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Voltamos ao tema da final da CAN, da Taça das Nações Africanas, que Marrocos perdeu. Então, o que se passou agora? O que se passou. Ou o que não se passou. Eu disse-vos aqui, a todos e aos nossos ouvintes, que já nos descontos, o jogador marroquino Brahim Díaz falhou um penalti, que tentou marcar um paneca, não foi o pau. Foi isso? Foi. Faneca. Faneca, tentou faneca, falhou faneca. E claro que suscitou críticas. Por exemplo, o antigo treinador da Costa do Marfim e da Zâmbia, o francês Hervé Renard, veio criticar o jogador. Diz que não é admissível que um jogador com aquela responsabilidade, naquele momento, tente marcar um penalti daqueles. Admite outro tipo de falhas, mas não aquele. Diz que se passou uma vez o mesmo com um dos seus jogadores e que o obrigou a ir à conferência de imprensa pedir desculpa por ter tentado marcar daquela maneira criativa, mas também há apoio ao jogador e são apoios importantes. No caso do presidente do governo marroquino, Aziz Akhannouch, que fez questão de se dirigir publicamente a Brahim Díaz e dizer que os marroquinos estão com alma e coração com Brahim Díaz. Brahim Díaz foi o melhor marcador desta competição e foi dos melhores jogadores, senão o melhor jogador de Marrocos durante a competição e teve aquele momento que podia ter valido a vitória final a Marrocos. Infelizmente, não marcou. Ele próprio já fez declarações a dizer que lhe dói a alma por ter falhado e que é uma ferida que vai custar a cicatrizar. Mas depois há também estas declarações de apoio, como disse, da parte do governante marroquino. E há aqui um aspecto que é importante. Brahim Díaz jogou pelas seleções jovens espanholas. O pai dele é espanhol, a mãe é marroquina e optou por jogar por Marrocos, por representar Marrocos. E esta foi a primeira grande competição em que ele participou por Marrocos. Portanto, há aqui também um lado afetivo, que foi valorizado pelos marroquinos por essa escolha. A seleção espanhola é uma das melhores seleções do mundo. Seria fácil para Brahim Díaz optar pela seleção espanhola. Ele preferiu jogar por Marrocos. Portanto, há aqui na balança do erro que cometeu e do significado que teve escolher jogar por Marrocos e também pelas boas exibições que fez. Há aqui este equilíbrio e parece que neste momento pesa mais, de facto, este lado afetivo e a compreensão para com o jogador do Real Madrid. Mas houve esta tensão e também críticas que foram feitas por outras pessoas à escolha, ao erro de Brahim Díaz. Mas eu acho que vai ficar tudo bem e vem aí o Mundial, e no Mundial também se poderá redimir. Eu não sei como é que vocês andam de finanças, mas se tiverem uns trocos, tenho aqui uma sugestão de investimento. Eu diria que é de investimento. É um luxo, mas também é de investimento para o futuro. Não sei se terão aí uns trocos para comprar uma das edições especiais que uma marca de relógios suíça lançou, deu homenagem a Novak Djokovic. São relógios únicos, que são feitos a partir de peças processadas das camisas que Novak Djokovic usou durante a carreira. Economia circular. É reciclagem. Uma pessoa pensa: "Isto deve ser baratinho. Se estão a reciclar, normalmente os produtos são mais baratos." O preço de cada exemplar é de €119 mil. Estás a pagar as camisolas, não é? Estás a pagar as camisolas usadas. As camisolas usadas, o nome. Estás a pagar muita coisa. São quantos exemplares? Há três versões diferentes, cada uma relacionada com um dos pisos: a relva, a terra batida e o piso duro. Portanto, são relógios diferentes. A variante azul, por exemplo, que representa o piso duro, foi produzida em 72 exemplares. Se houvesse mais escala, os preços podiam baixar. Estamos aqui em quatro. Não sei, se nos juntarmos todos, fazemos uma vaquinha e tentamos. Não, deixa lá. Não? Ok. Mas a versão laranja, inspirada na terra batida, só tem 21 unidades, mas a da relva, que tem um certo misticismo à volta, o torneio mais importante é o de Wimbledon, existem apenas oito exemplares. E o porquê deste número de exemplares? É oito. Porquê oito? Porquê oito e porquê 72? 72, do azul. Isto tem a ver com as vitórias de Novak Djokovic em cada uma destes pisos, destas superfícies. Tem graça. Eu não sei. Há um sentido para tudo. Tudo tem um sentido e nestas coisas que custam muito dinheiro é bom que haja mesmo um sentido. E também o próprio fabrico do relógio tem tudo a ver, não aproveita só as camisas de Novak Djokovic. Por exemplo, a bracelet é feita de pele branca com costuras em relevo inspiradas na fita de grip, da empunhadura da raquete. Tudo isto tem um sentido. Tem outro valor. Provavelmente até haverá aqui questões de numerologia. Já vimos esta, mas haverá outras. Há aqui uma ciência oculta a funcionar, mas há outra muito mais simples que é o preço. É €119.000. Estão ao alcance de qualquer um. De qualquer bolso e bolsa. Por último, não sei se viram estas imagens, eu fiquei surpreendido. A estátua de Cristiano Ronaldo. Foi vandalizada. Foi vandalizada de uma maneira muito descarada. Descarada, porque foi filmada. Foi filmada e divulgada nas redes sociais. Não foi o busto no aeroporto Cristiano Ronaldo, foi aquela estátua que está também na Madeira, em que Cristiano Ronaldo está de braços abertos. Sim, que está em frente ao museu. O João esteve lá agora há pouco tempo. João, por acaso...? Conta. Não, não estive na Madeira. E não foste lá fazer uma visita? Não, nem vi quando saí do aeroporto. Não foi uma visita cultural. Nem viste o busto. Não trouxeste uma bagreta para o frigorífico, se quiseres, com a estátua. Bem, havia tantas. Era só ir. És aquelas que vai a Roma e não vê o Papa. Foram umas férias culturais, não aproveitaste para ir a museus. Foram, mas não desse tipo de cultura. Não tinha mais que fazer. A sério, não sei o que é que se vai fazer à Madeira se não é para ver a estátua. É incrível é como é que eu saio do aeroporto e a Carla diz que aquilo está mesmo à frente. Nem viste uma selfie. Não vi. Eu tenho uma selfie. Tens uma selfie, então és grande, Carla. Assim a fazer cenas. Fazer cenas? Carinha. Carinhas. Caretas. Poses. Maria João. Mas olha, se tivesse estado agora- Vou lá voltar e faço uma selfie só para vocês. Olha, vai. Estás chamuscada. A estátua deve estar, acredito, não sei, provavelmente foi ali porque foi incendiada. Houve aqui um senhor. Mas aquilo, o material que é, provavelmente nem ficou... Não sei. Eu não faço ideia, mas aquilo estava a arder. Mas teve pouco tempo. Sim, foi pouco tempo, mas estava a arder. Estava a arder porque ele deve ter atirado álcool. Foi sim. Ele primeiro espirou um líquido qualquer. Um líquido deve ter sido. Lá em casa das chouriças também há dentro disso. Também há as chouriças. É preciso cuidado. Perceção mesmo dos detalhes. Estamos a falar de química. O tal começou a dizer que assava as chouriças assim. Então, e é assim que se assa. Provavelmente, eu acho que aquilo deve ser gasolina. Achas? Sim, porque aquilo não é álcool. Aquilo ardeu de uma forma muito rápida. Mas o álcool arde bastante. Sim, mas a quantidade de chama foi diferente. Provavelmente, era combustível de avião. Poucha não devia ser. Não, também não me pareceu. E seria um desperdício, além disso. Mas foram divulgadas as imagens, mas parece que as autoridades já estão no encalço do meliante. Do meliante.