Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Espero que esta medida não seja implementada, esta decisão que foi tomada a referir do Executivo. Que se faça a referida consulta e, sobretudo, acredito que o ideal seria que se iniciasse um processo de diálogo entre a Câmara, naquilo que respeita à Avenida da Liberdade, e os atores da Avenida da Liberdade, no sentido de se trabalhar para melhorar a qualidade da infraestrutura, para reduzir as emissões de CO₂, para que a qualidade de vida seja melhor. Há muitas coisas que podem e devem ser feitas e, portanto, esse diálogo é essencial e penso que na sequência deste processo poderá surgir essa oportunidade.

Hoje, numa declaração que faz ao Correio da Manhã, o presidente da Câmara diz que fechar a Avenida da Liberdade iria significar despedimentos. É uma visão com a qual concorda?

Sim, a medida, tal como foi apresentada, implicaria uma perda de receitas substancial e, consequentemente, redução de postos de trabalho, porque as empresas que ali trabalham terão que ajustar os seus custos à nova realidade. Por isso, seguramente, uma redução de postos de trabalho resultaria dessa medida. Da implementação dessa medida.

Certo. Naturalmente que estas questões relacionadas com a diminuição de trânsito nas grandes cidades, é um tema que é muito falado e que vai continuar a ser muito falado, sobretudo, por causa das questões relacionadas com a poluição atmosférica. Até que ponto é que a associação defende que possa haver limites ao trânsito, neste caso, especificamente no centro de Lisboa?

Entendemos que isso vai no ar do tempo, essa necessidade. O importante é que seja trabalhado em conjunto com quem lá trabalha, de forma a que se consiga assegurar as condições para a viabilidade económica das atividades que ali estão estabelecidas. É possível reduzir as emissões, é possível reduzir a intensidade do trânsito, é possível melhorar a qualidade urbanística da avenida, e eu falo apenas e exclusivamente da avenida. Isso já inclusive foi estudado e trabalhado em conjunto com o anterior Executivo, por isso até estranhamos que esta medida tenha sido tomada desta forma, sem diálogo e sem estudos, uma vez que o Executivo anterior tinha lançado toda uma série de reuniões com as associações, com os comerciantes, etc. E estava-se a definir um modelo que iria, de facto, nesse sentido. Mas essas medidas não foram implementadas porque, entretanto, aconteceu o Covid e a pandemia. Houve uma alteração no Executivo e, por isso, teria que ser retomado esse trabalho para se realizar algo de facto bem pensado, estruturado e com base em estudos, com a colaboração de especialistas. Especialistas na mobilidade, especialistas no mobiliário e na infraestrutura urbana. Portanto, tudo isso tem que ser feito e deve ser feito por quem pensá-lo. Eu até diria e acrescentaria que é absolutamente essencial e muito urgente que seja feito, porque na Avenida da Liberdade há mais de 40 anos que não se faz nenhum investimento. Portanto, há a necessidade urgente de intervir.