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É uma das maiores estrelas do atletismo mundial neste momento. A atleta britânica Keely Hodgkinson, vinda agora do mundial de pista curta, não de pista coberta. De pista curta, ganhou a prova dos 800 metros, já tinha ganhado nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024. É uma atleta formidável, muito bonita. Não sei se hoje ainda se pode dizer essas coisas. É, de facto, uma atleta muito bonita, mas mais importante do que isso é que é extraordinária. Extraordinária, é a melhor, não disseste tu? E ela é tão boa naquilo que faz que ainda se permite humilhar clubes. Isto não é pra todos. Humilhar. Foi mais ou menos isso que Keely Hodgkinson fez. Por quê? Há uma candidatura de Londres para receber os Campeonatos do Mundo de Atletismo de 2029, que pode estar em causa devido à posição do West Ham United, que não quer ceder temporariamente o estádio onde joga, o Estádio de Londres, para a realização dos Campeonatos do Mundo de Atletismo, porque isso implica que no início da época de 2029, 2030, o West Ham jogue num outro estádio que não aquele onde joga habitualmente. E não querem ceder. Keely Hodgkinson, que é uma fã confessa do Manchester United, já veio dizer que isto não é admissível, que o clube não pode estar a atrapalhar as coisas da candidatura de Londres para receber os Campeonatos do Mundo. E usou um argumento, e este é que foi um bocadinho humilhante para o West Ham. Ela disse que a equipe da Grã-Bretanha trará mais medalhas pra aquele estádio do que o West Ham viu em toda a sua história. Oh, meu Deus. Medalhas, neste caso, de títulos. Exato, títulos. O West Ham não é propriamente um clube que tenha vencido muitas competições ao longo da sua história, mas eu acho que não era também necessário. Não era preciso chegar a tanto. Não havia necessidade. Partir assim pra ignorância. Claro que isto motivou reações fortes, sobretudo dos adeptos do West Ham United. E o clube também respondeu, não diretamente à Keely Hodgkinson, mas veio justificar a sua posição. Diz que o clube tem o direito contratual que garante a prioridade dos jogos de futebol do West Ham durante a época. Ou seja, o clube não está obrigado a ceder, a sair durante aquele período para que lá se realize aquele evento ou outro qualquer. Claro que é importante também para a cidade e para os próprios atletas poderem disputar, que aquela competição se dispute em casa e poderem estar numa competição junto dos seus adeptos. Vamos ver como é que estas coisas acabam. Eu não sei se será uma boa estratégia humilhar assim. Pois, se calhar, não. Se calhar, não é boa ideia. E isto justifica-se, talvez, por Keely Hodgkinson ser fã do Manchester United, que também nos últimos anos, olha, por falar em títulos, também não tem nada. Acho que o West Ham e o United nos últimos anos ganharam mais ou menos o mesmo. Agora, nós sabemos todos que usar o telemóvel, por exemplo, quando estamos a conduzir é proibido. Não se deve usar, mas há outras situações em que não é nada aconselhável que se use o telemóvel. Por exemplo, quando se está no banco de suplentes. Se for em campo, se for no relvado, nós sabemos. Aí fica um bocadinho difícil. Aí convém mesmo não levar o telemóvel lá pra dentro. Só se for com auriculares, não é pra atender a chamada. Os árbitros usam, não é telemóvel, mas tem que estar em comunicação com o VAR. Mas no caso dos jogadores, também no Campeonato Brasileiro, pelo menos, eu creio, não sei se esta regra, o Pedro Henriques poderia esclarecer-nos sobre isso, se esta regra é válida para Portugal também. Mas no Brasil, de facto, é proibido. No banco? No banco, os jogadores não podem usar o telemóvel. Faz sentido, têm que estar atentos. Têm que estar atentos. Porque pode entrar a qualquer momento, portanto, tem que perceber o que se está a passar. Não? Digo eu. Saber pra que lado é que estão a jogar, por exemplo, qual é a nossa baliza. Estamos a jogar pra que lado. Ou podem estar a fazer uma aposta. Ou isso. Alguns. Ou podem estar a ver o jogo no telemóvel. Se calhar, muitos estão. Normalmente os adjuntos usam aqueles iPads. Tablets. Os tablets para ver a repetição de alguns lances no momento. E isso é frequente, mas parece que os jogadores não podem. No banco, não. Não podem usar os telemóveis. Foi o que aconteceu com Memphis Depay, que é o jogador neerlandês que joga neste momento no Corinthians, e foi apanhado com o telemóvel, a ver o telemóvel no banco. Tal e tal. O caso foi denunciado ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva. Isto não é brincadeira nenhuma. O Supremo da Justiça Desportiva, que encontrou este caso no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. Disseste o nome do artigo. Podíamos ter aqui hoje o Luiz Rosa a comentar também. Já tínhamos o Pedro Henriques e o Luiz Rosa. O Luiz Rosa, já eram dois. Podíamos convidar também o Rogério Alves, que teria qualquer coisa a dizer sobre isto. Este artigo pune qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva e, portanto, pra além de arriscar uma suspensão, o jogador também poderia ser alvo de uma multa A Procuradoria quis que este caso fosse julgado como um caso exemplar, que servisse de exemplo para os outros atletas. Memphis Depay defendeu-se como? Ele disse que só estava a usar o telemóvel para comunicar com a equipa médica nos Países Baixos. Ele teve uma lesão recentemente, então estava a comunicar com os médicos. Foi o que ele disse. E nós temos de acreditar também na palavra das pessoas. Claro que sim. Mas já sabem. Já sabemos, sim. Quando estivermos no banco. Não do vosso carro, mas do banco de suplentes, não usem o telemóvel ou isto pode ir parar ao Supremo Tribunal de Justiça Desportivo. Depois vem o artigo. O 258 e depois já sabem a que é que se arriscam. Continuamos no Brasil para o nosso último toque desta semana, para falar de um homem que quando fala é mais do que um poeta, é um filósofo. Estamos a falar de Romário de Souza Faria, o mítico avançado do "excret Canarinho", que sempre teve uma inclinação para se envolver em muitas polémicas. É dele a frase que hoje é usada a torto e a direito, por tudo e mais alguma coisa, por todas as razões e nenhuma. Ele disse a propósito de Pelé: "Pelé calado é um poeta". E quantas vezes nós já lemos esta frase nas redes sociais, mas o autor original da frase, ainda por cima com um alvo como Pelé, foi Romário de Souza Faria. E ele agora voltou ao ataque para atacar um jogador que até passou pelo futebol português, Walter Casagrande, também antigo avançado brasileiro, que criticou Romário. Casagrande criticou Romário por ser senador. Romário também enveredou por uma carreira política e diz que Romário nunca está no Senado. Então anda a falhar, se calhar está no banco ou lá no Senado. Ao telemóvel. A falar com os médicos. O ex-jogador Romário veio depois defender-se e criticar violentamente Casagrande e disse, não sei se esta ficará para a história e será tão utilizada como a original, mas ele disse que calado, Casagrande é mais do que um poeta, é um filósofo. Ou seja, quando Casagrande não fala, diz muito. Isso pelo menos é o que Romário diz, para além de outras coisas que eu não posso reproduzir aqui. Ainda é cedo. São 19h57. São 19h57. Sabes o que isso quer dizer, não sabes? Já não temos tempo.