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Como é que está a recuperação no Conselho da Marinha Grande?

Estamos paulatinamente a resolver as situações. Há muitas situações que vão demorar o seu tempo, até porque os meios financeiros de que dispomos e as ajudas do governo central não têm sido o que esperávamos. Portanto, apenas recebemos a primeira tranche do fundo de emergência municipal, três milhões e 900 mil, e há muito que fazer na recuperação do edificado, de infraestruturas. E também há atrasos na distribuição e no deferimento das candidaturas para a recuperação das habitações dos particulares. E neste momento temos grandes preocupações, temos a época balnear que começará a 13 de junho, temos que ter as nossas praias minimamente recuperadas para a época balnear que se aproxima. Estamos a trabalhar nisso e estamos também a trabalhar na prevenção dos fogos florestais, como sabe. O Conselho da Marinha Grande foi bastante atingido com a devastação e a destruição de praticamente toda a floresta, quer pública, e although, quer de privados. E estamos com esta prioridade bastante acentuada, com equipes no terreno a desobstruir os caminhos estruturantes e penetrantes na floresta, para permitir o acesso dos veículos de combate a incêndios dentro da mata dos privados, porque da Mata Nacional de Leiria, a incumbência é do ICNF. Portanto, estamos a trabalhar em bastantes frentes para os quais temos bastante dificuldades de meios humanos e materiais também, mas estamos a fazer tudo com a urgência que é necessária.

Essa questão dos incêndios foi levantada já por mais do que uma vez pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves. Portanto, a autarquia está a precaver um desastre, quase como foi preconizado pelo ministro da Administração Interna, mas sente que a população está também a limpar os terrenos, está também a ter esse cuidado?

Nós estamos a desobstruir os caminhos para dar acesso à floresta, para que possam fazer, mas sobretudo, para permitir o acesso a veículos de combate a incêndios. O senhor ministro da Administração Interna, sei, porque ele próprio contactou comigo, que está preocupado com esta situação e também é graças à sua ação que dispomos, neste momento, de cinco equipes no terreno a desobstruir esses caminhos e com equipes da Força Especial de Proteção Civil, do Exército, da GNR, da Força Aérea e do ICNF, para além da nossa Proteção Civil e dos nossos meios que contratamos, dos meios mecânicos, para essa desobstrução. Estamos no terreno com cinco equipes, como dizia, e que estão a trabalhar ininterruptamente durante toda a semana, incluindo sábados, domingos e feriados. Portanto, é uma urgência que nós admitimos, é uma urgência e o próprio senhor ministro da Administração Interna me referiu isso, que isto é uma urgência nacional. Tem que ser uma urgência nacional, porque o perigo espreita.

Há pouco falou que a autarquia já recebeu volta de três milhões de euros. Tem noção de quanto é que falta receber?

Se nós reportarmos entre equipamentos municipais e infraestruturas, entre isso e particulares e juntas de freguesia, andam à volta de 140 milhões.

Cento e quarenta milhões de euros, ok.

De euros.

Há casas que ainda não têm rede no Conselho da Marinha Grande?

Ainda há casas que não têm rede, infelizmente, e isso é uma das lacunas que nós temos denunciado, que há uma falta de respeito por parte das operadoras de comunicações. Há uma falta de respeito por parte dessas operadoras. E repare, mesmo nas situações em que repõem as comunicações, não retiram os fios, quer dizer, nós parecemos uma favela, digamos assim, em determinados locais do Conselho, parecemos uma favela de terceiro mundo com fios pendurados por tudo quanto é sítio. Isso é inadmissível.

E que apoio que está a ser prestado pela autarquia nesse aspecto? Tem contactado com essas pessoas? Como é que elas estão?

Há uma operadora que nos reporta todos os dias para onde é que andam, onde é que vão. Mas isto tem que ser uma força comum e urgente de resolver esta situação, porque as reclamações dos munícipes são imensas nesse aspecto da falta de comunicações