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E comigo tenho precisamente o líder da Frente Comum, Sebastião Santana. Bom dia, pergunto-lhe o que é que espera desta greve?

Bom dia. Esperávamos uma forte adesão dos trabalhadores a esta greve e estamos a verificar isso mesmo com estes primeiros piquetes de greve a serem realizados em todo o país e difícil será encontrar uma escola a funcionar normalmente nesta altura. O turno da noite teve uma adesão muito perto de 100% nos hospitais a funcionar apenas em serviços mínimos. Agora durante o turno da manhã, o que estamos a assistir é à mesma coisa, à continuação da greve com uma forte adesão, escolas fechadas de norte a sul do país, o resto dos serviços públicos ainda estamos a avaliar. Como compreenderá, são nove da manhã, ainda não tenho dados muito mais concretos para lhe dar, sendo que já se registam encerramentos de atendimentos de alguns serviços públicos, nomeadamente em Lisboa, como no IMT e outros. Mas isto é reflexo da rejeição dos trabalhadores, também da administração pública, destas alterações à legislação laboral que nos querem impor.

O que é que é importante realçar neste dia? Pergunto-lhe também, em comparação com a greve do final do último ano, se espera uma adesão ainda maior, até porque ontem o primeiro-ministro desvalorizou um pouco essa adesão.

O senhor primeiro-ministro tem tendência a desvalorizar não é só os dados de adesão à greve, é a opinião dos trabalhadores de uma maneira geral. Aquilo que estamos à espera é que esta greve seja sobreponível à de dia 11 de dezembro e em alguns casos vai mais longe, nomeadamente nos serviços centrais da administração pública, na parte que nos toca, aos serviços públicos. O que estamos à espera é de uma adesão ainda maior do que aconteceu no dia 11. Cá estaremos mais perto de meio-dia para verificar se isso aconteceu ou não, mas as perspectivas são essas mesmo.