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Desde as 12h de ontem até às 7h da manhã de hoje, registámos no território continental 162 ocorrências, às quais acrescem as da cidade de Lisboa, das quais ainda não temos o valor exato, mas que permitirá que estas ocorrências seguramente ascendam às mil. Estamos a falar de ocorrências de inundação urbana, inundação de estruturas, limpezas de via, quedas de árvores e quedas de estruturas, um pouco por todo o país, mas com especial impacto na região da Grande Lisboa, península de Setúbal e toda a região do Médio Tejo. O Algarve, durante a madrugada, também registou mais ocorrências, acumulando, neste momento, um total de 13 ocorrências desde as 12h de ontem.
Ou seja, como dizia, mais de mil, num balanço geral.
Num balanço geral, mais de mil ocorrências.
Perguntava-lhe se tem registo de feridos ou de danos de maiores significados.
Temos apenas o registo de um ferido leve ontem, no concelho de Oeiras, uma pessoa que foi transportada ao Hospital São Francisco Xavier. A senhora terá saído do carro e a força da corrente derrubou-a e ela acabou por cair.
Temos recebido a esta hora alguns relatos, como por exemplo, a chuva que continua a cair dentro de escolas. Tem indicação de algum episódio, algum espaço em específico que esteja a preocupar mais a esta hora?
No Comando Nacional não temos conhecimento de infraestruturas que tenham sido afetadas ou destruídas por esta precipitação. Porém, por todo o território, os serviços municipais de proteção civil, mais em pormenor, têm todo o detalhe e estarão seguramente a lidar com situações pontuais de infiltrações em edifícios, de falta de escoamento das águas nalguma rua, situações que são perfeitamente normais para a altura do ano, tendo em conta os níveis de precipitação que se fizeram sentir.
Ou seja, danos significativos em termos de estruturas, também não há nada a assinalar.
Não.
Perguntava o que é que têm planeado para o resto do dia. Se existe alguma recomendação que possa deixar aos nossos ouvintes.
Na região centro do país haverá um certo alívio da intensidade da precipitação, mas o que recordamos, especialmente a quem ainda tenha a oportunidade de o fazer, é de cuidar do desentupimento de algum escoamento que esteja na sua rua e que o possa fazer, ter muita atenção aos pequenos cursos de água que atravessam zonas urbanas, ter muita atenção na condução, fazer nestes períodos apenas as deslocações que são necessárias e, sobretudo, adotar uma condução defensiva e evitar atravessar zonas inundadas, uma vez que as leções de água e as zonas inundadas podem ocultar algum buraco ou algum objeto e daí advir um acidente. Portanto, todo o cuidado é pouco agora quando circulam nas vias, o piso está extremamente escorregadio. Temos a perceção de ter existido um aumento do número de acidentes rodoviários diretamente relacionados com o piso escorregadio, por isso todo o cuidado é pouco.