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No dia em que André Ventura vestiu um casaco militar numa ação de campanha com ex-combatentes, Gouveia e Melo soube o tom.

Isso deixa-me mesmo muito mal disposto. Ele deve ter cuidado com os símbolos que usa. Para mim é um desrespeito, isso para mim é o limite.

E recupera o tema mais tarde, num comício na Alfândega do Porto.

Um candidato que nunca foi militar, não fez o serviço militar obrigatório, não se ofereceu para as Forças Armadas como voluntário, a usar uma peça do uniforme. É indigno. Não vale tudo, senhor candidato!

O almirante reúne os apoiantes para tentar convencer os indecisos a votar numa mudança sem lógica partidária. E ainda com a mira em André Ventura, o mandatário nacional Rui Rio acusa o candidato apoiado pelo Chega de não querer ser presidente.

Ele não quer ganhar as eleições. Ele usa estas eleições como um trampolim para aquilo que ele verdadeiramente quer. Portanto, ele não respeita o cargo de Presidente da República.

O socialista Manuel Pizarro aparece para ajudar, sobe ao palco com um comentário honesto.

Somente não se ofenda comigo, mas se o doutor Mário Soares ou o doutor Jorge Sampaio fossem candidatos apoiados pelo meu partido, eu estava lá a apoiá-los a eles, não se zangue comigo. Só que não é isso que está em causa. O que está em causa são as escolhas com os candidatos que temos. E com franqueza, nenhum partido apresentou a estas eleições um candidato que chegue sequer aos calcanhares do almirante Henrique Gouveia e Melo.

Os destaques dos discursos do comício do Porto, já na reta final de campanha para as eleições presidenciais.