Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Está no ar o Três Toques com o Bruno Vieira Amaral, que hoje também está de parabéns. Sabe por que isso, Amaral? Lembra-me do Gabriel.
Do Gabriel! Rima e tudo. Muito obrigado.
Era só pra fazer a rima. Parabéns ao Gabriel, o filho do Bruno, que faz aninhos.
21 aninhos já, muitos parabéns, meu amor.
21 anos.
É verdade. Estava sol nesse dia, nesse domingo de 2005.
Amanhã também vai estar.
E amanhã também vai estar. Eu preciso tanto de sol. Um grande beijo pro meu filhote.
Pro Gabriel, sim, parabéns.
Hoje temos uma campeã olímpica, que saiu dos Jogos Olímpicos de Inverno com ouro e um noivo.
Olha!
É verdade. Um treinador.
Pacote.
Veio tudo completo.
E também teve um bacalhau extra?
Não sei. Teve um beijinho.
Um beijinho.
Um beijinho. Um treinador que aparentemente se clonou a si próprio e um clube brasileiro que decidiu organizar um funeral. Vamos lá então aos Jogos Olímpicos de Inverno e à esquiadora norte-americana Breezy Johnson, que ganhou o ouro e já tinha feito história na categoria de downhill. Portanto, missão cumprida, tudo ok. Medalha ao peito, hino nacional, fotografia para a eternidade, mas no Super-G, que é outra categoria, a coisa não correu tão bem. A atleta sofreu uma queda, não terminou a prova. Felizmente, não houve consequências graves. E também já tinha a medalha de ouro. Só que quando chegou ao fim da pista, tinha à sua espera o namorado. Eu espero que ele não tenha usado um chip, eu acho que ele sabia a localização.
Onde é que ela estava.
Onde é que ela estava. E o namorado decidiu que aquele era o momento ideal para se ajoelhar e pedi-la em casamento. Há sempre um grande risco, não é? Há sempre um grande risco nestas coisas públicas, mas foi ali mesmo, na neve, com câmeras, o público, adrenalina no máximo, e ela disse que sim. Acabou tudo bem.
Final feliz.
Um final feliz. Não foi o ouro, não ganhou o ouro nesta prova, mas também a fasquia já estava bastante elevada depois do ouro, mas mesmo assim ainda houve um momento para uma grande surpresa e Breezy Johnson disse que sim, ali na neve, depois de ter caído, reergueu-se e acabou tudo bem, achamos nós. Portanto, sai destes Jogos Olímpicos com uma medalha de ouro e um anel de noivado. Não é pra todos.
Pois não.
Bem, ainda nos Jogos Olímpicos de Inverno. Nós às vezes queixamos que temos a agenda muito preenchida, mas há um treinador e coreógrafo de patinagem artística nestes Jogos Olímpicos, Benoît Richaud, que tem uma agenda ligeiramente mais preenchida do que nós, certamente, e de muitos ou quase todos os que participam nestes Jogos Olímpicos, porque ele treina 16 atletas de 13 países diferentes. É verdade, ele é o treinador e coreógrafo. É verdade. Basicamente, isto é quase uma mini ONU.
Será que sabe falar a língua de cada um desses?
Eu não sei. Calculo que eles são de países tão diferentes que se calhar o que ele faz é falar inglês ou então vai usar aquelas aplicações. Portanto, num momento temo-lo perto de um patinador georgiano, segundos depois está com um canadiano, a seguir um norte-americano, depois um francês. Parece a ONU.
Mas repare, eles todos competem uns contra os outros.
Competem uns contra os outros.
E o treinador que lhes prepara as performances é o mesmo.
É o mesmo.
Vocês não estão a ver aí nenhum problema?
É um problema ético.
Isso viola tudo aquilo que é normal.
Faz uma coreografia péssima pra aquele que não gosta muito.
A todos os efeitos, eles competem uns contra os outros.
Tu saltas e depois cais. Está bem?
Mas também tem três hipóteses de ter um atleta campeão que sai de fora.
Ele desenha uma coreografia com três piruetas pra um e depois quatro pra outro. Não sai.
Criatividade. Mas repare, tem três hipóteses de sagrar campeão.
Não, pra ele é só vantagens. Imagino que cobre por cada atleta que treina, não é?
Eu estava a pensar mais nas dificuldades, mesmo que da organização da agenda.
A vantagem disso é que é transparente. Eles sabem.
Sim, sabem que é aquele o treinador que tem.
Pronto, está bem. Se vocês acham isso normal, quem sou eu pra pôr problemas? Se são todos felizes assim, pronto, ok.
Por vezes há situações no atletismo em que isso acontece, em que, por exemplo, estou a pensar naquelas disciplinas técnicas como os saltos em comprimento, que eles treinam juntos, têm o mesmo treinador e depois nestas grandes competições.
Eu até acho que isso pode ser diferente, porque aí é capacidade física. Aqui há um componente de criatividade coreográfica muito grande, mas tudo bem.
Mas você entende. A minha questão, eu trouxe esta notícia pra aqui porque logisticamente isso não deve ser nada fácil. Independentemente das questões éticas.
Certo.
Conseguir dar indicações a 16 atletas.
Isso é o que chamam produtor de conteúdos.
É um produtor, é um precário.
É um verde.
Porque é assim, se ganhar, só um é que sai contente, todos os outros não têm razão de estar.
E vão culpar o treinador. E vão dizer: "Isto que o pai está a fazer, a culpa é tua."
"Favoreceste ali o amigo da Geórgia." Bem, descansar não é com ele. Este homem deve ter por aí um intervalo de 30 segundos entre indicações a cada um dos atletas. Normalmente, cada atleta representa um país, os treinadores normalmente também, mas neste caso ele decidiu representar, não todos, mas bastantes. E agora vamos viajar, vamos sair do frio de Milão, Cortina.
Estamos sempre quando nos levas a viajar.
Vamos viajar até Campinas, no Brasil, onde É no interior do estado de São Paulo e onde a rivalidade entre o Guarani e o Ponte Preta ganhou contornos-
Guarani não é Guaraná
É Guarani mesmo. Porque será Guarani e o Ponte Preta? Eu não sei por que ainda não mudaram. No outro dia o Luís Castro disse um dia negro e levou logo uma cabeça. Eles são rivais, o Guarani e o Ponte Preta, e o Ponte Preta desceu de divisão, ou seja, ainda antes do campeonato acabar, com a derrota que teve contra a Portuguesa dos Desportos, foi confirmada a descida de divisão. O Guarani estava a jogar e decidiu gozar mesmo com o Ponte Preta, o seu grande rival. Vamos ouvir um pouquinho.
Campeonato Paulista. Jogo encerrado no Canindé. Portuguesa 2, AAPV 0.
Ele sai informar. Isto é uma marcha fúnebre. Então o que eles fizeram? Tiveram a confirmação que o Ponte Preta tinha descido de divisão, o Guarani ia jogar, as luzes do estádio apagaram-se, o speaker pediu para ligarem todos as lanternas dos telemóveis, informou do resultado e depois começaram a passar esta marcha fúnebre, que é o funeral de um grande adversário que vai descer de divisão. Isto é criativo.
Sim, isto foi premeditado.
Eles estavam mesmo à espera. Se os outros estivessem a jogar ali contra eles, não sei se fariam isto, mas aqui está uma forma bem original. Eles desligaram as luzes.
Onde é que já vimos isso?
Onde é que já vimos isso? Para dar clima. Para dar um clima fúnebre. Claro. Fúnebre e ao mesmo tempo de alegria. Foi um pouco assim como o enterro do entrudo. E aí vem o carnaval, os dias de carnaval no Brasil, mas eles tiveram este cuidado musical de uma marcha fúnebre em honra do passamento do Ponte Preta. Está de luto e da descida de divisão do clube.