Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Junta-se agora a este jornal das 20h, a porta-voz do movimento Missão Escola Pública, Cristina Mota. Bom dia, obrigada por estar conosco. Hoje temos esta data importante para os professores classificadores e relatores de encerrar trabalho. Parece-lhe, e até com os vários casos que tem denunciado nos últimos dias, que isso vai mesmo acontecer?
Bom dia, agradeço o convite para estar convosco. Ora, infelizmente, não nos parece que seja possível. Aliás, temos confirmação que nem todos os relatores têm condições para terminar o seu trabalho no dia de hoje. Portanto, as escolas já indicaram o prolongamento do prazo para o trabalho desses professores até dia seis. Temos informação, inclusive, que ontem chegaram convocatórias para mais professores conseguirem fazer a reapreciação de provas que estão em falta e também no que diz respeito aos classificadores que estão a classificar os exames da segunda fase, também ontem ainda tivemos indicação que alguns vão receber mais itens, portanto, consideramos impossível o trabalho estar concluído no dia de hoje, aliás, à semelhança do que aconteceu na primeira fase, em que, ao contrário do que Fernando Alexandre dizia, o prazo foi sendo prolongado até ao dia 17, dia da afixação das pautas, dia inclusive onde muitos classificadores estavam ainda a trabalhar. Acreditamos que o mesmo vai acontecer com quer a segunda fase, quer as reapreciações e no que diz respeito principalmente a estas, consideramos muito difícil termos as pautas no dia 7, portanto, sexta-feira. Acreditamos que possa acontecer o mesmo que aconteceu na primeira fase, em que são afixados alguns resultados e depois posteriormente esses resultados serem atualizados.
Mesmo no caso da segunda fase dos exames nacionais, ontem o ministro disse que 97% das provas já estavam corrigidas ontem à tarde, ainda assim, parece-lhe que nem nos exames nacionais isso vai ser possível?
Entendemos que apesar de ser um número muito menor que na primeira fase, portanto, é cerca de um terço dos exames, mas lembramos também que os 90% foram apresentados muitas vezes no discurso de Fernando Alexandre e de outros elementos do governo no que diz respeito à primeira fase, até mesmo no próprio dia da afixação dos resultados, deu a certeza no Parlamento que todas as classificações estavam concluídas e depois verificámos que não. Portanto, o fato desse número ter surgido no dia de ontem não nos tranquiliza relativamente ao trabalho que já está concluído e que está em condições de ser afixado na sexta-feira, infelizmente. Acreditamos que ainda vamos ter constrangimentos na segunda fase e garantidamente vamos ter vários no que diz respeito às reapreciações.
E, portanto, Cristina Mota, nem tranquiliza o fato do ministro ter ontem dito que esta fase está a correr muito melhor do que a primeira?
Nós entendemos que os relatos efetivamente estão em menor número devido à dimensão dos-
O universo é menor.
Exatamente. Mas tendo em conta inclusive o investimento que foi apontado, 2,5 milhões de euros para se corrigir os problemas da primeira fase, entendemos que nesta fase não deveria de existir qualquer problema e entendemos que foi, de alguma forma, irresponsável o avançar para esta fase nos mesmos moldes da primeira, que já tinha dado problemas, ficando impossível concretizar a principal frase dita por Fernando Alexandre que é: "Nenhum aluno será prejudicado." Entendemos que neste momento já é impossível tal acontecer e que era muito importante que Fernando Alexandre tivesse acatado a indicação do parecer da Ordem dos Advogados para parar todo o processo enquanto os problemas da primeira fase não estavam concluídos, porque certamente com a afixação de quaisquer resultados na sexta-feira, vamos acumular mais problemas e trazer ainda a agravar mais a falta de equidade nos alunos que vão aceder ao ensino superior este ano, que garantidamente não vai ser um sistema equitativo como temos tido nos últimos anos.
E é por isso que mesmo sem esta segunda fase estar concluída, como diz, deveria ser na sexta-feira. Vamos ver como será. É por isso que já se pensa na próxima fase, na época especial de setembro. Ontem ficámos a saber que os professores do terceiro ciclo não vão participar na fase da classificação destas provas. Já é possível perceber que impacto é que esse processo pode ter? Provavelmente aqui estaremos a falar de um universo ainda mais reduzido de alunos.
É certo, mas é um universo que vai fazer com que todo o trabalho de início de ano letivo fique comprometido. Portanto, mesmo que os professores de ensino secundário, que também lecionam terceiro ciclo, fiquem dispensados da classificação, lembramos que não estão dispensados de todo o trabalho de preparação do ano letivo, quer das reuniões para se iniciar o ano letivo, quer de todo o outro trabalho que vai ter lugar, professores esses que não tiveram certamente o período de férias e descanso necessário. E era importante, portanto, haver aqui um adiamento também do início do ano letivo para o terceiro ciclo, porque depois ainda vamos ter aqui uma outra questão, já no final do ano letivo, quando terceiro ciclo e secundário tiverem a conclusão do ano letivo em semanas distintas e têm os dois de realizar, portanto, as provas finais de ciclo e os exames do próximo ano letivo, cuja data poderá ser condicionada justamente por esta discrepância a nível do início do ano letivo. E lembramos que nas escolas não é só, portanto, o que diz respeito aos exames ou o início do ano letivo que vai estar em causa nas primeiras semanas de setembro. Lembramos, por exemplo, até a recolha dos manuais ou dos kits digitais, que é feito por assistentes operacionais, também poderá estar condicionado pelo fato de termos uma época especial de exames que condiciona toda a logística da escola. Não é possível existir barulho, portanto, existem aqui uma série de logísticas que têm que ser preparadas e que vai condicionar. E era importante começarem todos ao mesmo tempo para tentar, dentro da anormalidade, termos a maior tranquilidade possível.
Cristina Mota, muito obrigada por ter estado conosco em direto neste jornal. É a porta-voz da Missão Escola Pública com esta indicação. Já avisar que será muito difícil que se cumpra a data de 7 de agosto, a próxima sexta-feira, para afixação total dos resultados, quer dos exames nacionais da segunda fase, quer também das reapreciações que foram pedidas pelos alunos