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O primeiro-ministro até começou por conversar com os professores que se manifestavam e trocou números para uma conversa mais alargada. Mas depois de um percurso a pé pelas ruas de Peso da Régua, a mulher de António Costa irritou-se com os manifestantes e o primeiro-ministro respondeu também. A voz que ouvimos é de Fernanda Tadeu, a mulher do primeiro-ministro, e em fundo, António Costa a apelidar de racista um dos manifestantes, numa referência ao cartaz com uma ilustração da cara do chefe do governo a imitar um porco e com dois lápis espetados nos olhos. Durante o percurso entre o local da cerimônia e o restaurante, António Costa começou por escutar apenas protestos e até parou para uma conversa.
Protestos fazem parte da liberdade e da democracia. Se os senhores não lhe dizem é que acham estranho que haja protestos, isso faz parte da democracia. Posso falar?
António, disse que era injusto.
São muito injustos. E são injustos pelo seguinte: estão a protestar contra um governo que pôs fim ao congelamento da carreira.
Nós temos nas mãos tudo.
Senhora, posso falar eu? Também quero respeito. Os senhores estão a protestar contra o governo que pôs fim ao descongelamento da carreira, que pela primeira vez está com a carreira descongelada desde 2018. Uma carreira que há muito tempo nunca teve tantos anos sucessivos de descongelamento.
Depois da troca de argumentos, percorreu perto de um quilômetro, onde ouviu palavras de incentivo e tirou muitas fotografias. Mas já na reta final, o percurso ficou marcado por essa altercação mais irritada, com a mulher de António Costa a ser retirada para uma zona mais reservada, onde pouco tempo depois chegou o primeiro-ministro.