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Hoje o primeiro toque tem de ir para o grande vencedor.

O incrível. O magnífico.

Todos os adjetivos são poucos para descrever o que já conseguiu fazer na sua ainda curta carreira, Carlos Alcaraz, o tenista espanhol.

Ainda curta. Já conseguiu isto tudo.

Já conseguiu o que muito poucos conseguiram ao longo de carreiras muito mais longas. Carlos Alcaraz ontem com a vitória no Open da Austrália tornou-se o mais jovem tenista masculino a conquistar os quatro principais torneios do circuito, chamado Grand Slam. Fez o Grand Slam de carreira. Continua a escapar a esta geração o Grand Slam de calendário do ano, mas já conseguiu fazer aquilo que muito poucos conseguiram fazer. Roger Federer, Rafa Nadal, Novak Djokovic, Andre Agassi, dos mais recentes conseguiram fazer, ou seja, ganhar os quatro principais torneios, mas nenhum conseguiu fazer com a idade de Carlos Alcaraz, que aos 22 anos torna-se assim tão o mais jovem a conquistar os quatro torneios. E enfrentou o recordista de Grand Slams, Djokovic, que tem já 38 anos.

É um coto ao pé do Alcaraz.

São 16 anos de diferença.

E o corte deve fazer diferença.

Sobretudo quando os jogos se arrastam e as jogadas mais longas também se notam.

E as mais rápidas.

As mais rápidas.

Naqueles pontos mais longos, já se nota em certos momentos. A qualidade acima de tudo. Carlos Alcaraz tem uma qualidade extraordinária. Ele consegue fazer aquilo com jogadores da sua idade, só que nenhum consegue acompanhar aquele ritmo durante muito tempo. E assim conquistou este Grand Slam de carreira. Faltava-lhe mesmo o Open da Austrália, que tem sido o recreio de Novak Djokovic, mas desta vez não conseguiu. E já passaram mais de dois anos desde o último torneio do Grand Slam conquistado por Novak Djokovic, que tem chegado a finais, mas parece que tem sempre faltado uma coisinha. E desta vez essa coisinha foi Carlos Alcaraz, que ficou entre ele e a conquista do 25º título do Grand Slam para Djokovic. Alcaraz, que ganhou o maior prêmio monetário de sempre no Open da Austrália. Houve um aumento de 19% em relação ao ano passado. É muito superior ao valor da inflação. Carlos Alcaraz conseguiu levar pra casa.

Quanto?

2.380.000 euros.

É simpático.

É um valor agradável.

Não é só para ele. As equipes dos jogadores a este nível são vastas.

Sim, são. Desde agentes, nutricionistas.

Marketeiros.

Há muita gente, mas não vamos menosprezar este valor.

Mas 2 milhões.

Isto é apenas o prize money.

Sim, o valor monetário mesmo, de dinheiro. Depois há tudo o resto.

Tudo o resto que um jogador destes consegue amealhar.

Muita publicidade, muita coisa. Muitos contratos.

Ainda por cima tão jovem.

Começa a poupar já para a reforma.

Eu acho que ele não vai ter problemas. Calculo que não. Mas às vezes nós olhamos para as boxes, para os camarotes onde estão as equipes e familiares, e de fato é muita gente a viajar.

Claro. Com ordenados, também.

Com ordenados, claro. E alguns têm mesmo que ter ordenados, são profissionais. Mas para além dos profissionais, depois há uma série de pessoas que estão ali à volta, familiares e amigos. Sabemos como é. Agora vamos passar para um dos nossos temas preferidos.

Então, reforma.

É que isso é noutro sentido.

Segunda parte às 16h.

Curling.

Curling também podia ser, mas não. É estátuas que precisam de reforma. Precisam de um restauro, pelo menos, porque não são grande coisa. Desta vez a vítima, ou o homenageado, que acaba por ser uma vítima, foi Radamel Falcao.

Isto é uma estátua?

Isto é uma estátua. Existe. Eu não sei.

O nosso ouvinte vai ter que pesquisar na net, porque de fato isto merece a pena.

Está brincando.

Alguém quis homenagear Radamel Falcão, o antigo avançado do Futebol Clube do Porto, também passou pelo Atlético de Madrid, capitão da seleção colombiana, e alguém o quis homenagear na sua cidade natal, Santa Marta, na Colômbia. Parece que um senhor benemérito chamado Alonso Ramírez, que terá oferecido esta estátua.

Esta estátua é feita de quê? Papelão?

Parece uma folha de papel.

É de ferro com uma pátina de óxido de cobre. Eu não sei se é assim em português que se diz.

Ficou bonito.

Vocês têm que olhar para isso também como uma liberdade de estilo.

É. A cara está tal e qual. A cara dele é pouco redonda e a cara está sobre o comprido.

Eu diria que parece um bocadinho inacabada.

É isso. Inacabada.

Faltou ali um bocado de ferro para acabar.

Vocês também olham para um Picasso e dizem que aquilo não está conforme. Enfim, tudo bem.

Também o dourado acho que se dispensava. Acho que se isto ficasse só com o ferro Disfarçava um bocadinho melhor. Aqui o dourado chama a atenção. Até lá, aquilo está num pelinho. E depois há toda uma explicação, há um texto a explicar o porquê desta homenagem. É tudo muito bonito, menos a estátua. A estátua não é das melhores obras de arte. Por último, deixa-me só trazer esta história que viralizou por aí. Não sei se tiveram a oportunidade de ver a história do pugilista que este fim de semana combateu no Madison Square Garden. Jarrell Miller ganhou o combate contra o adversário, o Kingsley Ibe, mas perdeu o cabelo.

Então fez uma aposta.

Não, perdeu mesmo o cabelo. Perdeu o capacinho.

Então, mas foi para o combate de capacinho?

Pois, ao menos o capacinho. Houve ali um momento.

Menos indicada.

Houve ali um momento.

Eu sei que não vale puxar os cabelos, mas no combate...

Mas foram murros, uma série de murros na cabeça e o capacinho começou a mexer até que saltou e ele depois atirou para o público. Mas atenção que ele depois vai explicar o que é que aconteceu. Ele diz que o problema, a culpa disso tudo foi da mãe.

Por quê? Deu-lhe a cola errada.

Não foi a cola. Ele diz que foi a casa da mãe e que estavam lá uns frascos de xampu e ele usou aquilo, mas afinal aquilo era lixívia. Ou uma coisa meio tipo lixívia.

O capacinho ficou loiro?

O cabelo desapareceu e ele teve que pôr um capacinho. Foi o que lhe aconteceu.

O cabelo desapareceu?

Sim, ele usou aquele produto.

Lavou o cabelo com lixívia.

Exatamente. Alguma coisa aconteceu e ele depois teve que pôr um capacinho. Podia ir careca, acho que não ficava muito mal.

Na verdade, acabou por ficar.

Ficou na pior das alturas, mas ganhou o combate. Perdeu o cabelo, ganhou o combate.