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Tudo começou nos meses de julho e agosto do ano passado, quando deram uma folga por semana a todos os trabalhadores da empresa. Para a diretora-geral da Onya Health, Vânia Lima, existia uma preocupação com o desgaste e saúde mental da equipa.
Não é por estarmos imensas horas a trabalhar que o nosso trabalho é melhor. Até o contrário. Começamos a perceber esse desgaste e essa não correlação entre mais horas de trabalho e maior qualidade.
Com um mês de balanço, Vânia Lima sente uma equipa com mais energia e ideias ao início da semana. Reconhece que a sexta-feira livre serve de motivação para a produtividade.
Nas semanas de quatro dias, também nos relataram que há um aumento de produtividade. As pessoas, como sabem que vão ter mais um dia para descansar, sentem que são muito mais eficazes, fazem muitas mais coisas por dia. Não estamos a falar de mais horas, estamos mesmo a falar de fazer mais trabalho, de estar mais concentrado nas tarefas.
O balanço dos trabalhadores é positivo. Gabriel Ribeiro é consultor de comunicação da Onya Health e confessa que conseguiu melhorar a organização.
Reduzindo a semana de quatro dias, ficamos com menos slots, mas ao mesmo tempo traz-nos uma melhor organização do trabalho. Sabemos que, se calhar, não posso encaixar naquele período de tempo, por isso vou encaixar neste e consigo fazer tudo igual.
Mais um dia livre, para Gabriel Ribeiro, permite tratar de assuntos pendentes.
Também nos permite fazer outras tarefas que durante a semana são difíceis. Falamos de coisas tão simples como ir ao banco ou como ir, por exemplo, a uma consulta, ao dentista, e permite-nos dar flexibilidade, deixando depois o fim de semana todo livre para o lazer.
A perspectiva da empresa agora é conseguir que, de quinzenal passe para semanal, a folga à sexta-feira.