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Resolvido o mistério, o segredo dos segredos. Isto não é Dan Brown, é desporto, é atletismo. Ontem falamos aqui da história do Kai Bonfim, que perdeu a aliança durante a prova de marcha nos Campeonatos do Mundo de Tóquio.
Em Tóquio. E a aliança foi encontrada?
Apareceu em Osaka, que para quem não sabe é 500 km, mais coisa, menos coisa. É apanhar o 32 e está-se lá. E eu disse aqui que ainda não sabíamos como é que tinha ido parar a Osaka. Osaka não é ali ao virar da esquina. E houve um ouvinte, se calhar mais do que um, não sei, mas houve pelo menos um.
Um ouvinte.
Um ouvinte especial. Um ouvinte que teve também.
Um ouvinte participante também.
Participante, podemos dizer. Foi o Luís Aguiar Correria, que nos mandou uma mensagem com toda a informação.
Só faltou mandar o Google Maps para dizer como é que se vai para Osaka.
Toda a informação não, porque isto não está completamente desvendado. Por quê? Eu depois encontrei a notícia na comunicação social brasileira, que também diz: "O mistério da aliança perdida chegou ao fim. Segundo a polícia japonesa, o anel foi encontrado por um estrangeiro cuja identidade não foi revelada. O turista estava em Tóquio para uma feira de tecnologia, mas precisou regressar a Osaka, onde estava hospedado, sem tempo de entregar a aliança às autoridades da capital. Entregou em Osaka." Ora, como é que alguém que vai participar numa feira de tecnologia em Tóquio, um turista, fica hospedado em Osaka e depois encontra uma aliança?
Já estás a querer saber mais.
Este é um Dan Brown.
Eu acho que há aqui um mistério.
É um mistério.
Material para o teu próximo livro.
Por que a identidade não foi revelada?
Porque o senhor é discreto. Não quer que os holofotes estejam nele.
A minha teoria é essa.
Foi ver quanto é que valia o ouro.
Ele aproveitou para ir de Tóquio a Osaka, dar um saltinho a Osaka para uma escapadinha. É a minha teoria.
Tens uma teoria sobre isso?
Tenho uma teoria sobre isso, já desenvolvi a minha teoria.
Uma escapadinha.
Uma escapadinha. Porque ele é um turista, não é alguém de Osaka que vai a Tóquio. É um turista que estava hospedado em Osaka. Mas se a feira de tecnologia é em Tóquio.
Foi conhecer.
E depois encontra uma aliança.
O que é que acha daquela vizinha ali do segundo esquerdo?
Olha, a vizinha do segundo esquerdo.
Nunca teve nó.
Por acaso, agora vejam isto, o mundo todo conspirar meu favor.
Quando ela pendura aquele pano na janela, é sinal que tem sopa pronta.
Ontem, ao início da tarde, estava a dar um filme que eu já vi várias vezes, o "Match Point" do Woody Allen.
Tão bom.
E qual é que é a história? Lembram-se, não é? Quando ele atira a aliança, que fica perdida e depois é encontrada por um tipo que é acusado do crime que o outro cometeu.
Tens de escrever um livro.
Isto está tudo ligado, meus amigos. Portanto, o mistério está desvendado, mas só parcialmente. Falta apurar a identidade deste.
Isto está muito sustentado.
Isto é imbatível. Eu levo isto a tribunal, e isto é imbatível.
Olha, um minuto e meio.
Um minuto e meio. Vou falar da Bola de Ouro. Está atribuída. Ontem, Ousmane Dembélé ultrapassou em cima da meta o Lamine Yamal, que era considerado por alguns o favorito a ganhar. Quer dizer, o Dembélé e os jogadores do Paris Saint-Germain ganharam mais em termos coletivos do que qualquer outra equipe. Portanto, havia o favoritismo por esse lado. Mas se isolássemos apenas as características, as qualidades individuais, muita gente apontava o Lamine Yamal.
Apontavas para quem?
Eu achava que ia ganhar o Yamal. Eu achava que ia ganhar. Eu achava que era mais justo ganhar um jogador do Paris Saint-Germain. Porque também conta o sucesso coletivo e o número de troféus conquistados, a não ser que um jogador tenha um desempenho individual de tal forma superior aos outros, que eu acho que não foi o caso do Yamal no ano passado, que justifica a atribuição do prêmio. Por isso eu achava que era mais justo aquilo que acabou por acontecer, mas achava que o Lamine Yamal tinha mais hipóteses, até por ser do Barcelona, e nós sabemos como o nome dos clubes também pesa.
Mas importa ouvirmos a opinião dos especialistas.
Claro, Paulo.
Acha justa?
Antes de mais, gosto do nome Lamine Yamal. Tem uma sonoridade muito gira.
Lamine Yamal.
Lamine Yamal. Não tem?
Tem.
E Ousmane Dembélé.
E Dembélé também.
Dembélé também.
Ousmane.
Dembélé, exatamente, remete-nos para ritmos.
Ritmos, exato.
E portanto, acho que fica bem entregue a um ou outro.
Muito bem. Em termos sonoros.
Claro, obviamente.
Claro, que é esse o teu critério para atribuição da Bola de Ouro.
Não tenho outro.
Por exemplo, o Kvaratskhelia também achas que era ótimo.
Isso é mais difícil pronunciar. Kvaratskhelia?
Kvaratskhelia.
Kvaratskhelia.
Eu não sei. Ontem estava a ouvir o Diogo Varela e ele dizia Kvaratskhelia.
Qual é a nacionalidade?
Não sei qual é que é a melhor maneira de dizer. Acho que é georgiano.
Georgiano? Faz sentido.
Faz sentido que seja um Kvaratskhelia.
Sim, mas Lamine Yamal é mais giro.
Lamine Yamal. Olha, mas não foi o Lamine Yamal e o pai do Lamine Yamal, que foi notícia aqui o ano passado porque levou uma facada e esteve internado.
O pai dele?
O pai dele. Já veio dizer que isto não foi um roubo, mas foi um grande prejuízo moral para o filho.
Para o ano há mais.
Mas não é novo ele, não é muito novo.
O pai?
Não, o filho.
Também os dois são. O pai tem 30 e tal anos. São os dois novos. Acabou.
Amanhã há mais.
Até amanhã.