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Este é um podcast da Rádio Observador. Pode ouvir a rádio também em 98.7, na Grande Lisboa, e 98.4, no Grande Porto.
E para isso, já cá está a Carolina Carvalho. Olá, Carolina, boa tarde.
Olá, boa tarde.
Vamos começar pelo quente no nosso termômetro. Escolheste hoje a rainha Isabel II, que no fundo é a dona disto tudo.
Quase, praticamente. Ela está no quente porque são já muitas as situações que estão a manchar aquilo que deveria ser um ano de celebração por causa do jubileu de platina da Rainha. Hoje, o Daily Mail noticia que os responsáveis do Palácio de Buckingham estão a estudar uma forma de retirar aos príncipes Harry e André os seus papéis de conselheiros de Estado, uma vez que eles são duas das quatro pessoas que podem substituir a Rainha, caso ela não possa cumprir as suas funções por estar doente ou fora do país. Os outros dois são o príncipe Carlos e o próprio príncipe William.
Espera lá, mas não é a Rainha que decide isso?
Parece que não. Segundo a lei, as quatro pessoas no Conselho de Estado são, primeiro, o marido da monarca e depois as quatro pessoas que se seguem na linha de sucessão e tenham mais de 21 anos de idade. Segundo o jornal, o Palácio não confirmou, mas é provável que tal mudança só seja possível depois de passar pelo Parlamento.
É mais um estatuto de distinção que lhes vai ser retirado e mais uma vergonha para a família real.
Por diferentes motivos, bem sabemos, mas a Rainha já retirou a ambos os príncipes os títulos militares e os patrocínios reais e até pediu que não usassem o título de Sua Alteza Real. O príncipe André, porque está envolvido num processo judicial a decorrer, e o príncipe Harry, porque decidiu deixar a família real e o país.
Bom, então as más notícias para a Rainha ficam por aqui hoje, certo?
Infelizmente, ainda não.
Ainda há mais.
O muro do Castelo de Holyroodhouse, na Escócia, foi vandalizado com as palavras "casa de pedófilo", em inglês, numa altura em que o príncipe André é alvo de uma acusação de abuso sexual. E imaginem vocês que até os cisnes da Rainha estão doentes.
Epá!
Isso é que é grave.
Sabes o que é? Isso é Mercúrio retrógrado, tenho a certeza.
Olha, aí está. Conta o Daily Mail que depois de já 33 animais terem morrido de gripe das aves no rio Tamisa, na zona de Windsor, outros 26 tiveram de ser abatidos.
Mas então a Rainha não tem só aqueles cãezinhos, também tem cisnes. Eu não sabia dos cisnes.
Tem cisnes, tem cavalos.
Cavalos tem muitos.
E tem filhos.
E tem filhos.
Umas bestas.
Sim.
Filhos e netos que dão preocupações. Reza a lenda que a Rainha é dona de todos os cisnes que estejam em águas abertas no Reino Unido e sejam da raça mais comum. Segundo o jornal The Sun, a monarca está muito triste com a situação dos cisnes e quer ser informada dos seus desenvolvimentos.
Se calhar é dona.
É dona de todos os cisnes? Mas o que é isso?
Está na natureza, é patrimônio público.
Isso deve ter sido um rei. Eu estou a imaginar o rei de Inglaterra que decidiu isso.
Um doido qualquer.
"Quero ser o dono de todos os cisnes".
O mais doido de todos.
Uma igreja e, já agora, todos os cisnes.
Sim.
Isso era bom.
Um sociopata.
Uma cena espetacular de todas estas histórias que a Carolina até tem trazido aqui ao termômetro é que imaginam ser os argumentistas da série "The Crown". Quantos mais episódios e temporadas isto não vai render, porque estão sempre a acontecer coisas que já nem precisam de ser escritas, já estão escritas.
É verdade.
Bem, vamos ao morno. Kate Blanchett está no morno ou blanket? Nunca sei.
É Blanchett?
Blanket era um cobertor. Kate cobertor.
Sempre ouvi Blanchett, mas fica a dúvida.
Siga para Blanchett.
Ela tem este lado de estrela de cinema premiada e de glamorosa diva de Hollywood, que nós apenas podemos admirar. Contudo, ela é também mãe de quatro filhos que esteve em confinamento.
Bom, as pessoas já se conseguem relacionar com isso. Não devem é ter a moradia ou as três moradias onde a Kate Blanchett pode pôr os filhos a correr.
Estas pessoas, normalmente, quando têm Covid ou precisam de fazer isolamento, vão para a casa de campo.
É isso. E depois dizem: "Ai, que é uma maçada estar aqui", e têm três campos de futebol para andar a correr.
Piscina, ténis.
Invejosos.
Ela contou em entrevista a um talk show australiano o difícil que foi dar aulas em casa à filha mais nova, que tem sete anos, durante o confinamento em 2020.
Pois, acredito que tenha sido um desafio.
Se calhar, já não se lembra do A e O. Desculpem, continuem.
Ela não disse bem que foi um desafio, ela descreveu a mesma experiência como traumática.
Calma, também.
Ela deve ser mal-educada, a miúda.
É uma fase do diarinho que ela tem lá em casa.
Que é para ela perceber o que os professores valem.
Aí está, é essa a conclusão a que ela vai chegar. Enquanto os três filhos mais velhos, que têm 20, 17 e 13 anos, se organizaram sozinhos, com a mais pequena foi mais complicado. É que sem o respeito da filha, a atriz teve de recorrer aos seus talentos e vestiu-se de professora, falou como professora e até os peluches foram recrutados como colegas de turma.
Isto era uma aula para a canalha? Isto era uma aula?
Isso já não é uma aula, é uma megaprodução de Hollywood.
Há aqui um role-playing interessante.
Ela diz que era uma estranha mistura dos Marretas com uma masterclass.
Ah, bom!
Talvez mais para os Marretas do que para a masterclass, mas tudo bem.
Sim, com os peluches.
E acrescenta que a experiência aumentou, e muito, o respeito que ela já tinha pelos professores.
Lá está. Por acaso não há fotos disso?
É que eu tenho visto nada.
Mário Nogueira, foi usado nisso.
Já queria ver os bonecos todos alinhados.
Sim, os Marretas. E ela vestida de professora. Ora bem, no frio está o príncipe Carlos. Regressamos à realeza, Carolina, o que é que se passa?
Exato, depois de um breve intervalo, regressamos à realeza e à realeza britânica, porque parece que o príncipe Carlos convidou o príncipe Harry e a família a instalarem-se com ele quando decidirem visitar o Reino Unido, de forma a poder conhecer ao vivo sua neta mais nova, Lilibet Diana. A notícia é do jornal britânico Mirror e diz ainda que o convite foi feito já antes do Natal.
Desde aquela saída atribulada em 2020 para o Canadá, que a Meghan não volta, não regressa, não vai ao Reino Unido. Volta, eles já não são europeus, já não é da União Europeia, já não digo volta. Já não vai ao Reino Unido. Então vamos ver a família reunida em breve ou ainda não é desta?
Está difícil. O príncipe Harry acha que regressar ao seu país representa um risco para a sua segurança, uma vez que desde que saiu da família real, perdeu o direito à proteção da polícia. O príncipe está até disposto a pagar a sua própria segurança e a da família, mas o assunto é complexo, envolve o governo e Harry está a tentar resolvê-lo até na justiça.
Ele não tem medo de estar nos Estados Unidos, aí tudo bem. Los Angeles, tudo ok, mas depois vai a Londres, tem medo.
Lá está, vai saber, ele é mais americano do que britânico.
E entretanto o convite do príncipe Carlos, do pai, fica à espera.
E parece ser um convite tão simpático. Segundo o jornal, a família tem feito videochamadas transatlânticas para o príncipe Carlos acompanhar o crescimento dos netos e o príncipe Harry já disse que gostaria de estar presente numa cerimônia em memória do avô, que está planeada para abril. Veremos.
Eu acho é que ele para ir lá vai exigir obras em casa do príncipe Carlos. Ele diz: "Eu vou, mas tens que arranjar aqui uma suíte." E lá vão as obras fazer-se para ele acolher a família toda.
E quero os cisnes.
Os cisnes estão todos doentes. Deve ser Ómicron.
É gripe das aves.
Não, isso eram outros, isso foi outra vez. Já morreram muitos de gripe das aves, agora estão com outra doença, não foi? O que eu percebi.
Não, acho que o problema agora é a gripe das aves. De qualquer maneira que a Ómicron se está a espalhar.
Não comecem aí a dar fake news.
Se calhar é aquela mistura de gripe com Ómicron.
Sim. Flumicron.
Flumicron.
Muito bem. Carolina Carvalho no Termômetro desta terça-feira. Obrigado por estas notícias. Bom resto de dia.
Obrigada. Rádio Observador.