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António Costa chegou aos Açores num voo da Ryanair e, à chegada, leu o tweet de Rui Rio sobre o voto antecipado, mas deixou um aviso.

Se resolveu disfarçar o seu desconhecimento como tendo sido uma graçola, pronto, é uma graçola. Mas eu não creio que propriamente um político afirme a sua credibilidade com graçolas.

Aviso enviado para o continente, até porque a campanha já se faz a pensar no voto antecipado. Em Vila Franca do Campo, num comício em que a sala não encheu, o líder do PS regional, Vasco Cordeiro, começou logo por alertar que as vitórias morais não chegam.

Não vale a pena a vitória moral das nossas convicções, ou não vale a pena só a vitória moral das nossas convicções e do mérito das nossas propostas.

Minutos depois, foi António Costa a utilizar o exemplo dos Açores para criar uma nova vacina.

Que a nossa experiência nos Açores tenha sido uma vacina para todo o país e que todo o país se mobilize para garantir uma vitória do PS, uma maioria do PS, a única condição de impedir um governo de toda a direita, incluindo da extrema direita do Chega.

O apelo ao voto começa a ser feito mais cedo, a contar com os milhares de eleitores que vão votar já este domingo e com o aviso sobre o perigo das sondagens.

Ninguém ganha as eleições nas sondagens. Não há vitórias antecipadas. A vitória só existe somados os votos na urna.

O líder do PS vai já cerrando fileiras e apontando a Rui Rio com os tópicos com que o enfrentou no debate, como o SNS, a Segurança Social ou a subida dos salários. Mas avisos feitos com o exemplo dos Açores, surge a vacina contra a união das direitas.