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O mercado de transferências está ao rubro e pode vir aí a grande bomba do verão. Rodri, que foi considerado o melhor jogador do Campeonato do Mundo, nos Estados Unidos, Canadá e México. Dizia-se durante algum tempo que poderia ir para o Real Madrid de José Mourinho, juntar-se ao seu antigo companheiro no Manchester City, Bernardo Silva. O Real Madrid tem feito um grande investimento, mas provavelmente ainda precisa de um reforço sonante para o meio-campo. Seria Rodri, mas parece que Rodri não está disposto a ir para o Real Madrid e, pelo contrário, estará muito perto de assinar com o Barcelona. Seria verdadeiramente uma bomba. Rodri jogou no Villarreal, em Espanha, e depois esteve uma época no Atlético de Madrid antes de se transferir para o Manchester City, onde ganhou tudo o que havia para ganhar, incluindo uma Bola de Ouro. Fez um grande Mundial, já tinha feito um grande Europeu em 2024 e agora esperava-se que fosse o reforço do Real Madrid, mas, em princípio, tudo indica que acabará por ir para a Catalunha. Seria mesmo uma das bombas do verão. O Real Madrid não tem, por isso, deixado de investir. Fez agora a sua maior aquisição de sempre, o extremo marfinense Diomandé e mais de 120 milhões de euros por esta contratação, mas seria um rombo, para além de um roubo, se Rodri acabasse por ir para o Barcelona. Ainda sobre os jogadores espanhóis que estiveram no Mundial, não foi uma das grandes estrelas de Espanha, Gavi. Jogou, mas não jogou muito. No entanto, ele tinha feito uma promessa se fossem campeões do mundo, tal como Marco Asensio tinha feito a promessa de tatuar o rosto do selecionador, Luis de la Fuente, e acabou por cumprir essa promessa. A promessa de Gavi, o médio do Barcelona, era ligeiramente diferente, provavelmente temporária: pintar o cabelo de cor-de-rosa. Cumpriu e prometeu. Já apareceu nas redes sociais com o cabelo cor-de-rosa. Portanto, os dois jogadores que fizeram promessas se fossem campeões do mundo, já cumpriram. Há um terceiro que também fez uma promessa e que até agora ainda não se sabe se cumpriu ou não. Falamos de Lamine Yamal. Ele alinhou neste desafio das promessas e disse que deixaria crescer a barba por três semanas. Não é uma promessa muito difícil de cumprir, mas, para já, ainda não cumpriu a promessa. Aparentemente, seria a mais fácil das três.

Claro.

Eu acho que o nível mais alto era mesmo o do Asensio com a tatuagem do rosto do selecionador, mas foi logo o primeiro a cumprir. Era a promessa mais difícil, mas foi logo o primeiro a cumprir. Vamos para férias, mas antes.

Alguém vai.

Alguém vai.

Vou para férias, era assim que devia ter dito.

Deixa deste plural majestático.

Pois, claro.

Mas não sem antes fazer aqui uma referência e uma homenagem a um dos maiores atletas portugueses de sempre. Nelson Évora disse adeus ao atletismo aos 42 anos, depois de ter ganhado tudo.

Como? Há um atleta que esteja em alta forma depois dos 40 anos, que não seja só Cristiano Ronaldo?

Não são muitos, mas Nelson Évora ainda estava em grande forma. Aliás, comprovou o título nacional, o 13º título nacional conquistado por ele. Eu acho que ele fez mesmo questão de sair em grande, ou seja, mostrar que ainda era capaz de competir ao mais alto nível. Eu, por acaso, estava à espera que ele ainda tentasse ir aos próximos Jogos Olímpicos, mas já é demais. Nelson Évora, que teve uma carreira recheada de títulos, mas também de lesões que o impediram de ir ainda mais longe. Eu acho que se não fossem algumas lesões que teve, lesões muito graves, que puseram não só em risco a carreira, mas também a saúde. Falou-se na possibilidade de amputação, tal era a gravidade de algumas lesões que ele teve.

Não sabia que tinham sido tão graves.

Uma que ele teve por volta de 2011, numa altura em que ele era, senão o melhor saltador, triplo saltador do mundo, dos melhores, sem dúvida. Mais do que os títulos, que ele sempre foi muito competitivo nas maiores competições, como Campeonatos do Mundo, Campeonatos da Europa, eu acho que essas lesões o impediram de alcançar marcas. Por exemplo, a marca que era o grande sonho dele de conseguir saltar acima dos 18 metros, nunca conseguiu, mas mesmo assim, saltando abaixo disso, conseguiu os maiores títulos. Ganhou tudo. De facto, foi campeão olímpico, campeão do mundo, em pista coberta, ao ar livre. Eu devo sublinhar aqui uma das conquistas dele que, para mim, teve maior impacto: a medalha de bronze que ele conseguiu no Campeonato do Mundo de Atletismo, já em 2017, em Londres, com 17 metros e 19 centímetros. Na altura, tornou-se o segundo triplo saltador mais medalhado em Campeonatos Mundiais de Atletismo. Foi apenas, e dizemos isto, apenas uma medalha de bronze, mas foi numa altura em que ele estava a voltar, já depois de ter sofrido essas lesões bastante graves, e ter conseguido essa medalha de bronze naquele momento mostrou, de facto, o espírito competitivo que Nelson Évora tinha e a capacidade de se superar nestas grandes competições. Ele quando chegava às grandes competições conseguia encontrar sempre um extra, mesmo não conseguindo marcas extraordinárias do ponto de vista dos recordes, chegava ali e era capaz de competir, de lutar pelas medalhas. Essa medalha, na altura, impressionou-me bastante, porque muita gente já não esperava que ele conseguisse competir a esse nível e conseguiu. Depois disso, continuou a conquistar medalhas nas grandes competições. Foi, na altura, o quarto atleta português a ganhar uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos. São sete apenas na história de Portugal, o que diz bem da importância.

Da excepcionalidade.

Da excepcionalidade. Se nós olharmos para todas as medalhas de ouro atribuídas em Jogos Olímpicos e pensar que apenas sete atletas portugueses conseguiram este feito, de facto, é um dos nossos maiores atletas de sempre. Despede-se agora do atletismo e da competição.

Com aquela rivalidadezinha com o Pichardo.

Com o Pichardo, também veio animar com alguns exageros, mas vamos esquecer isso, concentrar-nos naquilo que ele deu ao atletismo, das grandes alegrias que nos deu a todos nós. E um grande abraço de parabéns também para Nelson Évora pela extraordinária carreira que teve.