Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Fica disponível através do podcast da Rádio Observador, relatório de jogo com Augusto Inácio. O Porto ganha sem grande sobressalto ou sem qualquer tipo de sobressalto por quatro bolas a zero. Cumpriu. É aquilo que me parece que é de ressalvar desta exibição.
Esta é a palavra-chave que tu disseste: cumpriu. É isso, cumpriu. Sem grande brilho, é verdade. Diria que a primeira parte foi realmente muito fraca do Porto. Marcou o gol, é verdade, e o Celoricense fez as tripas coração, organizou-se bem, dificultou realmente as tarefas ofensivas do Futebol Clube do Porto, que era muito lenta e o que é certo é que nos últimos 10, 12 minutos do final da primeira parte conseguiu até jogar no meio-campo do Porto, sem criar perigo, é verdade, sem criar fazer nenhum remate à baliza, praticamente, também é verdade, mas ao Porto exigia-se mais. Na segunda parte já as coisas foram diferentes, principalmente quando entrou o Samu e quando entrou o William Gomes e o Rodrigo Mora, o Porto ficou mais rápido. O cansaço dos jogadores do Celoricense também se foram acumulando. Apareceu o segundo gol, onde Benedict Enarek foi realmente uma das figuras do jogo, e depois o Samu, a primeira vez que toca na bola faz um grande gol, depois faz o segundo, depois faz o terceiro. Quatro a zero. Acho que já chegava também porque o Celoricense não merecia sofrer muito mais gols. Eu diria que o Celoricense demonstrou que o Campeonato de Portugal muitas vezes tem equipas bem organizadas, tem bons treinadores, tem às vezes bons jogadores e às vezes estes jogadores aproveitam este tipo de jogos para se poderem mostrar. Aqui a saliência é para realmente dizer que eu tenho visto jogos do Campeonato de Portugal, jogos da Liga 3, já tenho visto. Tenho ido a alguns campos para ver os jogos com meu amigo Zé Rachão, como tu sabes, e gosto de ver. Gosto de ver as equipas organizadas, gosto de ver como é que os jogadores pisam os terrenos, como é que se desdobram. Vejo muita qualidade e acho que os treinadores são visíveis na Primeira Liga, como é evidente, é que eles estão lá fora, mas há muita gente boa, muitos jogadores, muitos treinadores bons na Liga 3, no Campeonato de Portugal, que às vezes só precisam de uma oportunidade.
E os jogadores do Campeonato de Portugal, muitos com escola, são aqueles sedentários que começam em Sporting, Benfica, Braga, etc. E depois, obviamente, não dá para escoar toda a gente, mas a base, de facto, está lá.
Sim, mas eu acho que tem muito a ver não só que os jogadores têm essa qualidade, mas acima de tudo o trabalho dos treinadores. Acho que os treinadores, se não souberem trabalhar os jogadores, se não souberem dar organização, se não souberem incentivar os jogadores, porque estão em ligas não muito visíveis e às vezes pode ser desmotivante para o jogador poder aparecer, eles aproveitam estes jogos e aparecem. Mas isto para dizer que é competitivo o Campeonato de Portugal, é competitivo o campeonato da Liga 3, precisamente porque há jogadores de qualidade e há muitos treinadores com muita qualidade.
O melhor do jogo para ti?
O melhor do jogo para mim, há aqui três coisas que achei que foram o melhor do jogo. Foi realmente a exibição de Benedict Enarek tanto defensivamente como ofensivamente, mas foi aí que ele se destacou ofensivamente. Foi realmente a entrada do Samu, que entrou e marcou três gols. E foi também a paciência, principalmente naquela primeira parte, que os adeptos tiveram de estar no estádio, porque quem estivesse a ver o jogo na televisão ou se eu estivesse a ver o jogo na televisão, se calhar mudava de canal, porque estava a ser um jogo chato, desinteressante. E mais acima de tudo, de realçar a nobreza do presidente do Futebol Clube do Porto, de oferecer a receita que lhe cabia ao Celoricense, que faz com que praticamente pague a época toda o plantel. Provavelmente, ainda sobrou mais algum dinheiro pra próxima época, mas é um gesto nobre do Futebol Clube do Porto de ajudar os mais pequenos.
E o pior?
O pior foi aquela primeira parte do Porto. Realmente foi enfadonha, foi chatinha de ver, difícil até de comentar. Eu diria que o Porto levou aquilo como um treino e não levou aquilo como um jogo. Eu acho que a mentalidade não era essa e na segunda parte do Porto foi diferente.
Relatório de jogo entregue por Augusto Inácio, fica também disponível através de podcast da Rádio Observador.