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Está conosco neste jornal do meio-dia Manuel Reis Campos, é o presidente da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas. Bom dia, bem-vindo à antena do Observador, obrigado pela sua disponibilidade. Que marca, que legado deixa António Mota?

Bom dia. Eu recebi com profunda consternação, naturalmente, a notícia do falecimento do fundador da Mota-Engil. E com este falecimento, desaparece uma figura incontornável do setor da construção e um dos grandes empreendedores portugueses. O fundador, António Mota, deixa ou deixou um legado notável na construção e no desenvolvimento econômico do país. Portanto, eu só queria à família, aos amigos, a todos os colaboradores da empresa, apresentar as mais sentidas condolências.

O presidente da República, na nota de pesar na página da presidência, abre caminho algumas características de pendor mais pessoal de António Mota, por exemplo, a empatia, a humanidade, o dinamismo. Que memórias guarda sob este ponto de vista mais humano de António Mota?

Eu conheci de perto António Mota. A empresa que ele fundou sempre foi associada da AICPME e foi sempre um associado que deixou a marca, sempre atento, sempre determinante nas suas decisões. E sempre foi e é a maior empresa portuguesa de construção e, portanto, deixou realmente um legado notável no setor da construção