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Já foi carpinteiro, padeiro, operário e animador cultural. Desde 2004 é funcionário do PCP, tem 47 anos e depois de um ano nas funções de secretário-geral do Partido Comunista, Paulo Raimundo vai pela primeira vez a votos em março como secretário-geral do Partido Comunista. Para já, recusa apresentar números, mas está confiante. Vêm aí bons resultados para o Partido Comunista.
Há uma convicção muito grande que temos é que nós vamos crescer do ponto de vista eleitoral, mais votos, mais percentagem e mais deputados.
O Comitê Central do Partido Comunista esteve reunido. Findo os trabalhos na sede comunista, Paulo Raimundo deixou a primeira palavra para o apoio ao povo palestiniano.
O massacre que é suportado na hipocrisia e no cinismo e no silêncio dos cúmplices que todos os dias vamos assistindo.
E foi aqui que começaram as críticas. Depois, foi a vez de responsabilizar o Partido Socialista pela crise política e por criar ilusões.
O Partido Socialista pode dar solução aos problemas e ter uma política ao serviço dos interesses do povo, foi desmentida todos os dias e pela realidade.
Paulo Raimundo considera que o PS não soube fazer diferente da direita.
Com a sua maioria absoluta, não foi obstáculo à política de direita, antes foi seu protagonista e esta é que é a verdade todos os dias.
O Comitê Central do PCP esteve reunido com as eleições antecipadas em pano de fundo. Para Paulo Raimundo, estas eleições abriram uma janela de oportunidade para o país.