Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

O país enfrenta, a partir de amanhã, uma onda de calor. As temperaturas em algumas regiões do país podem mesmo chegar aos 42 graus. Que riscos é que esta onda de calor pode trazer para a saúde e para as pessoas?

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, vamos atravessar os próximos dias com temperaturas muito altas. A duração dos mesmos ainda está em análise por parte desse mesmo instituto, mas, de qualquer forma, nós sabemos, e isto é muito importante, que as altas temperaturas têm impacto na nossa saúde. E é por isso que é muito importante mantermo-nos e adequarmos aquelas que são as nossas medidas em função da realidade que formos encontrando. Percebemos que o dia de hoje é um dia em que as temperaturas, apesar de já começarem a subir de uma forma gradual, ainda vão estar dentro daqueles que são os valores habituais para a época, mas a partir, sobretudo, do dia 24, a previsão dá-nos nota de um aumento já importante das temperaturas. E é exatamente por isso que temos que adequar todos os nossos cuidados. Também as entidades da saúde, sobretudo a Direção-Geral da Saúde, em parceria com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e os múltiplos parceiros que habitualmente temos para esta questão, estão já perfeitamente ativados e no terreno para darem resposta àquelas que serão as necessidades que vamos encontrando. Mas é muito importante a adequação agora das medidas face a estes dias de muito calor que se avizinham.

E que recomendações é que podem dar às pessoas por causa da onda de calor?

As recomendações são extraordinariamente importantes. Há algumas ações que nós temos que são relativamente simples, mas que de fato protegem bastante a nossa saúde. A primeira é, sem sombra de dúvida, a questão de hidratação, o beber água. Beber água é absolutamente fundamental nesta fase. E falamos de todos, de uma forma geral, mas sobretudo das pessoas com mais idade, dos mais novos, das pessoas com doença crônica, grávidas. Portanto, especial atenção a todos estes grupos. E devemos consumir pelo menos de um litro e meio a dois litros de água por dia, o que corresponde a cerca de oito copos de água. Portanto, devemos assegurar de forma muito importante este consumo, esta hidratação. Devemos também tentar ter uma alimentação que nos permita ter alimentos que promovam também esta hidratação e assegurarmos de que, sobretudo durante as horas de mais calor, entre as 11h e as 16h, sobretudo durante este período de tempo, evitarmos sempre que possível a exposição ao sol. Aliás, é uma nota muito importante, sobretudo para as pessoas de mais idade e para os mais novos, até as crianças aos seis meses de idade, que não devem ter exposição nenhuma direta ao sol, mas sobretudo as pessoas mais idadas, os doentes crônicos, as grávidas, devem ter especial atenção e evitar a exposição durante as horas de maior calor. Se estivermos a falar das pessoas que têm, pela sua atividade profissional, de passar muito tempo no exterior e não podem ausentar-se durante este período, temos que obrigatoriamente utilizar o máximo possível de chapéu, protetor solar, óculos de sol, roupas largas e opacas que nos permitam, de alguma forma, estar protegidos e uma vez mais, mantermo-nos hidratados durante todo este processo, que é absolutamente fundamental. Sabemos também que durante estes períodos mais longos de tempo quente, que as casas tendem também a ficar com temperaturas mais elevadas. E é exatamente por isso que devemos aproveitar o início do dia e o final do dia para promover o arejamento e o arrefecimento das nossas casas. Estes são elementos muito importantes, porque o que impacta muito na saúde são, obviamente, as temperaturas elevadas, mas são também as temperaturas mínimas que muitas vezes não permitem que exista este arrefecimento. E é neste sentido que recomendamos que todos possamos adequar estas medidas, porque sabemos também que é muito difícil arrefecermos as nossas casas durante este período, até porque muitos de nós não temos ares condicionados, e portanto, devemos utilizar todas as estratégias que nos permitam promover este mesmo arrefecimento. Não sendo possível, é muito importante que as pessoas tentem, pelo menos na sua comunidade, nos espaços à volta, manter-se em ambientes frescos e refrigerados durante pelo menos duas a três horas por dia. É muitas vezes disponibilizado pelas autoridades locais e até pelas autoridades de saúde, em parceria com as autoridades de proteção civil, com os municípios e com as freguesias, da disponibilização daquilo que nós chamamos de espaços climatizados, que podem ser desde a biblioteca, à igreja, nos centros urbanos, um centro comercial, um grande supermercado, onde as pessoas podem utilizar esse mesmo espaço para se manterem frescas durante algum período de tempo que lhes permita ter este arrefecimento.

E naturalmente, com dias de maior calor, é natural que haja mais pessoas a deslocarem-se à praia. Alguma recomendação fora do normal para estas pessoas?

Eu diria que fora do normal não será relevante nesta fase, mas é muito importante, porque os índices UV vão estar muito altos. É muito importante evitar a exposição solar entre as 11h e as 16h e a utilização de protetor solar, que deve ser reposto de duas em duas horas, ou então sempre depois do banho, as pessoas devem novamente reforçar a aplicação do seu protetor solar. Estamos a falar de uma questão muito importante. O evitarmos esta exposição a esta radiação é absolutamente fundamental, sobretudo numa altura em que os índices UV estão muito elevados. Portanto, são recomendações que nós dizemos que são recomendações habituais, que todos nós praticamente conhecemos, porque Portugal está também habituado a passar por estas ondas de calor. A questão agora é também a frequência com que elas estão a surgir, é que parece estar a aumentar, mas o facto de estarmos perante uma onda de calor, ativa novamente aquelas estratégias que muitos de nós já conhecemos. Mas permita-me deixar também aqui uma nota que é importante. Temos todos agora um papel que é muito relevante. Não apenas as autoridades de saúde, não apenas as autoridades de proteção civil ou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, têm um papel face a esta situação, temos todos. E é por isso que é muito importante que naquelas pessoas que nos rodeiam, nos nossos contactos, sobretudo para as pessoas que vivem sozinhas, sobretudo para as pessoas mais idosas ou que estão isoladas, devemos ter o cuidado de deixar estas recomendações e uma vez mais, sobretudo a questão de hidratação, de bebermos pelo menos oito copos de água por dia, porque de facto são pequenas ações que protegem bastante a nossa saúde. E portanto, diria que para além das autoridades, todos nós temos um papel muito importante a desempenhar face a esta onda de calor que agora se avizinha.

De que forma é que a Direção-Geral de Saúde vai acompanhar esta onda de calor?

Muito bem, a Direção-Geral da Saúde já acompanha esta situação com os seus parceiros, sobretudo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, mas também a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e todos os parceiros que anualmente colaboram neste planeamento e nesta resposta. Também o Ministério da Saúde tem ativado o seu plano de resposta sazonal. Portanto, acompanhamos, eu diria mesmo ao momento, a evolução daquilo que são as previsões atmosféricas por parte do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, e em função dessa previsão, vamos avaliando e vamos distribuindo um conjunto de ações nas diferentes regiões do país, porque cada região terá, com toda a certeza, um nível de risco diferente umas das outras. Mas ainda assim, estamos ao momento a atualizar toda a informação e a adequar as respostas em função das necessidades que também forem identificadas, até porque há sempre uma imprevisibilidade, por exemplo, na duração, ou pode haver alguma surpresa na temperatura ou nas alterações da temperatura e, portanto, atualizando ao momento, como sempre fazemos, vamos acompanhando esta situação e adequando as nossas respostas.