemente tem tido resultados muito interessantes.

É uma espécie de reality show desportivo, não é?

Um bocadinho, isso. Eu acho que é uma boa simbologia. É um reality show, exatamente, com uma competição pelo meio, e só mesmo os americanos para fazer uma coisa destas.

Daniel Sá, está terminado mais um Prémio de Jogo. Obrigado mais uma vez. Continuamos aqui a fazer contas ao desporto todas as semanas.

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