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Pedro Henriques, muito bem-vindo para o "Sem Falta". Muito boa noite. Trabalho parece calmo e tranquilo desta equipe de arbitragem de Bruno Pires. A começar sem pênalti sobre Blopa, minuto 11.
Sim, é um lance que faltam melhores imagens, porque fica a ideia, e eu parei a imagem naquela que foi a melhor imagem, foi uma que foi dada a posterior, que quando o Salvador Blopa estica a perna direita e o Chisumba estica a sua perna esquerda, que ambos estão ali a dividir a bola. Mas tenho algumas dúvidas se não terá mesmo havido toque do Chisumba no pé do Blopa, que o levou à queda. A imagem não é muito perceptível, fica a ideia que a bola estará ali mais ou menos a ser discutida em simultâneo e por isso eu dou este benefício da dúvida, porque foi essa a apreciação que eu tive com as repetições. Depois de rever melhor os lances agora nesta parte final, sobram-me um bocadinho mais dúvidas se realmente não terá havido o contato do toque. Se calhar, noutro jogo, com outros intervenientes em termos de jogo, se calhar na nossa primeira liga, se calhar teríamos tido repetições de perto que nos podiam dar uma imagem diferente do que aquela que fiquei. De qualquer maneira, vou dar como boa decisão, sem pênalti, com alguma dúvida.
Entretanto, há o gol do Kenda. Tudo certo, minuto 21.
Sim, é a questão do fora de jogo, que não há. O Georges Vad Yiannis quando faz a assistência para o Giovanni Keede. Kenda, aliás, está em posição legal. É o Bastien, Meupiu, não sei bem como é que se diz. Isto é francês, não é? Meupiu.
É francês, sim, senhora.
É o 33 que coloca em jogo o jovem avançado Leonino e, portanto, o assistente valida o gol e o VAR acaba por confirmar. Tudo certo, não há fora de jogo neste gol do Sport.
Primeira parte com esta situação, que é o amarelo para Navas. Minuto 32.
Sim, é aquela situação em que a bola é metida para o Yiannis a sair do meio-campo e o Navas, que percebe claramente que ficou nas covas, não tinha hipótese de fazer nada no sentido de ir atrás dessa bola, porque o Yiannis estava de frente e embalado, acaba por o abraçar, impedindo a sua progressão. Mais à frente, logo para azar, é o mesmo jogador que eu não consigo repetir. O Bastien, o que teve nome francês, o Bastien, que é o 33, está ligeiramente mais à frente. Primeiro, a distância para a baliza é bastante grande. Isto para se perceber porque é que não é uma clara penal de gol, porque é que não é vermelho. Porque a ideia é que ele vai lançado e vai se isolar. Está a 50 metros da baliza, esse é um fator, e tem o tal 33, que está mais à frente, embora lateral, e que pode claramente discutir o lance. E portanto, não se verificam os fatores para a clara penal de gol, tem a ver com essa questão da distância e a possibilidade do defensor intervir. Por si só, o agarrar é um comportamento desportivo, claramente para destruir a jogada e, por isso, claramente também bem mostrado o cartão amarelo.
Segunda parte. Segunda parte é um lance que é o minuto 55. Não há amarelo para Yiannis.
Sim, é aquela situação, e para mim bem, sobre o Sabit Abdulai, em que o Yiannis empurra o jogador do Alverca à saída do meio-campo e, portanto, livre direto que o árbitro assinalou. Depois, a questão que se coloca é quando o Abdulai cai e o Yiannis claramente na tentativa até de passar por cima, no bom sentido da palavra, tentar evitar até o contato ao apoiar o seu pé esquerdo no chão, acaba por inadvertidamente, de forma completamente acidental, pisar o tornozelo esquerdo do seu adversário. Esta é uma daquelas circunstâncias em que claramente o fato de ser acidental, inadvertidamente, e porque o jogador é que caiu e ficou com o pé ali à mercê de alguém que vai em queda também, ou pelo menos em desequilíbrio, e que tem que apoiar o pé no chão. Por isso tudo é que não há cartão amarelo e foi bem a assinalar apenas o livre direto.
Entretanto, não há pênalti sobre Gonçalo Esteves.
Sim, além de não haver pênalti, o Gonçalo Esteves projeta-se claramente à entrada da área tentando de alguma maneira tirar qualquer coisa daquela bola divida com o Eduardo Quaresma. O Eduardo Quaresma em nenhum momento lhe toca. E portanto, eu nesta primeira fiquei aqui com o bichinho atrás da orelha, pênalti clarinho que não há. Até que ponto, bem visto à lupa, se o Gonçalo Esteves não poderia ter visto cartão amarelo aqui por uma eventual simulação. Mas eu dei de barato, mas mais à frente já vou falar sobre isso.
Últimos 20 minutos, minuto 71, quarto gol Leonino. O que dizer deste quarto gol?
É só para dizer que é uma situação que tem a ver com o fora de jogo. Quando, no momento do passe do Fábio Gonçalves para o Salvador Blopa, que finalizou, o Salvador Blopa não está em posição de fora de jogo. Ele tem três jogadores de campo, defensores e mais o guarda-redes entre a linha de baliza adversária, e basta ter dois até para não estar. Nem se quer é bem à queima, embora seja ali no limite, mas percebe-se claramente com a imagem que é um gol legal, sem fora de jogo. E é só para fazer a referência a esse lance que estava ali um bocadinho mais no limite, mas de forma clara, sem fora de jogo.
Outro gol em análise, Pedro, é o gol do Yiannis, minuto 81.
Também. O Yiannis faz aquele remate de longe. Quando paramos a imagem, sobretudo vista lateralmente pela câmera fora de jogo, percebe-se que há um jogador do Sporting, que é o Fábio Gonçalves, que está em fora de jogo posicional, mas não tem qualquer interferência em relação ao Matheus Oliveira, que é o guarda-redes, nem na visão, nem por se movimentar pela frente, nem na ação do guarda-redes. Portanto, tudo legal. Só para relembrar que o fato de os jogadores estarem em fora de jogo posicional, isso não implica que sejam penalizados. Só são penalizados se tomarem parte ativa na jogada, ou tocando na bola ou, quando não tocam na bola, de alguma maneira terem impacto na ação do adversário. Neste caso, por exemplo, em relação ao guarda-redes, fosse por exemplo, cobrirem em termos de visibilidade uma bola a partir ou se tivessem junto a eles ou movimentarem-se e levar a que o guarda-redes tivesse dúvidas na ação que iria desenvolver. Não é o caso, está longe, não está na linha da carreira de tiro do próprio remate e por isso tudo legal neste gol do Sporting, portanto sem qualquer questão relacionada com o fora de jogo.
Falta apenas analisar duas situações. Uma delas é faltar aqui o amarelo para o Gonçalo Esteves aos 89.
Exatamente. Esta questão do Gonçalo, que nós já tínhamos falado aqui Porque ele, à saída do meio-campo, dá um toque na bola com o pé esquerdo, curiosamente também na área tinha sido com o pé esquerdo, e quando percebe que a bola está adiantada, e neste caso é o Ricardo Mangas que vai lá tirar-lhe a bola, ele uma vez mais manda-se para o chão claramente, projeta-se. Mandou um salto muito grosseiro. Obviamente que se calhar num jogo destes, o árbitro fez bem em deixar seguir. Em termos de jogo jogado, em termos daquilo que muitas vezes é o que o árbitro tem o jogo controlado, muitas vezes não quer complicar. Mas analisando individualmente o lance, é um jogador que claramente por duas vezes, uma na área e agora no meio-campo, percebe-se que tem este modus operandi de tentar sacar faltas que não existem. Isto pode ser complicado para um árbitro num jogo com outro nível de tensão e de grau de dificuldade. Aqui, isolando este lance, é daqueles que a gente olha e diz: "Não, isto era para parar o jogo, livre indireto contra a equipa do Alverca e cartão amarelo por simulação".
E falta a última situação, não há penalti de Baseia.
Sim, é aquele remate do Flávio Gonçalves em que a bola vai bater na mão direita do Stefano Baseia. O remate é feito de perto, normalmente dizemos que é uma bola à queima, tecnicamente dizemos que é a chamada bola inesperada. O braço está em posição normal, está ao longo do corpo, não está propriamente colado, mas está ao longo do corpo, está numa posição em que nem sequer tem muita volumetria e está na posição normal para aquela ação técnica que o jogador estava ali, mas sobretudo com este remate à queima de perto, em que a bola é que vai à mão. Nem sequer há um movimento da mão, por vezes mais para a direita, ou para cima ou para baixo. Não, a bola claramente vai à mão e a mão está numa posição normal para o gesto técnico que o jogador estava a fazer. Não há essa tal volumetria. Por isso, sem penalti, boa decisão.
Falta a nota. Nota para Bruno Peres.
Eu vou dar nota sete, porque acaba por ser tudo muito tranquilo. O resultado também ajudou. Uma boa arbitragem. Os seis gols foram todos legais e foram bastantes. O árbitro esteve bem até na questão da colocação, da movimentação. Certo que o jogo é simples, mas mostrou segurança na maneira como geriu e arbitrou o jogo. Aquele cartão amarelo é uma situação pouco relevante. Os dois minutos de tempo extra nesta competição, eu compreendo, porque é um jogo que é a eliminar, não há aquela questão de no final fazerem-se contas com os marcados e sofridos para subidas, para descidas. E aqui sim, eu entendo esta gestão num jogo que está tão desnivelado em termos de resultado, 5 x 1, dois minutos foi mais que suficiente. É uma arbitragem tranquila, positiva, bem auxiliado pelos seus assistentes e por isso tudo bem, nota 7.
Nota 7 dada então pelo Pedro Henriques. Amanhã de volta, Pedro, para o Benfica-Tondela.
Exato. Até amanhã.
Até amanhã. Fica disponível o "Sem Falta" também através do podcast da Rádio Observador.