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Pedro Henriques, desde já muito boa noite.
Boa noite.
Bem-vindo. É uma partida que foi arbitrada pelo João Gonçalves, um árbitro muito jovem desta sétima jornada, Benfica Gil Vicente. A primeira parte não tem tantos casos quanto isso. No entanto, faltou um amarelo para o Luís Teves logo ao terceiro minuto.
Sim, não tem tantos casos.
Mas tem um caso.
Só para fazer aqui um resumo, vais ver que tem quatro amarelos por mostrar. E este começa por ser o primeiro. Realmente, o Luís Teves ao disputar a bola com o Amar Dedic acaba por fazer a chamada entrada negligente, ou seja, com o calcanhar direito pisou de sola e com os pitons o pé esquerdo do Dedic e, portanto, era uma falta claramente passível para cartão amarelo.
Muito bem, seguindo nesta narrativa de primeira parte, na realidade, com poucos casos, o golo do Gil antecede este lance. Era falta sobre António Silva ao nono minuto.
Sim, eu vou juntar aqui, se permites, os dois elementos do minuto nove, que é a falta sobre António Silva e depois o pontapé livre. Que assim despacha-se tudo no bom sentido da palavra. O António Silva perde a bola no meio-campo, da qual resulta o contra-ataque da equipa do Gil, que dá origem ao pontapé livre e do livre resulta o golo. Resumindo e concluindo, o António Silva perde a bola no meio-campo porque sofre uma entrada por trás do Pablo, que acerta de sola e de pitons no calcanhar. Se pararmos a imagem, toda a gente vai dizer que é cartão vermelho, porque se vê a sola ali colocada. Se virem em movimento normal, lá está um dos bons exemplos em que parar a imagem é certo para percebermos a zona de contacto e que houve falta, em movimento normal, o António Silva fica de pé, sofre a falta, e apenas a única coisa que está a reclamar é mesmo essa questão da falta. Fica de pé, não há o pôr em risco a segurança integrada física. É um toque de sola a roçar, mas relativamente leve, mas é uma entrada negligente. Portanto, era livre direto e cartão amarelo. Aqui até mais do que o cartão amarelo, é a questão do livre direto. E o árbitro ao não assinalar este livre direto, resulta na mesma fase de ataque, o ataque da equipa do Gil Vicente, na qual o António Silva, que entretanto recupera e vai fazer uma falta sobre Agustin Moreira, salta claramente para cima de Agustin Moreira, fora da área, e o árbitro bem em mostrar o livre direto, mas uma vez mais aqui era livre direto com cartão amarelo, porque o Agustin Moreira é derrubado claramente à entrada da área, é uma jogada de perigo. E no meu ponto de vista, ficou aqui também o cartão amarelo por mostrar. Ora, o que é que acontece? Logo por azar, deste pontapé livre resulta o golo. O Benfica, por acaso, ganha o jogo, se não ganha, e esse claramente bater, hoje a conferência imprensa não tinha sido assim, teria sido uma vez mais com os dadinhos e companhia limitada, porque o VAR não pode intervir neste lance. E por que não pode intervir? O protocolo só permite intervir em pênaltis. Se o António Silva fizesse falta dentro da área para pênalti, aí o VAR, como era pênalti, ia ver toda a fase de ataque, iria buscar essa falta e obviamente iria cobrar a falta lá atrás e anular o pênalti. Assim, como o pontapé livre não faz parte do protocolo, o VAR não pode anular o pontapé livre para ir dar o livre sobre o António Silva. Resumindo e concluindo, ficou amarelo por mostrar ao Pablo pela falta por trás sobre o António Silva, e depois, sim, o livre direto existe, o António Silva faz falta, que também devia ter visto o amarelo, e logo por azar desta situação resulta o golo. Aqui um embrenhado de situações do qual a equipa de arbitragem não sai bem, nem na parte disciplinar, nem na parte técnica.
Muito bem, a fechar a primeira parte, o último lance é mesmo o pênalti para o Benfica, minuto 24.
Sim, não há grandes dúvidas, há dois jogadores que é o Batu e o Konan, em relação ao Lukebakio, que vai na direção da baliza adversária, o Batu do lado esquerdo e o Konan do lado direito, que vão acompanhar o movimento. Eu diria que há dois pênaltis, ou seja, o que eu quero dizer com isso é que ambos os jogadores fazem falta, mas a falta mais evidente, no meu ponto de vista, é do Konan, que estica a sua perna esquerda e que rasteira o pé direito do avançado do Benfica, o Lukebakio. Depois, o Lukebakio está numa situação de ser chamada clara penal de golo. Acabou de dominar a bola, vai em direção à baliza, está pertíssimo, já está dentro da área e é esta infração, ia em direção à baliza, distância curta, bola controlada, é uma clara penal de golo. Como a falta que é feita por parte do Konan é na tentativa de jogar a bola e por causa daquilo que já falamos aqui várias vezes, a lei da dupla penalização, em que sempre que há um pênalti e que o jogador que comete o pênalti tenta jogar a bola, utilizando neste caso a perna, para arrastar o adversário, aquilo que era vermelho por anular uma clara penal de golo, passa para amarelo. Aqui o pênalti é certo, mas faltou um amarelo. E é por isso que eu disse, faltou um amarelo ao minuto três, ao minuto nove para o Pablo, ao minuto nove para o António Silva e ao minuto 24 para o Konan. Estes quatro amarelos que na primeira parte dão aqui uma-
Dão uma nota jeitosa.
Uma nota um bocadinho diferente daquilo que se podia dar.
Exatamente. Olha, segunda parte. O VAR, logo a abrir o minuto 49, anula o golo ao Gil Vicente. É bem anulado?
É bem anulado e é uma dessas situações que as pessoas vão discutir ou não, eventualmente, que é os seis centímetros, etc. Mas o fato é que esta é a lei do fora de jogo, que diz que o jogador estando mais perto da baliza adversária em relação ao penúltimo adversário à bola está em fora de jogo, ou seja, se ele está para frente seis centímetros em relação ao penúltimo, que é o Dal, portanto, será penalizado. É um lance muito difícil, ficamos com a ideia que iria ser rés-vés para um lado ou para o outro. A cidade do futebol e o vídeo arbitragem aqui entraram muito bem, porque repuseram aquilo que nós podemos dizer a verdade desportiva. Por quê? Porque o árbitro assistente, o que não é condenável nestes lances, deixa seguir. Sempre foi essa a ideia do fora de jogo, deixar seguir em caso de dúvida, que no fundo não é dúvida, mas é no limite. Portanto, ainda por cima o árbitro assistente está espaldado, vamos dizer assim, pela questão da vídeo arbitragem, e temos que convir que não podemos atribuir um erro de grave ao árbitro assistente por seis centímetros, é quase humanamente impossível se verificar. Ainda bem que existe o VAR, ainda bem que existe a tecnologia das linhas de fora do jogo e, portanto, o golo Este é um momento muito importante e impactante no jogo.
Amarelo para Luís Esteves, minuto 52.
Não concordo muito bem, pois ver que foi uma falta no meio-campo sobre Richard Rios. Revi várias vezes, não vejo ali solas, não vejo nada. É uma falta normal, eu não mostrava cartão amarelo, e é sobre o Rios, portanto, uma falta absolutamente normal. Eu acho que aqui o cartão amarelo foi mal mostrado.
Amarelo para Helimbi, minuto 56. Este é bem dado?
Este é bem dado. É aquela entrada da área, que até ficamos na dúvida lateral se era pênalti ou não, se era falta fora. É um pisão clarinho ao pé do Dal e, portanto, não só pelo pisão, que é cartão amarelo, como por ser na entrada da área, jogada de perigo, cartão amarelo bem mostrado.
Dedits vê também amarelo, minuto 66. Quanto a este?
É aquele lance que ele usa a mão e passa ali na cara do Joelson Fernandes, arranhando a cara. Já sabemos de mãos, braços, cotovelos, cabeça, cara, pescoço dos adversários, sempre passível de livre direto e depois amarelo ou vermelho, conforme a gravidade. Neste caso, cartão amarelo, e bem o árbitro aqui.
Otamendi vê também amarelo, minuto 76.
Fui lá atrás rever, até porque os nossos colegas no estádio é que nos ajudaram. Após um pontapé de canto, é palavras. Portanto, aqui não posso comentar, porque se é por palavras, o árbitro que lá está é que saberá quais foram o protesto e quais foram as palavras.
Entretanto, minuto 90, mesmo a acabar, amarelo para o Rios.
É aquela situação em que o Rios recamba da bola, depois coloca a bola pra marcar. O Olival é um Olival foi do Benfica, junto à linha natural e no enfcimento da área do Gil. Demora, não demora, o árbitro apitou, ele foi, depois passou pro colega e depois voltou. Portanto, este retardar no recomeço do jogo, cartão amarelo, portanto, nada a dizer, tudo certo.
Este é um herói. 95 e 99. Se calhar juntamos aqui o primeiro.
Tinha entrado aos 86, não é?
Era aos 86. Primeiro amarelo para o Everton e o segundo aos 99.
E os dois bem mostrados. É daquelas situações que eu acho que não deixa dúvidas.
Ainda se livrou de outro cartão.
Pois, mas estas é que não deixam dúvidas, porque pontapeia o João Rêgo quando o Benfica está a sair da área, e quando eu digo pontapear não é má agressão. Ele vai a sair, ele arma o pé, tenta chegar à bola, falha a bola, pontapeia o João Rêgo, acerta em cheio, livre direto, cartão amarelo, uma entrada completamente dura e negligente. Minuto 90 mais nove. É aquela situação também sobre o Leandro Barreiro, em que o Leandro Barreiro já tinha pontapeado a bola dali pra fora e o Everton não para o movimento e varre completamente à frente. Ainda por cima, está bem que estava a fazer pressão alta, estava no desespero, no bom sentido da palavra, de tentar ganhar uma bola, estava a acabar o jogo, mas é uma entrada também muito dura. São duas entradas negligentes, duras, quer o pontapé sobre o João Rêgo, quer esta entrada a duas pernas a varrer completamente o Leandro Barreiro, passível de dois cartões amarelos, de cartão vermelho e, portanto, nada a dizer, tudo certo.
Pedro, João Gonçalves, então, que nota?
Eu vou dar nota cinco, porque repara, este é daqueles jogos estranhos para avaliar e classificar, porque repara, o que tivemos aqui de muito importante? Pênalti, que o árbitro acertou, gol anulado, que o VAR acertou, embora tivesse havido erro da equipa de arbitragem, e o duplo amarelo, que é uma expulsão, que o árbitro acertou também. Portanto, isto é o impactante. Mas depois, o Benfica não ganha, aquele lance no minuto nove, estávamos a falar toda a semana. E portanto, ele erra, sobretudo no meu ponto de vista, em termos de gestão disciplinar, o tal cartão amarelo ao minuto três, os dois ao minuto nove e o cartão amarelo ao minuto 24. Portanto, essa gestão disciplinar não foi correta e um lance que perde ímpeto e perde impacto, mas que iria dar muito falar, o tal livre que o Gil faz o gol, porque claramente António Silva, se a falta tivesse sido assinalada sobre António Silva, obviamente que esse pontapé livre não resultaria. O Gil se calhar marcava outro ou outros gols noutra situação qualquer, mas esse não resultava. Por isso eu vou dar nota cinco. Isto é, tenho que dar positivo, porque realmente há aqui lances muito importantes, mas não gostei do produto final, não gostei da gestão disciplinar e sobretudo da primeira parte. Além disso, acho que temos aqui uma situação para o João Gonçalves corrigir. Tem 33 anos, é muito jovem, talvez por não se sentir bem naquele momento de controle do jogo e perceber que havia ali que algo lhe estava a escapar, muito longe dos lances, a tomar decisões muito longe. E um árbitro, qualquer que ele seja, 33 ou 45 anos, tem que correr, e tem que correr muito, na minha perspectiva. E não gostei da sua, não é tanta movimentação, mas não vou dizer que é condição física, porque até pode estar bem fisicamente, mas não o mostrou, não o provou. E este é um aspeto a corrigir também, no meu ponto de vista.
Muito bem. Nota então para o árbitro que apitou na Luz a vitória do Benfica, 2 x 1. Uma vitória importantíssima sobre Gil Vicente. Nota dada pelo Pedro Henriques no "Sem Falta". Pedro Jorge Carvalheiro Henriques, muitos parabéns.
Obrigado.
Mais um ano.
Mais um aninho.
Mais um aninho e com muita saúde.
Obrigado. A todos os nossos ouvintes e observadores.
Muito fit.
Um abraço.
Um grande abraço pra ti.
Um grande abraço. Obrigado. Até amanhã.
Muito obrigado.