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A palavra reduzir aparece 40 vezes no programa do PSD. A palavra reforma aparece 80. São as âncoras do programa eleitoral que o partido de Rui Rio leva às eleições de 30 de janeiro. Primeiro, reduz-se o IRC. Até 2024, o imposto das empresas deve baixar dos atuais 21% para 17%, se o PSD chegar ao governo. O IRS deve cair depois de 2025 em 800 milhões de euros. Entre julho deste ano e dezembro do ano que vem, também os restaurantes devem pagar menos IVA. A baixa é temporária e deve passar dos atuais 13 para 6%. Rui Rio quer dar prioridade às empresas e fazer cair os impostos em 2000 milhões de euros, invertendo uma tendência das últimas décadas.

Não interessa agora mais ano, menos ano, mais 0,1 ou menos 0,1. Interessa é que o trajeto que tem sido feito por este tipo de política é de permanente reforço da carga fiscal, nem que pelo trajeto, a dada altura, há um ano em que possa ter baixado um bocadinho, mas aquilo que é a tendência que esta política leva é cada vez mais impostos.

Rui Rio acredita que os buracos que a perda deste dinheiro vai abrir vão ser tapados pelo crescimento econômico e pela redução da despesa pública. Na apresentação do programa eleitoral do partido, em Lisboa, o presidente do PSD fez muitas promessas e pediu confiança.

Ou confiam em mim e dizem: "Isto que ele está a dizer é para fazer", ou então, se não confiam, têm de votar noutem quem confiar. Podem confiar que se nós baixamos 1% do imposto, baixamos mesmo. Mas isso não é muito importante. O mais importante é a postura com que nos propomos governar. Não vou para o governo, como nunca fui para lado nenhum, para desenrascar o que quer que seja. Vou para organizar, para planear e para executar.

A caminho das legislativas, Rui Rio acredita que o país precisa de uma volta.

Não é que goste muito de reformar, porque cada vez que se faz uma reforma é, desculpem o termo, uma carga de trabalhos, mas tem que ser. E porque tem que ser, como o povo diz, o tem que ser tem muita força e, portanto, faz-se quando é necessário.

As ideias do PSD para um futuro governo estão num documento com mais de 160 páginas.

Quem quiser conhecer tudo vai ter de ler de ponta a ponta, porque não é possível falar sobre tudo.