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Connosco Rui Abreu, presidente do Paços de Ferreira, por onde Diogo Jota passou ainda muito novo. Rui Abreu, bom dia. Obrigado por se juntar a nós neste momento difícil. Que memórias é que guarda de Diogo Jota?
Antes de mais, uma forte palavra de sentimentos para a família. Não consigo sequer imaginar a dor que eles possam estar a sentir. Este é um momento muito difícil para nós aqui no Paços de Ferreira. Tanto o Diogo como o André foram nossos atletas, passaram por cá pela nossa formação. O Diogo depois afirmou-se no futebol profissional, também conosco. Eram duas pessoas muito queridas aqui entre quem trabalha no Paços de Ferreira, os seus adeptos. Tínhamos uma ligação muito próxima. O Diogo seguia muito de perto aquilo que era a vida do Paços e, portanto, como devem imaginar, nós estamos completamente chocados com esta notícia. Estamos aqui todos completamente abalados com o que aconteceu, mas neste momento os nossos pensamentos estão com a família, que deve estar a viver um absoluto momento de terror e portanto queremos prestar a nossa solidariedade junto da família.
Diogo Jota era um rapaz discreto, como era um jogador discreto também.
Sim, o Diogo sempre pautou a sua conduta por uma pessoa muito low profile. Sempre foi alguém que soube ocupar o seu espaço, deixou que o seu trabalho falasse, fizesse o barulho por si. Era alguém de trato muito fácil, muito amigo de quem trabalhava diretamente com ele. É uma perda enorme. Eu sinto que o mundo do futebol neste momento sente que se perdeu dois atletas, dois jogadores, mas para nós, isto é um sabor de perda de dois familiares, porque nós aqui no Paços, as pessoas que por cá passam, passam a ser família e, portanto, nós perdemos dois familiares hoje.
Rui Abreu, obrigado por ter estado em direto conosco. Rui Abreu, presidente do Paços de Ferreira, por onde Diogo Jota passou ainda muito novo, também nos primeiros anos da carreira