Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Vamos ao Sem Falta com o Pedro Henriques na Rádio Observador. Pedro, mais uma vez, muito bem-vindo à nossa emissão especial. Vamos olhar para o trabalho do árbitro para começar, antes de irmos aos lances. Juiz Hélder Carvalho, que esteve no comando deste encontro, que terminou com vitória para o Vitória Sport Clube.

Sim, Hélder Carvalho, 32 anos, acaba por fazer uma arbitragem, e ainda antes de irmos aos lances, com 43 faltas, 12 amarelos e quatro vermelhos aos bancos, ou seja, os bancos levaram quatro vermelhos e um amarelo. Um jogo que não foi nada fácil.

Vamos agora aos lances. Temos muito para analisar. O Luís Pinto, quando lhe dizia há pouco que iam ser 45 minutos de Sem Falta.

Mas eu vou ser rápido na parte dos amarelos, se tem que ser.

Vamos lá. Aos oito minutos, o gol do Futebol Clube do Porto.

Sim, este é o primeiro gol do Foco do Porto, que foi bem validado. Havia a questão de um eventual fora de jogo, no momento do passe do Pablo Rosário para o Gabri, que depois acabou por lesionar. O Tony Streat está a colocar o jogador do Futebol Clube do Porto em jogo e, portanto, uma boa decisão. Mais à frente, as linhas do estádio de futebol foram injetadas, 1 metro e 16. Portanto, percebe-se claramente que está muito em jogo.

Depois vamos falar daquele lance que nos levou a ficar num impasse ao minuto 21 da falta antes do suposto pênalti para o Futebol Clube do Porto.

O pênalti que o árbitro assinala é bem assinalado, porque o João Mendes tem o braço completamente aberto, fora do plano do corpo, bem levantado acima da cabeça, naquele movimento de rotação, embora estando de costas, vai lá com a intenção. O árbitro, aquilo que vê, vê bem. A questão é que o VAR chama e reverte o lance, que a decisão final é depois do árbitro, porque realmente, no início da jogada, o Alan Varela faz falta sobre o Samu. E se as imagens que deram, e eu pelo menos estava a focar muito naquilo que seria uma eventual falta de braço ao nível do ombro e faltava ali qualquer coisa, depois com mais cuidado, tive a oportunidade até de intervir para perceber que a falta está mais embaixo do que em cima. É que com o pé esquerdo, ele toca e no fundo rasteira por trás o calcanhar direito do Samu. Estamos a falar do Alan Varela e estamos a falar do Samu, do Vitória. Realmente a falta existe e isso impede que o jogador do Vitória tente dar uma maneira de ficar com aquela bola, pelo menos disputar a bola, e daí que nasce depois o lance que origina o pênalti. Por isso, bem o árbitro anular o pênalti, que ele próprio tinha assinalado, para recomeçar o jogo com o livre direto a favor do Vitória. Lá está, por tal falta do Alan Varela sobre o Samu.

E logo depois, passado um minuto, temos dois amarelos para Borja Sainz e Nélson Oliveira.

Sim. O jogo teve bastante tempo interrompido e é exatamente nessa interrupção de jogo, a chamada às cordas por mosquitos, em que o Borja Sainz e o Nélson Oliveira acabam por se envolver um com o outro e o árbitro enquanto estava à espera que o VAR tivesse a rever o lance, porque o árbitro tinha acabado de assinar pênalti, o árbitro mostra cartão amarelo a estes dois jogadores que tiveram o tal comportamento antidesportivo um em relação ao outro.

E Pedro, aos 25 minutos, mais um amarelo, desta vez para Gabri Veiga.

Sim, o Gabri Veiga não concordou, supostamente, com o local onde o jogador do Vitória ia recomeçar um jogo com um pontapé livre, mas ao mesmo tempo, entre o não concordar e estar ali à frente, estava, no fundo, a retardar o recomeço do jogo, de alguma maneira para que a sua equipa também se pudesse recompor. E o árbitro mostrou o cartão amarelo.

Aos 31, para Karamoh.

Karamoh. Exatamente. Ao esticar a perna direita, com a ponta da bota, acaba por acertar no calcanhar esquerdo do Telmo Marquês. Uma entrada dura, negligente, bem sancionada disciplinarmente.

Depois, temos aos 36 minutos, o lance que também marca aqui a primeira parte, o pênalti sobre Camara.

Sim, o Pablo Rosário, que tinha a bola em seu poder, acaba por perder o esférico e na tentativa, que é o que acontece normalmente, de recuperar essa bola que tinha perdido, estica a perna direita e acaba por tocar e derrubar quer o pé esquerdo, quer o direito, ele acaba por tocar nos dois pés do Omar. Há um género de varrimento do Omar Camara. E daí que o castigo máximo, o pênalti, foi bem assinalado pelo árbitro.

Aos 44, amarelo para Pascal. Mais um lance aqui.

Sim, o Pascal é uma entrada fora de tempo, não para o movimento e já sem bola, no local onde ela já não estava. Acaba por pisar de forma negligente o Pablo Rosário, portanto o cartão amarelo é bem mostrado.

Falamos também ainda de um amarelo a fechar a primeira parte, que tu até explicaste a questão do jogador estar deitado e só receber o cartão quando se levanta, de Óscar Ribas.

Sim, é também uma entrada sem bola, dura, negligente, sobre o Karamoh, e neste caso até a falta foi feita mais com o corpo, digamos que abalroo ali o adversário.

Já na segunda parte, também é um destaque o gol anulado ao Vitória aos 63 minutos.

Sim, a primeira questão era se a bola tinha entrado ou não na baliza, e realmente depois percebeu-se que sim, e depois só as repetições, e há uma repetição por trás da baliza que é muito clara, mostra que o gol acaba por ser bem anulado ao Vitória, porque o Nodoi, de forma muito clara e evidente, com a mão esquerda, puxa claramente a camisola do Pablo Rosário. Quando eu digo puxar, não é um ligeiro puxão, não é um bocadinho, é camisola completamente fora do corpo a ser puxada. E o jogador desequilibra-se e vem para trás. Portanto, esta tem consequência, porque há agarrões, que às vezes tens a mão na camisola, a camisola às vezes está até a ser puxada, mas não tem qualquer impacto na ação do ar do jogador. Este, o jogador está no ar, qualquer agarrão rapidamente se transforma num agarrão desequilibrador, e aqui impede o Pablo Rosário de chutar a bola e portanto, muito bem o árbitro, ou neste caso, o VAR a intervir para invalidar o gol e o árbitro depois confirma essa decisão.

Muito bem. E temos aos 77 minutos, pênalti sobre Saviola.

Sim, é aquela questão do Steven Eustáquio. Na tentativa de interceptar, uma primeira análise, até o Luís Pinto Coelho tinha falado nisso e eu também fiquei um pouco em dúvida, era se não tinha sido o jogador do Vitória a cavar o pênalti ao ir contra o Saviola, ter ido contra o Eustáquio, mas não. O Saviola vai em dribles e quando vai driblar, e muito já no limite da área, no sentido que parecia que até estava a vir de dentro para fora, o Eustáquio não para o movimento e acaba por promover um contacto. Mas quando se diz aqui um contacto, não é um contacto normal legal, é sobretudo a nível dos joelhos e do corpo, que acaba por tocar e derrubar nas pernas do jogador do Vitória, do Saviola, e portanto o Noah Saviola acaba por cair em função desse derrube que é provocado pela interceção da trajetória. Por isso, bem o árbitro aqui a assinalar o pontapé de pênalti.

Temos agora uma série de amarelos para analisar até o final. Aos 80 minutos, Pripich.

Eu vou dizer uma expressão que não é muito técnica, mas foi tirar satisfações com o Camará. É depois do pênalti, não sei se ele não gostou da maneira como ele estava a comemorar, qualquer coisa dentro desse género. Ele foi lá tirar satisfações, foi anti-desportivo.

Perdemos aqui a ligação com o Pedro Henriques. Já estás de volta.

Sim, com o amarelo do Pripich, foi tirar satisfações com o Camará na comemoração do gol pós-pênalti.

E aos 81, passado um minuto, Gonçalo Nogueira também não escapou ao amarelo.

Sim, mais um comportamento anti-desportivo, pontapeou a bola para fora do local onde ia ser assinalada a falta ou onde ia ser recomeçado o jogo da tal falta, neste caso contra o Vitória.

85 minutos, mais um amarelo, Pedro, para Nedoi.

Sim, de forma também correta por uma entrada onde acaba por acertar no rosto do jogador do Futebol Clube do Porto. É aquelas situações em que mãos, braços e cotovelos ao nível da cara dos adversários são penalizados com cartão amarelo e foi.

Ainda não terminamos. Ainda há o amarelo aos 86 minutos para o Rodrigo Mora.

É aquela circunstância em que ele, depois do árbitro ter interrompido para assinalar uma falta contra o Futebol Clube do Porto, ele em desacordo e desagradado com essa falta, chutou a bola claramente para longe. É um comportamento anti-desportivo também bem penalizado disciplinarmente.

E a fechar, aos 96 minutos, ainda um amarelo para William Gomes.

Falta sobre Saviola, o Vitória estava a fugir ou a sair pelo lado esquerdo, ainda no seu próprio meio-campo, junto à linha lateral, e o William Gomes tem ali uma entrada por si só que já é negligente, porque estica a perna para derrubar o adversário, mas também trava a saída em contra-ataque, a chamada falta tática, por isso cartão amarelo bem mostrado.

Analisados os muitos lances deste encontro, Pedro, penso que foram quatro vermelhos para o banco, mas também não conseguimos ver muito bem. Exato. E não conseguimos ver muito bem por causa das imagens que nos chegavam através da televisão, que não eram muito esclarecedoras.

Dois vermelhos para cada equipa, uma delas até para o médico, desligado de conhecido para o fisioterapeuta. Ou seja, esse vermelho não é bem do banco, mas é quando ele está a assistir dentro do terreno de jogo. Mas de qualquer maneira, há ali quatro vermelhos que são mostrados, um amarelo. Relembrar que há uma tolerância zero para os bancos, que foi dada essa indicação no início da época, foi agora reforçada muito recentemente com a paragem do campeonato para as eleições em que os árbitros tiveram também reunidos com os seus dirigentes técnicos. O que eu dou nesta nota? Vou dar nota sete. Eu normalmente, quando o árbitro é muito auxiliado pelo VAR, baixo ligeiramente a nota, só que este jogo é de grau de dificuldade elevado. Como disse, 43 faltas, 12 amarelos, quatro vermelhos aos bancos. E é um jogo em que entre árbitro e VAR eles dividem o mérito. O árbitro porque assinala por ele próprio dois pontapés de pênalti e o VAR que ajuda a anular dois gols. E isto é muito relevante e importante. E portanto eu aqui vou pôr em conjunto o somatório de árbitro com o VAR, dividir o mérito de ambos, com este destaque para a importância que a videoarbitragem cada vez mais tem no futebol. Reparem o que seria este jogo, mesmo com dois pênaltis bem assinalados, se dois gols que deveriam ter sido anulados e não seriam, e portanto poderiam mudar o rumo, estaríamos aqui a falar de outras coisas, com certeza, e portanto essa é a importância do VAR, mas eu hoje vou dividir o mérito dando nota sete para o árbitro e para o VAR. Como disse, o árbitro pelos pênaltis que assinalou, dois, e o VAR pelos dois gols que anulou. E por isso um jogo de grau de dificuldade muito elevada, mas com uma nota positiva e saiu bem. Hélder Carvalho e Tiago Martins deste encontro.

Nota sete, dada pelo Pedro Henriques ao trabalho do árbitro Hélder Carvalho, que esteve ao comando deste Futebol Clube do Porto 1, Vitória 3 para a Taça da Liga. Pedro, muito obrigado. É sempre um gosto estar aqui contigo. O "Sem Falta" que, como sempre, fica também disponível em podcast em observador.pt e nas plataformas de podcast.