Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

O Benfica venceu no Estádio da Luz do Famalicão por 1x0 nesta 15ª jornada, equipe de arbitragem liderada por André Narciso. Comigo está o Pedro Henriques. Boa noite, Pedro.

Boa noite.

Vamos começar a análise da arbitragem nesta partida com o minuto 29. Há um livre do qual depois surge esse pênalti para o único gol da partida.

Sim, porque tivemos ultimamente aquela situação do Prestianni, de um livre, depois de um gol, e tivemos também no Sport aquela questão do pontapé de canto, que depois também dá um gol. Uma vez que o pênalti acaba por ser decisivo, no sentido do resultado, era importante também perceber, antes do pênalti, o que tinha acontecido. Tinha acontecido uma falta no corredor esquerdo à frente do Benfica. E há a mesma infração do Gil Dias sobre o Samuel Dalot, que, na ocasião, o jogador do Famalicão estica a perna esquerda e dá com a sola das botas na perna, entre o tornozelo e já a subir para a perna direita do jogador sueco do Benfica e, portanto, o livre direto foi bem assinalado.

Ao minuto 30 surge mesmo esse pênalti. Foi analisado pelo VAR, não foi assim muito imediato. É um pênalti de televisão?

Sim, podemos considerar que é um pênalti de televisão, porque é um lance corrido, difícil de analisar. Percebemos que havia ali um salto do Justin Dasz, percebemos que havia ali a possibilidade do tal braço. Aliás, percebeu-se que o braço tinha tocado na cara do Otamendi, no rosto. Portanto, não é daquelas situações em que um jogador não é tocado na cara e fica se queixando. A questão aqui que se coloca é tentar perceber se esse contato no salto era, vamos dizer, natural e um contato normal ou se havia mesmo infração. E a questão é que foram mostradas várias repetições e, no meu ponto de vista, duas delas pelo menos, aliás, até mais, mas pelo menos duas delas, percebe-se a tal situação. O atenuante é que o jogador vai saltar, certo. E o atenuante é que o jogador até, estando na frente do seu adversário, pode-se dizer que não vê o seu adversário, eventualmente, quando vai saltar. Mas é isso que entra quando se fala da lei 12, das falsas incorreções, e que fala da imprudência, negligência e força excessiva, que é a maneira como os jogadores abordam os lances. O fato de um jogador abordar um lance, e neste caso, foi essa a justificação que o árbitro deu, e também é a minha, da negligência, significa para a lei que não tem em conta o perigo e as consequências do seu ato, na maneira como abordas o lance, significa que independentemente da tua vontade de jogar a bola, do fato de até ires, que ele depois até acabou por cabecear, tens que ter sempre cuidado na abordagem quando tens adversários por perto. E neste caso concreto, é com a utilização dos braços, que é sempre a circunstância mais complicada. Certo que ele tem direito a saltar, levantar os braços e abrir os braços, mas percebemos claramente que o braço direito, que é aquele que acerta no rosto do Otamendi, não faz exatamente o mesmo movimento que faz o braço esquerdo. E há um movimento bastante acentuado, deliberado, mais aberto no sentido de movimento maior, de amplitude, a acertar na cara do Otamendi. E, portanto, para mim, a justificação que o árbitro deu é aquela que eu vi. Portanto, é uma abordagem negligente, repito, não tem em conta o perigo e as consequências do seu ato, na maneira como faz a abordagem, e é um braço excessivamente aberto e com movimento de frente para trás, acertando no rosto do Otamendi, derrubando. E, portanto, para mim, é um lance de pontapé de pênalti e foi uma decisão correta e foi uma boa intervenção do vídeo-árbitro.

Muito bem. Quarenta e cinco mais um, sem pênalti de Rafa Soares.

É o Otamendi que salta na frente do Rafa Soares e ilude a percepção da trajetória da bola. Ou seja, o Otamendi salta na frente, o Rafa Soares está atrás, fica a ideia que o Otamendi ia cabecear e a bola passa e isso faz com que muitas vezes o jogador que está atrás seja surpreendido pela própria trajetória da bola. E ele ao tentar cabecear, até há uma imagem que vê ele fechando os olhos para cabecear a bola, e a bola vai lhe bater, de forma inesperada, no cotovelo esquerdo. E, portanto, para mim, ainda por cima com o braço junto ao corpo, encostado, dobrado e sem a tal volumetria e sem o tal movimento deliberado no sentido de acertar na bola, para mim é correta a decisão de não ter sido, neste caso, assinado pontapé de pênalti.

Ao minuto 45 mais quatro, há uma bola que não vai ao braço do Otamendi.

Sim, porque a percepção que fica é que o Vanderlei, quando remata, isto é na área do Benfica, quando o Vanderlei remata, que poderia ter a bola ido ao braço do Otamendi, mas curiosamente a bola vai bater, isto é, Vanderlei, do Famalicão, remata e a bola vai bater no cotovelo esquerdo do próprio colega, que também está na área, que é o Gil Dias. Ou seja, o Otamendi nunca toca na bola e, portanto, aquilo que poderia estar a ser discutido, que era um eventual pênalti, obviamente não existiu, porque é de colega para colega.

Seguimos para o minuto 49, faltou um amarelo para Rafa Soares.

Sim, para mim faltou o amarelo a Rafa Soares, ficou o seu braço esquerdo e agarrou e puxou a camisola de Gianluca Prestianni e que é pelo avião, que é um crime antidesportivo, que é pela zona onde se deu a infração, já perto da área, era um lance passível de cartão amarelo.

Também faltou um amarelo, mas para Gustavo Sá, ao minuto 85, no teu entender.

Sim, foi por trás. Portanto, faltou assinalar, aliás, o livre direto e mostrar o cartão amarelo. É uma entrada dura, negligente. Na ocasião, o Gustavo Sá entra em take, de longe, em salto, estica a perna direita para tocar na bola, mas é com a perna esquerda que vai dobrado e com o seu pé que acerta entre o aquiles e já a subir para a perna do argentino do Benfica. E, portanto, aqui, cartão amarelo que ficou por mostrar.

Gustavo Sá, um dos mais ativos na equipe do Famalicão. Que nota atribuís ao trabalho de André Narciso?

Eu vou dar nota seis, porque considero que o lance importante e decisivo é o pontapé de pênalti e para mim o pênalti é bem assinalado e, portanto, nota seis. Faltou ou falhou na parte disciplinar, mas para mim o pontapé de pênalti é bem assinalado.

André Narciso, que liderou a equipe de arbitragem neste Benfica 1, Famalicão 0. Está feita a análise no "Sem Falta" do Pedro Henriques. Pedro, um abraço. Bom Natal.

Obrigado. Bom Natal.