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Em direto neste jornal está agora o presidente da Câmara da Nazaré, Manuel Sequeira. Bom dia. Já tem o número atualizado dos banhistas que tiveram de ser assistidos? Tem estado a acompanhar a situação?
Bom dia a todos os ouvintes. O número atualizado, o número que nós temos, é exatamente o número que a comunicação social tem, que resulta do envio de informação do departamento de comunicação da Unidade Local de Saúde de Leiria.
116.
Exatamente, que aponta para 116 casos. Deixe-me dizer e reforçar que esses casos são todos casos que remontam aos dias 30 e 31, 29 e 30, antes da interdição, porque felizmente pra nós, nos dias de ontem e no dia de anteontem, sábado e domingo, não foi reportado nenhum caso de contaminação. Portanto, pra nós, nos dá alguma tranquilidade, nos dá algum conforto, porque sentimos que o problema, enfim, não está resolvido, porque só há parecer casos que também resultam do período de incubação que a própria bactéria tem e do organismo de cada pessoa, porque duas pessoas podem apanhar o mesmo tipo de contaminação, um, por força do sistema imunitário, não ser detetado e o outro ser detetado logo no mesmo momento ou no momento seguinte. Portanto, neste momento, como diz, há esse conjunto de casos que nós lamentamos e desejamos as melhoras a todos eles, mas temos esse conforto que, não podemos ainda dar por encerrado o caso, porque podem ainda continuar a aparecer, como eu dizia, por força do período de incubação que a bactéria tem, mas que estamos, de certa forma, já tranquilos.
Exatamente, a fase aguda já terá sido ultrapassada. Relativamente à qualidade da água das praias, neste momento, não há qualquer problema, pode assegurar isso?
Podemos assegurar por força das análises que o Instituto Ricardo Jorge fez e o resultado que advieram dessas análises. Está, na verdade, esse conforto. Porém, continuamos a fazer análises quase diárias, porque nós temos uma empresa certificada que nos faz esse trabalho, normalmente de forma semanal, mas agora quase diária.
Quase diária, porque aquilo que está em causa, segundo as explicações da autarquia, teve a ver com uma falha técnica. Há o risco desta falha técnica voltar a acontecer?
O risco, infelizmente, pode haver sempre, mas há agora uma vigilância muito mais apertada do que aquilo que havia antes. Nós temos uma sobrecarga muito grande ao nível do saneamento. A conduta provavelmente não estaria preparada para receber essa sobrecarga tão elevada, tão forte. O que é um facto é que agora estamos a vigiar as condutas, o cabo emissário e submarino, tudo isso para que não haja qualquer problema. E havendo, por pequeno que seja, é ser logo atacado.
Porque está aqui a falar, Manuel Sequeira, de uma sobrecarga destes esgotos que tem a ver com o aumento da população durante o verão. Como é que isto se pode prevenir? Não diria este ano, porque presumo que estejamos aqui a falar de situações mais estruturais, mas como é que se pode evitar estas situações no futuro?
Sim, prevenir pode-se sempre, porque estamos a falar de infraestruturas, algumas bem antigas, e precisamos de um investimento forte nesta matéria, para se não surgir a totalidade, pelo menos a grande maioria das condutas vão ter que ser intervencionadas, porque necessitam, pelo menos, de substituição, porque estamos a falar de material que foi colocado há 40, 50 anos e que agora, por força da sobrecarga existente, porque para nós é bom, porque se percebe que a Nazaré tem procura do ponto de vista turístico, há a necessidade de investimento. Há a necessidade de investimento, há necessidade de substituir, mesmo aqueles que não estejam em más condições, enfim, não sendo obsoletos, são um bocadinho já antigos, precisavam de ser renovados.
E falou aqui de como a Nazaré é um local que é muito visitado. Notícias como estas podem ter impacto não só no número de visitantes, mas também de turistas no Conselho?
Como deve calcular, tem impactos negativos, até porque nós sentimos que vivemos muito também do alojamento local, alojamento local com muita dignidade, mas que também é uma peça-chave aqui na nossa economia local. E isto é, na verdade, precioso. Sentimos isso, sabemos disso. Infelizmente, foi algo que aconteceu, não queríamos que tivesse acontecido, mas sentimos que sim, sentimos que os nossos agentes económicos são, de certa forma, penalizados, até porque houve algumas desistências, marcações que foram recusadas. É evidente que isto tem um impacto negativo momentâneo. Felizmente, está reparado, está tudo dentro dos eixos e as coisas estão ocorrendo com normalidade, mas não deixa de ser uma imagem que nós não gostaríamos que a Nazaré passasse.