Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Pimba! E então? Vamos lá.
Eu queria trazer aqui uma história que já tinha falado na semana passada sobre um apostador britânico que conseguiu apostar apenas £10, que é mais ou menos o mesmo em euros, e ganhar £200.000.
Olha, bom negocinho.
Uma aposta. Mas não foi uma aposta nada simples, porque este apostador conseguiu acertar no número de pontapés de canto de 18 jogos diferentes.
Olha.
Excitante. É preciso ter muita pontaria.
É mais difícil do que acertar para número.
Sim, provavelmente. Exatamente. Ele decidiu apostar que todos estes jogos teriam no total mais de 9,5 cantos. Depois fazendo a média de todos os jogos.
De cada jogo, não é?
De cada jogo.
9,5 de cada jogo, claro.
E acertou, com cinco destes jogos a acabarem com 10. Era o mínimo, era o número limite, tinham que ter mais de 10. Não podia haver nenhum abaixo, mesmo depois a média permitisse ganhar, em todos os jogos tinham que ter pelo menos 10 cantos.
Isso foi numa daquelas plataformas de apostas online, não é?
Sim. E curiosamente também apostou mesmo em cima da hora. Faltava dois minutos antes do início do jogo.
Foi uma inspiração.
É, foi ali uma epifania.
9h30. Pimba, toma lá £200.000.
Aquilo tem um prazo, não podes apostar quando o jogo já está a decorrer.
Claro, tem que ser antes do início do jogo.
Tem mesmo de ser antes do início. E foi mesmo ali régio véspera, mas compensou e de que maneira. Apostar £10. Quer dizer, isto deve acontecer.
Não sei se vão ver bem a cara do Paulo.
Paulo.
O Paulo a fazer contas de cabeça.
Tu eras homem para apostar no número de cartões amarelos em cada jogo. Homem para apostar sou. É tirar um número para cima da mesa. A estatística pode ajudar. Claro. Cartões amarelos, o que é normal? Cinco, seis por jogo? Sim. Não sei. Os cantos. Cinquenta é demais. Zero é de menos. No caso dos cartões amarelos e cartões vermelhos, é olhar para as estatísticas não só dos clubes, mas também dos árbitros. Claro. Os pontapés de canto é um bocadinho mais difícil, digo eu. Completamente aleatório. Por muito que se estude a estatística. Enfim, mas haverá um número de cantos mais comum que o outro. Claro, óbvio. Depois pode haver os jogos entregados.
£200.000, olha, maravilha.
É maneira.
Espetacular.
Vou começar a analisar as estatísticas para ver se me saem £200.000. Exato. Neste fim de semana. Convém apostar. Apostar e não falar só. Parece que é importante.
Vocês apostam ou não?
Eu por acaso não.
Não?
De vez em quando compro uma raspadinha.
Ah, maluco! Já se viram um galão. Vá, maloqueiro.
O problema é que dá muito trabalho apostar. Estar ali. Estas coisas exigem empenho.
Dedicação.
É, tens depois os jogos, escolher os jogos. Não, não é para mim.
Muito bem. Olha, do fim de semana resultou um encontro especial.
Um encontro de portugueses. Vocês não têm aquela sensação também quando vão de férias a algum lado, parece que encontram sempre portugueses?
Sim, claro.
Todos nós dizemos isso quando vamos de férias. Ou às vezes até amigos, até conhecidos, mas é muito comum dizermos que quando estamos de férias nos lugares mais insólitos encontrarmos portugueses. Ora, isso aconteceu com Cristiano Ronaldo, que está em digressão com o Al-Nass na Ásia e encontrou em Hong Kong. Quem é que ele encontrou no mesmo hotel? Vocês nunca vão adivinhar. Diz. João, não foi o João Félix. O João Félix estava com ele também. João Baião. Foi um encontro filmado por jornalistas. De repente, a megaestrela mundial.
João Baião?
João Baião. E o também conhecido, mas menos, Cristiano Ronaldo, cruzam-se, cumprimentam-se, reconhecem-se, isso foi filmado. E depois o mais curioso é que nos dias seguintes, ou no dia seguinte, João Baião diz que as pessoas à porta do hotel pediam para tirar fotografias com ele, que era o amigo do Ronaldo.
Ficou conhecido como o amigo do Ronaldo.
O amigo do Ronaldo, porque viram o abraço efusivo entre os dois, os dois se cumprimentaram. Então no dia seguinte, o João Baião já estava transformado numa vedeta em Hong Kong.
Claro.
Graças ao seu encontro e ao reconhecimento, claro.
Mas também assim se vê o poder de Cristiano Ronaldo.
É uma coisa. Eu, por acaso, quando estive aqui há uns anos em Hong Kong, era omnipresente a imagem do Cristiano Ronaldo. Em tudo que era publicidade, desde o aeroporto, paragens de autocarro, as publicidades mais diversas, de telemóveis, de bebidas, estava lá o Cristiano Ronaldo. Fisicamente não estava, mas agora esteve. Mas é de facto impressionante. E Jorge Jesus, provavelmente nem ele tinha essa noção, e agora que o está a treinar, ele já fez questão de repetir várias vezes nos últimos tempos que não se tem bem ideia da dimensão da fama, do alcance de Cristiano Ronaldo, mas este é apenas mais um exemplo. João Baião tornou-se uma megaestrela mundial graças a este encontro improvável e inesperado com Cristiano Ronaldo.
Com Cristiano Ronaldo.
Um reencontro, por falar em reencontros, mas este é um pouco mais infeliz.
O que é que foi?
Foi o de Rúben Amorim com Viktor Gyökeres.
Opa!
O Manchester United e o Arsenal foi o grande jogo da primeira jornada da Premier League e motivou logo este reencontro entre o treinador português e o avançado sueco E isto não foi muito feliz, este reencontro para os dois. Quer dizer, foi um bocadinho mais infeliz para Gyökeres, porque o Arsenal acabou por ganhar. Ruben Amorim perdeu na estreia na Premier League. Vamos ver o que se diz sobre esta próxima temporada. Ruben Amorim vai estar sob muita pressão desde o início e com esta derrota, essa pressão ainda é maior, mas Victor Gyökeres também vai estar sob muita pressão no Arsenal. Espera-se muito do avançado sueco e a verdade é que ontem ele pouco fez. O Arsenal ganhou, é verdade, mas Victor Gyökeres foi substituído aos 60 minutos de jogo, não fez um único remate, tocou 21 vezes na bola, nem está mal, mas as vezes que tocou não foram muito decisivas. E agora, claro, a pressão aumenta para o avançado sueco, de quem se espera muito e muitos gols. Há quem diga que ele está um bocadinho enferrujado. E é curioso, os dois vieram do Sporting e neste primeiro reencontro na Premier League, aquilo não está muito bem. É o meu lado patriótico a vir ao de cima, espero que o Ruben Amorim tenha mais sorte do que no ano passado. Aliás, é bom que tenha, porque caso contrário, não vai ficar muito tempo no United.
Muito bem. Eu achava que vamos falar muito de Gyökeres nos próximos tempos.
Achas que sim? Eu acho que quando ele recuperar a forma, parece-me que não está em grande forma, de facto, até forma física, mas parece-me que quando recuperar a forma é capaz de incendiar a Premier League.
Ui!