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É já no próximo sábado que o Sporting vai a eleições para o quadriénio de 2026, 2030. Sufrágio a duas candidaturas: a recandidatura de Frederico Varandas, o atual presidente dos verdes e brancos, e também Bruno de Sá, empresário que se candidata nestas eleições. Comigo ao telefone tenho um dos antigos dirigentes do emblema de Alvalade, é José Eugénio Dias Ferreira, esteve nos órgãos diretivos do Sporting na década de 80 e também foi candidato à direção leonina em 2018. Mais uma vez, muito obrigado por esta entrevista à Rádio Observador. Pergunto-lhe desde já e tendo em conta que, por exemplo, ao contrário daquilo que tivemos em 2018 e também nas últimas eleições em 2022, há apenas duas candidaturas, uma delas de continuidade, a de Frederico Varandas, e uma que quer trazer a debate alguns temas que diz estarem esquecidos, e já lá vamos. Pergunto-lhe se pela forma como se têm desenrolado as campanhas eleitorais, acha que vai ser um sufrágio sem grande história para contar?
Acho que sim. Em primeiro lugar, boa tarde. Muito obrigado por quererem fazer esta entrevista e diria que a própria maneira como tem decorrido esta campanha eleitoral, eu quase diria que é uma campanha eleitoral, entre aspas, com poucas ocasiões em que se fez campanha. Mas creio que isso é resultado que não deverá haver grandes alterações.
Pergunto-lhe se isso pode não ter um efeito perverso naquilo que é a democracia leonina, ou seja, não havendo tantas opções de escolha, apenas havendo duas, se isso não só pode trazer menos mobilização às urnas, como também pode quase como transparecer uma sensação de poder absoluto por parte da direção atual.
Não, eu acho que não. Não se trata de uma questão de poder absoluto, eu acho que se trata de uma análise concreta e objetiva do trabalho que esta direção tem feito, o que terá levado muita gente a estar satisfeita, ao contrário da outra lista, que terá as suas questões, que não são de agora, com certeza, são de outro tempo e terá as suas razões. Eu próprio, eu vali por mim. Em 2018 fui candidato. Nessa altura, no final das eleições, tive uma posição que me pareceu que estava certa e que continua certa. Lembro que disse nessa altura, num artigo que escrevi no Jornal A Bola, que o meu tempo tinha acabado. E acho que sim, acho que são necessárias outras ideias, outras sensações, outras maneiras de ver os problemas e, portanto, fiz essa análise face às candidaturas e aos seus resultados, e verifiquei que os sócios apostavam realmente noutras gerações, ao ponto de dois destacados dirigentes, tanto o doutor Frederico Varandas como o João Benedito, reunirem a maioria dos votos e as suas idades serão muito semelhantes e pensamentos muito aproximados um do outro.
Pergunto-lhe então, e tendo em conta essas duas visões que marcaram esse sufrágio de 2018 e atendendo àquilo que é o panorama atual do Sporting, pergunto-lhe qual é o balanço que faz até agora dos dois mandatos de Frederico Varandas?
Faço uma análise positiva, porque se no primeiro mandato ainda fiz algumas críticas, que me pareceram pertinentes nessa altura. Também se compreende que o início do mandato, à partida, já se pensava que não seria fácil, dados os antecedentes das eleições, os factos anteriores a 2018. E portanto, houve ali, tanto no futebol como nas outras secções, altos e baixos, o que é natural e que mereceram algumas críticas. No meu caso, sobretudo com espírito construtivo, nada com espírito destrutivo, mas espírito construtivo. Mas depois, e sobretudo desde 2022 para 2026, eu acho que foram postas na gestão do clube e da SAD, assumidas posições que estão muito perto daquelas que eu defendo e que sempre defendi, ou que defendo há muitos anos, pelo menos. E portanto, satisfaz-me de uma forma praticamente completa e por isso mesmo, hoje não tenho dúvidas, nestas eleições, assim tenha saúde no dia 7 para me deslocar a Alvalade, não tenho dúvidas nenhumas que vou votar desta vez na lista liderada por Frederico Varandas. Faço com toda a convicção e pensando na minha maneira de ver que o faço com toda a justiça.
E já agora, pergunto-lhe, tendo em conta que se identifica com a direção e as ideias da atual direção, pergunto-lhe se, atendendo a estes últimos oito anos, o que é que tem faltado ou o que é que esta direção tem, neste caso, quase como pecado naquilo que possa ser ou não uma questão ou outra na gestão do clube?
Não tenho grandes críticas a fazer. Tenho compreendido mais ou menos as suas grandes decisões. Tenho sentido que há uma evolução Na maneira de gerir o clube, sobretudo aquilo que diz respeito a SAD, que diz respeito ao futebol, foi uma aposta progressiva, não provocando grandes sobressaltos do ponto de vista financeiro, mas que foi cimentando efetivamente uma política onde se vê, eu penso mesmo que será talvez dos poucos clubes, se não o único clube, que tem neste momento um projeto claro de presente e de futuro. E por isso acho que merece o apoio e acho que não há aqui grandes alternativas a fazer. Acho que o clube está estabilizado. Eu dizia sempre que o clube tinha um grande fosso entre ele e os seus rivais e sobretudo depois também relativamente aos grandes clubes europeus. Havia um fosso que eu realmente não esperava que fosse tão cedo tapado, até foi tapado mais cedo que o fosso do próprio Estádio do Alvalade. E esse fosso realmente foi rapidamente, penso eu, e não esperava que assim o fosse, tão depressa, sobretudo do ponto de vista nacional, foi muito aproximado aos seus grandes rivais, e isso traduz-se nos campeonatos e, sobretudo, depois também e nas outras modalidades também houve um franco progresso e uma franca objetiva. E portanto, foi sempre em progresso e por isso acho que ainda pode continuar a progredir. Este ano o próprio fosso europeu foi bastante amenizado. Já no ano passado teria sido, este ano também bastante amenizado. O Sporting consegue se classificar para os oitavos de final entre os oito principais classificados, em sétimo lugar. Eu acho que isso, portanto, é uma política de manter, aperfeiçoar, há sempre aperfeiçoamentos a fazer. Olhe, numa palavra, eu diria que com a minha idade, vou fazer no próximo mês 79 anos, não esperava aos 79 anos já ter nestes últimos anos tantas alegrias, tantas satisfações que o clube me deu. Portanto, é além do mais, o motivo que eu tenho que mostrar a minha satisfação com a atual direção, a atual administração, que apoio inteiramente.
E antes de voltarmos ao plano desportivo do Sporting já nos próximos meses, até porque, como referiu, os Leões ainda estão na prova milionária, estão esta noite na Noruega para esses oitavos de final da Liga dos Campeões. Há ainda um campeonato em disputa, mas pergunto-lhe e tendo em conta a outra candidatura, a candidatura de Bruno de Sá, que disse nos últimos tempos que esta direção tem cuidado melhor de alguns clientes do que da massa associativa e também da massa adepta do Sporting. Pergunto-lhe que considerações tem a dizer acerca desta acusação por parte da candidatura de Bruno de Sá?
Curiosamente, eu acho que essa expressão, fui eu que a apliquei a primeira vez em Portugal, já lá vão alguns anos, em que os sócios do Sporting estavam a perder a natureza de associados e pensasse mais nos clientes, portanto, sócios-participantes do Sporting, não propriamente os seus associados. E acho que houve uma altura que houve realmente um grande afastamento, enfim, por uma mudança, aquilo que foi a mudança do clube para SAD, nem sempre foi bem compreendida, nem por dirigentes, nem por dirigidos, e, portanto, essa distinção fazia algum sentido em que as pessoas eram mais tratadas como clientes do que como associados. Mas falando agora no presente ou no passado mais recente, eu sinceramente, a única coisa que a mim me desagrada, mas enfim, provavelmente os outros sócios estarão todos satisfeitos com isso, acho que as assembleias gerais perderam, e eu falo porque fui presidente da Assembleia Geral do Sporting, e portanto acho que as assembleias deixaram de ser aquilo que deviam ser.
Por culpa de quem, já agora?
Eu acho que não é por culpa de ninguém, acho que é culpa de todos nós. Uma assembleia-geral é o órgão que representa todos os associados e é composto por todos os associados, portanto, todos nós somos responsáveis, efetivamente, pela maneira como funciona. Porque já há muitos anos que eu venho sustentando, em várias propostas, em vários projetos em que participei no que diz respeito aos estatutos, que é uma coisa que para mim é muito importante, que a assembleia-geral não podia ter a natureza que tem. Porque das duas, uma: se nós pensarmos que toda a gente vai à assembleia-geral discutir os assuntos, é evidente que a partir de 500 ou 600 pessoas ou até menos, não se discute absolutamente nada, é absolutamente impossível. Portanto, as últimas assembleias gerais do clube, lembro-me que, no fundo, era votação, havia meia dúzia de sócios a discutir e durante isso todo esse tempo votava-se.
E já agora também defende uma revisão dos estatutos. É algo que muitos adeptos têm trazido à baila, essa revisão dos mesmos. Acha que é oportuno nesta altura?
Eu acho que seria oportuno nesta altura essa revisão, porque normalmente as pessoas pensam mais nos resultados, nas outras coisas. E, portanto, numa altura em que os resultados não provocam, obviamente, grandes dissidências, seria talvez um bom momento para se tratar alguns dos estatutos, que não precisa de ser uma revisão revolucionária, mas precisava de vários acertos e designadamente eu acho que a assembleia-geral deveria se pensar de uma vez por todas que a assembleia-geral devia ser uma assembleia delegada, portanto, com representantes, como uma Assembleia da República. Como ninguém imagina que todos os portugueses possam estar na Assembleia da República, assim também temos de imaginar que nem todos os sócios podem estar na Assembleia Geral.
E delegada, neste caso, entre as candidaturas que se tenham apresentado no sufrágio anterior ou como seria feita?
Exatamente. No sufrágio anterior. Eu sustento isso há muitos anos, sempre sustentei, porque acho que é a única maneira. Aliás, os clubes tradicionais, como é o caso do Real Madrid e do Barcelona, que não têm SAD, mas isso não tem nada a ver com SAD, já há muitos anos têm uma assembleia delegada e não deixam de se considerar clubes democráticos, nem clubes que não tenham tido sucesso pelo facto da assembleia ser delegada.
E já agora também em termos de votação, até porque, por exemplo, se olharmos para o outro lado da Segunda Circular, houve uma grande polémica entre o voto eletrónico e o voto físico. Sabemos que o Sporting tem implementado o voto eletrónico, mas apenas em termos geográficos, numa votação no Estádio de Alvalade. É claro que outros sócios podem fazer esse voto por correspondência, mas pergunto-lhe se da maneira que o sufrágio tem vindo a ser organizado e vai ser organizado já no próximo sábado, se é a melhor maneira para pensar no futuro do clube.
Para uma futura eleição, na minha opinião, de delegado à Assembleia Geral, acho que poderia ser feita, efetivamente, com o voto eletrónico. Para esse efeito, sim, com o voto eletrónico.
Muito bem. E já agora, espalhada pelos núcleos?
Pelos núcleos ou pelas terras, nem todas as terras terão núcleos, mas pelo menos se criarem centros, também não se pode criar um centro de voto onde haja duas ou três pessoas, mas enfim, que fosse o mais aproximado possível para os sócios poderem votar. Aliás, o Sporting mantém a categoria dos sócios correspondentes e isso é uma expressão que, efetivamente, pode implicar que o voto podia ser feito por correspondência, exatamente como são feitas também nas eleições nacionais, relativamente aos círculos eleitorais do estrangeiro. Portanto, acho que é uma coisa que está testada para muito mais gente, portanto faria sentido também para muito menos gente. Eu acho que, efetivamente, se deve respeitar todos os sócios do Sporting, porque tudo não é demais para sempre afirmar o nome do Sporting. É Sporting Clube Portugal, não é Sporting Clube de Lisboa. Portanto, Lisboa é apenas uma parte do país. Temos que ter consideração, eu que vivi muito tempo e vivi muitas horas junto dos núcleos do Sporting, acho que é de toda a justiça eles terem esse direito a voto. Não é só ter o direito, é ter a possibilidade de votar. É uma coisa diferente.
Voltamos ao plano desportivo, até porque já analisámos essa prestação em termos desportivos daquilo que têm sido os anos de Frederico Varandas, em 2020, com a chegada de Rúben Amorim e os três campeonatos que o Sporting já conquistou com Frederico Varandas ao leme. Este crescimento da importância leonina em termos europeus, não só com a Liga dos Campeões, a presença nos oitavos e, mais concretamente agora, esta possibilidade de até chegar aos quartos-final. Pergunto-lhe como é que avalia a temporada atual do Sporting e, já agora, depois de sábado, depois de dia 14, se a prioridade, neste caso, da direção que vencer, seria renovar com Rui Borges.
Eu estou satisfeito com a temporada que o Sporting está a fazer. Mantenho intactas as possibilidades do Sporting ser campeão, portanto, chegar ao tri, e penso que sim, que ainda vai chegar. Penso que o Sporting ainda poderá continuar também na Liga dos Campeões, fazendo mais uns brilharetes. Eu conheço mal, pessoalmente, só vi uma vez, só tive o prazer de o cumprimentar uma vez, ao treinador Rui Borges. É uma pessoa em que eu acredito profundamente, não só nos seus conhecimentos técnicos, como acho que tem uma qualidade muito importante, que é uma pessoa de perceber que o seu trabalho é bem ponderado, sobretudo que é uma pessoa humilde a trabalhar e humilde a falar. Isso é importante. Não deixando nunca de salientar que está num grande clube e, portanto, diz que se sente honrado com isso. Acho que isso é uma posição de humildade que lhe dá bem. Daí até a renovação, eu, na minha opinião, acho que o contrato supõe que não acaba este ano.
Tem mais um ano, 2027, porque após a conquista do campeonato em maio, acaba por acrescentar mais um ano automaticamente.
Mais um ano ao contrato. Portanto, isso já existe. Portanto, eu acho que isso, de um determinado ponto de vista, está correto, manter-se essa situação. Mas eu acho que, nesse caso, a administração da SAD terá bem presente. Não penso que isso seja necessário. Eu acho que o treinador se sente seguro, convicto que está ali para trabalhar e que não há grandes exigências de prolongar o contrato e estender o contrato. Se calhar, essas coisas feitas hoje, com muita antecedência, quando não se tornam ainda necessárias, às vezes pode ser considerada uma má gestão. É verdade que esta administração tem quatro anos pela sua frente. É verdade que ela me parece estar satisfeita com o treinador, não vejo razões para pensar o contrário, mas talvez acho que Mais esta época e mais outra, e então sim poderá pensar em renovação numa próxima temporada.
Diante daquilo que conquistar ou não em maio, neste caso.
Se nós quisermos ser objetivos, muitas vezes os treinadores dependem realmente dos resultados. Portanto, eu acho que o treinador sempre que tem a confiança da administração da SAD e dos próprios associados do Sporting, pode haver um ou outro, as pessoas que momentaneamente num desafio ou numa certa, assumiam ou criticam, mas isso é positivo. Mas eu penso que a esmagadora maioria dos adeptos do Sporting, eu não tenho possibilidade de fazer sondagens, em todo o caso, ando na rua e sinto que a maior parte dos associados confiam plenamente no treinador. Daí a ênfase, acho que falar em renovação não é uma coisa importante. A renovação está feita e agora é ir a par e passo, porque todos nós temos a vivência, basta olhar para o lado da segunda circular, o que é que tem acontecido com as renovações, normalmente dão mau resultado. E não é só na segunda circular, muitos treinadores são renovados e na semana seguinte estão a ser despedidos. Acho que isso é uma situação teórica. Acho que a confiança entre o treinador ou que a administração possa dar ao treinador, não se traduz nisso. Traduz-se no dia a dia, se está presente, se não está, se acompanha, se apoia, se não apoia.
Muito bem.
O gesto da renovação dos contratos, às vezes, é uma coisa meramente formal que não tem grande significado.
Muito bem. José Eugénio Dias Ferreira, estamos a terminar esta entrevista. Faço-lhe apenas mais duas questões, uma ainda daquilo que pode ser um tema que certamente virá a debate já amanhã no único frente a frente entre Frederico Varandas e Bruno de Sá, Bruno Sortegui. A questão das claques. É uma questão antiga, é uma questão que ainda provoca alguma polarização dentro da massa adepta leonina. Tendo em conta não só o ambiente no estádio, mas também os últimos resultados positivos, pergunto-lhe se a próxima direção também deve ter em foco algum tipo de relações apaziguadas entre a direção leonina e os grupos organizados de adeptos.
O problema das claques é um problema cada vez mais complexo e na minha opinião, era um tema que devia ser tratado por todos os clubes que têm problemas com as claques. Haja em vista aquilo que se passa todas as semanas com multas e outras multas. O que significa, muitas vezes atinge valores somados que davam para pagar muita outra coisa e fazer muita outra despesa. Portanto, eu acho que há que rever, as claques são muito importantes e não necessitam de estar a criar problemas aos clubes de multas, etc, só por causa do fogo pirotécnico. Mas as claques, enfim, hoje ganharam uma dimensão tal e são muito aproveitadas por outras coisas. Acontece com elas aquilo que acontece com vários grupos, que há sempre infiltrados e outras pessoas que vão mal em quantas intenções e depois conduzem os outros e se aproveitam das situações. Mas é uma questão complexa, que devia ser enfrentada claramente pelos clubes, mas os clubes e o Estado deviam considerar claramente, porque é um problema que ninguém o pode esconder, não tem a ver com a claque no seu conjunto. Há muita gente que vai ali que só gosta de futebol e só quer futebol. Depois há outras pessoas que têm outros interesses e outras intenções e outras práticas que realmente deviam ser afastadas. É um problema que não é para ser resolvido. Acho que ninguém deve ser contra as claques. A favor das claques são todos, mas claque que seja mesmo claque e não propriamente um grupo que tem no seu seio alguns indivíduos de natureza marginal que só prejudicam o trabalho das claques.
Só para terminar, Dias Ferreira, muito rapidamente, de uma forma muito sintética, espera uma grande adesão às urnas no próximo sábado.
Eu espero que sim.
Apesar de não ser dia de jogo, havia um jogo do Sporting em frente ao Tondela e o jogo entretanto foi adiado pelas questões das competições europeias.
Acho que isso defende mais os interesses do Sporting, neste caso, da sua equipa de futebol, mas eu penso que os sócios não deixarão de participar. Pode haver um bocado a tendência para não irem às urnas, uma vez que parece não haver, digamos, susto, entre aspas, relativamente aos apoios que as listas têm, que ambas as listas têm. Penso que é uma situação muito diferente. Mas também penso que os sócios, por aquilo que eu tenho, que vejo sobretudo nos jogos, que as pessoas que conhecem, que as que não conheço, acho que as pessoas mostram muita satisfação com o trabalho desta direção e acho que muita gente se sente mobilizada para realmente ir até às urnas votar, não obstante parecer que a atual direção tem a sua permanência assegurada e, portanto, pode haver alguma tendência, mais a mais não havendo jogo, mas se não tiver mau tempo, se tiver chuva, eu penso que os sócios vão comparecer. Olha, eu, pelo menos, se calhar com algum sacrifício, mas terei que comparecer.
Muito bem. Ok. José Eugénio Dias Ferreira, mais uma vez, muito obrigado por esta entrevista à Rádio Observador.
Muito obrigado.