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Está a correr bem aqui? Sorte. Vai correr bem. Temos que abandonar as mesas, então? Não, obrigado.

Com a campanha para a primeira volta a meio, André Ventura antecipa um desafio para Montenegro na segunda volta.

Vai ter a consciência de Montenegro que decidir se numa segunda volta prefere ter alguém que não é do partido dele, mas que conseguiu trabalhar com ele em muitos diplomas fundamentais em prol do país, ou se quer ter um socialista, que nós combatemos, que nós tentamos derrotar e que nós tentamos evitar que fosse governo.

A comentar um cenário de corrida a dois com Seguro, Ventura deixa Montenegro em xeque.

Na segunda volta, será interessante saber o que é que o Primeiro-Ministro e o líder do PSD farão perante um socialista e alguém com quem fizeram acordos na área da imigração, na área da nacionalidade, na área da descida de impostos. Ainda ontem, todas as medidas da habitação que o governo queria aprovar, aprovou por causa do Chega.

Para o candidato do Chega, é uma escolha fácil.

É uma questão de consciência. Eu não apoio socialistas para nenhum lugar no país. Eu não quero socialistas. Os socialistas já nos roubaram muito tempo. Eu não quero socialistas em lugar nenhum do país.

Consciente de que há sempre o dia seguinte às eleições, Ventura só vê cenários de vitória. Se Mendes ficar fora da corrida, entre o silêncio de Montenegro ou um eventual apoio na segunda volta, é sempre o Chega que sai reforçado para outras lutas. Por agora, são cenários. Hipóteses que ficam claras nas palavras do candidato do Chega, até quando escolhe fruta no mercado.

Vamos lá volvar aqui uma tangerina.

Tangerina ou laranja?

Tangerina. Isto mostra como a laranja vai ficar pequena no dia 18.

André Ventura, não tem receio de ficar com as tangerinas e que Seguro fique com as laranjas?

Espero que não, mas vamos ver isso é com os eleitores. Para já, o que eu acho é que vamos ser nós a esmagar as laranjas no dia 18. E as rosas também, as laranjas e as rosas. Mas eu não gosto muito de esmagar rosas, dá um mau sinal. Tem picos e dá ar de pouco romantismo. Vai. E eu sou relativamente romântico.

Relativamente.