Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

O apito está dado. Primeiro, três toques. Hoje só vou trazer confusões. Então. Confusões, mau ambiente, problemas de relacionamento profissional.

É mais ou menos como nós aqui.

É, exatamente. Isso existe, Paulo, e no futebol, como vamos ver, é muito frequente. Mau ambiente nos balneários. Às vezes fala-se da mística do balneário, da importância do balneário na formação de um espírito de equipe. Menos no Marselha, pelo menos desta vez foi o Marselha. Dois jogadores, Rabiot, internacional francês, e Jonathan Rowe, envolveram-se num- Num bate-boca. Ou bateram outras coisas. Se calhar também bateram na boca, mas aquilo foi grave. Depois da derrota na primeira jornada do Campeonato Francês, contra o Rennes, o Marselha jogou fora de casa, os dois jogadores envolveram-se numa disputa e que foi tão grave que o presidente do clube veio dizer que nunca tinha visto nada assim. Aparentemente, terá sido só verbal. Portanto, nunca tinha ouvido nada assim. Nunca tinha ouvido coisas deste gênero. O próprio presidente disse que também o treinador, Roberto De Zerbi, que tem já muitos anos de futebol, também nunca tinha visto nada assim no balneário. Nos balneários, às vezes há excessos e quando há uma derrota e quando os jogadores não gostam uns dos outros, por vezes há trocas mais acaloradas de argumentos.

E há umas trocas de argumentos que até deixam os balneários todos partidos.

Às vezes também acontece. Pode acontecer. Não é desejável. Há pessoas muito expressivas.

Sim. Com palavras fortes.

Isto impressionou-me que, apesar de ter sido só uma discussão, não terem chegado a vias de fato, foi o suficiente para o clube, neste momento, estar a ponderar pôr os jogadores à venda. Pelo menos o Rabiot é um jogador com um estatuto importante. Não sei se isso não será um pretexto para os despachar, se calhar é uma forma de os pôr a andar do clube, mas parece que a coisa foi mesmo grave. No Brasil-

O que é que aconteceu no Brasil?

No Brasil não foram os jogadores, foram os adeptos. Aqui há pouco tempo tinha acontecido no Palmeiras, com os adeptos a invadirem o centro de treinos. Agora foi no Santos. Neymar, eu falei aqui da derrota pesada do Santos contra o Vasco da Gama, seis a zero, a pior goleada da história da carreira do Neymar. Ele saiu a chorar e os adeptos não gostaram muito disso.

Da goleada ou de ele sair a chorar?

De ele sair a chorar. Eu acho que podemos ouvir aí um sonzinho. Agora sair a chorar. Temos aí um sonzinho, não temos?

É coisa do homem.

Você é a estrela desse time, certo? Você é o maior jogador do planeta. Se você chorar, imagina o resto desses caras. Se você chorar, imagina o resto desses caras. Se você discutir com o torcedor, vai dar margem pra qualquer um aqui discutir com o torcedor.

Vamos lá ver. Afinal, é um adepto do Santos. Não dá para ver, claro, aqui, mas neste vídeo, Neymar está rodeado de adeptos que tinham invadido o centro de treinos.

Uma troca de argumentos, lá está.

Uma troca de argumentos para protestar em relação ao momento e para, no fundo, aqui, eu acho que é quase uma ação pedagógica. Isto é. Não foi nada agressiva. Eu acho que alguém que não os adeptos, ou um adepto, poderia ter dito isto a Neymar: "Não saias do campo a chorar, porque se a maior estrela do clube dá esse exemplo, então isto manda o moral abaixo."

Parece muito sensato.

Nós às vezes pensamos que os adeptos entram ali pelos centros de treinos para partir aquilo tudo.

Nunca aconteceu, nem cá.

Nunca aconteceu. Eu estou a falar uma hipótese meramente acadêmica.

Imagina que em Alcochete uma vez aconteceu. Por exemplo, quem diz Alcochete diz outro sítio.

Diz Olival, diz o Seixal. Podia acontecer em qualquer lado. Nunca aconteceu. Aqui estamos a ver os adeptos a invadir o centro de treinos, mas para uma ação pedagógica do mais alto nível. Eu fiquei impressionado. O Neymar foi para casa a pensar nisto. Claro que sim. Ele deve ter pensado: "Nunca ninguém me disse uma coisa desta." Nem minha mãe lá em casa. Nem a mãe, nem o treinador, nem o presidente. Foi um adepto que o chamou à razão e disse: "Ô Neymar, não chores, está bem? Não saias do campo a chorar." Não chores e não manjes vir com a torcida, não foi o que ele disse? Porque ele também teve aqui um episódio há uns tempos que ele foi discutir com o adepto ainda em campo. Deixou um recadinho este adepto. O adepto insultou, aqueles protestos dos adeptos durante o jogo, no calor do jogo, e o Neymar foi confrontá-lo. E o que ele está a dizer é: "Não faças isso, porque se tu fizeres isso, se tu, como a maior estrela da equipe, deres esse exemplo, os outros jogadores também vão se sentir autorizados ou com legitimidade para confrontar."

A hipótese de chorar.

Não chores e não discutas com os adeptos, joga a bola, no fundo. Por último, outro exemplo da tensão dos tempos modernos. Tensão. Não é atenção, é tensão. É tensão. É tensão. Sem o A. Muito tensos Que se manifesta sobretudo nas redes sociais. E agora parece que há uma moda que é os jogadores quando estão insatisfeitos num clube e querem forçar a saída, o que fazem?

O que fazem?

O que fazem?

O que fazem?

O Jokeres fez o quê? O Jokeres fez greve, basicamente não apareceu para treinar. Há outros que não começam por ir tão longe, aquilo que fazem é deixar de seguir o clube nas redes sociais.

Está certo. Coisa tão infantil.

"Eu quero mostrar o meu desagrado e agora já não sigo". "Não quero saber de ti". Isso acontece nas relações amorosas, muitas vezes, sobretudo nos famosos. E depois apagam as fotografias onde estão juntos. Foi o que fez o Wesley Fofana, jogador do Chelsea. Fofana? O Fofana.

Ok.

Fofana? Fofana. Fofana. O que ele fez? Apagou as fotografias? Ele não está contente por ser pouco utilizado, quer sair do clube. Ele foi contratado em 2022 por € 80 milhões ao Leicester. É muito dinheiro, mas agora não tem sido muito utilizado. E o que ele fez então? Fez o que outros jogadores têm feito noutros clubes, que é: apagou todas as referências no seu Instagram ao clube, que é o Chelsea.

Que infantilidade.

E deixou de seguir. É bom não esquecer que ele tem contrato até 2029.

Ainda falta um pouquinho. Quem é que contrata um jogador, que paga 80 milhões, com contrato até 2029 e depois não o põe a jogar? Alguém devia ir para a rua por essa decisão, não? Digo eu, mas no futebol...

Mas no futebol- Ele vai ter de repensar no seu Instagram. Vai ter de começar a fazer posts: "hoje o dia começou assim". "A caminho do Chelsea". Ou então pôr do Chelsea. "A caminho do centro de treinos".

Que piadinha, João.

"A caminho do centro de treinos". Não, é melhor fazer essas coisas inofensivas. E são bem giros os posts do Paulo. São muito giros.

Quando me chatear convosco, vou apagar essas coisas todas.

Apagas isso tudo.

Aí é que o Paulo vai mostrar o que vale.

Segue o exemplo do Fofana.