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Para começar, é preciso saber quem lidera a oposição.

O Chega assume uma posição de liderança da oposição enquanto o PSD não se reorganizar. É agora a terceira maior força do país.

O doutor André Ventura, e feito bem, é um homem com algum humor. O Partido Social-Democrata representa quase um terço dos portugueses. É muito maior do que o Chega, tem um presidente e portanto fará a oposição que deve fazer com este presidente.

Rui Rio, do PSD, e André Ventura, do Chega, não querem ceder a posição de maior adversário da maioria absoluta e também não concordam com a forma. Ventura e João Cotrim Figueiredo estão alinhados e querem o regresso dos debates quinzenais.

Não deixaremos que o Parlamento seja menorizado ou secundarizado. Vamos propor o retorno imediato dos debates quinzenais e acho que o próprio Partido Socialista dava um bom sinal ao país em aceitar o regresso dos debates quinzenais num cenário de maioria absoluta. Vamos propor uma alteração do Regimento da Assembleia da República para reintroduzir de imediato os debates quinzenais e um escrutínio da aplicação dos fundos do Plano de Recuperação e Resiliência e dos outros fundos estruturais, de forma a que não corramos o risco de com uma maioria absoluta, os fundos serem malbaratados e resultarem apenas no final numa montanha de dívida sem retorno económico ou social para o país.

Rui Rio insiste que esta não é uma boa ideia.

Mas estou a falar de coisas sérias. Não estou a falar de chamar o primeiro-ministro semana sim, semana não, para abrir telejornais e fazer perguntas lá do fundo da sala, como eu costumo dizer, a propósito de tudo e mais alguma coisa, sem sequer o primeiro-ministro saber aquilo que lhe vão perguntar.

Do lado do PS, não há comprometimentos. Com a maioria absoluta no bolso, José Luís Carneiro só promete diálogo.

Queríamos sublinhar esta vontade inequívoca do Partido Socialista de contribuir para uma cultura de diálogo político no quadro parlamentar, sabendo ouvir, sabendo escutar todos os partidos e todas as expressões parlamentares.

Os resultados eleitorais puseram Rui Rio a falar alemão na noite eleitoral. Três dias depois, fala em português e já se percebe que pode sair, mas não é para já.

Vou tomar posse como deputado, seguramente, porque eu serei presidente do PSD no dia em que os deputados tomarem posse. Disso não tenha dúvida nenhuma. No orçamento 22 eu vou estar de certeza absoluta. Já estava a prever mais ou menos isso, porque eu já disse que não sou de espetáculos. Não conte que amanhã eu diga: "Vou-me embora e amanhã, que dia é? É quinta. Na sexta já não estou cá." Eu não faço disso. Eu cumpro as coisas como devem ser.