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E começa agora o Três Toques da Rádio Observador, sempre com Júlio Magalhães. Já sabe que, para além de nos ouvir na rádio, também nos pode ver e acompanhar no YouTube, Facebook e site do Observador. Pegue na bola.

Pegas, claro.

Porque quero voltar a um tema sobre o qual tenho investigado muito, tenho debruçado muito. Divulgámos aqui, certamente por mim. Daí as dores nas costas. É isso. É o peso da informação e da pesquisa. Eu estou muito atenta a estas coisas, mas depois nunca mais voltámos a falar sobre isto e há grandes novidades. Júlio, por favor, explica aqui ao João e ao Paulo o que é feito aquele famoso caso dos irmãos Pogba, que mete bruxarias, extorsões. É uma boa forma de começarmos estes Três Toques, Júlio, por favor.

É, pôr um toque de ciência nisto tudo. É verdade. Ora bom dia, vocês nem vão acreditar.

Pois não? Eu acredito. Muito.

Então depois vou-vos contar. A Carla esteve a ver isto e de facto é uma história extraordinária. Lembra-se então que o irmão de Paul Pogba e os amigos, Paul Pogba era o que estava no Manchester United, agora está na Juventus, foi acusado pelo irmão Mathias Pogba, que quis denunciá-lo por bruxarias que visavam lesionar Mbappé. Na altura era só isto. Foi apanhado. O Paul Pogba pôs as autoridades--

É um bocadinho confuso, eu sei.

É. Um é Paul, o outro é Mathias. Um é Paul, o outro é Mathias. Vamos tratar assim. O Paul é o mais importante, o Mathias é o irmão. Pôs as autoridades em campo porque lhe exigia 10 milhões de dólares, o irmão e um grupo de amigos, acusando-o de já não ajudar os mais próximos, a família, os amigos, ou seja, o Pogba esqueceu-os. Eles fizeram uma emboscada, exigiram 10 milhões de dólares, ele denunciou à polícia. Como é que isto acabou? O Mathias Pogba está preso. E onde é que ele está agora?

Preso.

Está preso. Tem sido uma novela que os jornais franceses e ingleses não se têm cansado de contar. E agora o Daily Mail teve acesso a declarações do irmão, que está preso, que disse, entre outras coisas, vocês vejam isto, que Paul Pogba até encomendou a um feiticeiro, um ataque de traças sobre os jogadores, naquela final no Stade de France do Campeonato Europeu, para os prejudicar.

Um ataque de traças.

Lembram-se?

Lembro.

Sabem qual foi a final? Foi a Portugal-França, que Portugal ganhou 2-1.

E vimos uma traça em cima do Cristiano Ronaldo.

Ora bem, exatamente.

Paulo, não te lembras? Sim.

Estás a falar a sério?

Sim.

Não te lembras do Cristiano Ronaldo lesionado?

O Paulo esqueceu-se dessa final.

Esqueceu-se. Essa foto ficou icónica, o Cristiano Ronaldo sentado, lesionado, e na altura diziam que era uma libelinha, não sei o quê, a passar. E ficou essa foto.

Está ali a Maria João a mostrar-me uma traça.

Não te lembras, Paulo?

Aquela traça foi meio estranha.

É esta, a Amelia.

Para mim parecia uma libelinha, uma borboleta, mas pelos vistos era uma traça. Diz o irmão que foi o Paul Pogba quem comentou.

E a polícia mete-se nisto?

A polícia prendeu, porque há aqui muitos outros pormenores, não é só este. Isso é uma das coisas que o irmão acusa o Paul Pogba de ter feito.

É a mais forte. É a acusação mais forte, mais sustentada.

Andar a fazer bruxarias.

Está o fim do mundo. Eu um dia também vou encomendar um monte de moscas para mandar-lhes ao estúdio, para eu saber o que é que vocês dizem nas minhas costas. Costuma-se dizer: "Só queria ser mosca para ouvir isso."

Exato.

Eu vou mandar.

Um monte de moscas.

Melgas há muitas, de facto. Ataques de melgas.

Tu debruçaste sobre o quê, Paulo Ferreira?

Isto está muito sério, de facto. Eu vou aligeirar isto com números. Estou mais ligado aos números. Trouxe aqui aquela história do mais jovem jogador na liga irlandesa, vocês lembram-se? E depois na liga inglesa. Basicamente, a lógica do mais jovem. Bom, agora vou surpreender-vos, porque estive a estudar ainda mais a fundo o assunto. Quase tanto como a Carla estudou este tema aqui das traças e da bruxaria. E li também que, obviamente, também há estatísticas e os rankings dos mais velhos de sempre. E quase vos garanto, embora enfim, nunca se saiba o que vai naquela cabeça, na cabeça dele, que este record o Cristiano Ronaldo não vai conseguir bater, não vai conseguir ultrapassar, com ou sem traças, isso é indiferente. Júlio, explica lá isto tudo muito bem. Lembras-te daquela mensagem que eu te enviei esta madrugada? Força.

Pois, vamos lá então. Cristiano Ronaldo já, como sabem, se convocou ele próprio para o Catar e também para o Europeu, em 2024, só em 2024. Ainda vão levar mais uns tempos com o Cris, foi esta a frase dele. Pois bem, em 2024, o Ronaldo terá 39 anos. Faz a 5 de fevereiro. Já agora eu lembro-vos que faço a sete, no mesmo mês.

Está quase. Está quase. E a mesma idade, praticamente.

Isto é quase a mesma idade. Isto vem tudo na edição de ontem do jornal A Bola, que o Paulo esteve a ler. Pois para bater o record, Ronaldo depois disso terá de jogar mais sete anos. Essam El Hadary é um jogador egípcio, tem esse recorde do mundo. Tinha 45 anos, cinco meses e 10 dias, quando a 25 de junho de 2018 jogou com a Arábia Saudita pelo Egito. De resto, dos 10 jogadores mais velhos de sempre, oito eram guarda-redes, só dois é que eram avançados. Era este egípcio e um camarones não sei se vocês lembram, o Roger Millá, no mundial de 1994.

O Paulo lembra-se.

O Paulo lembra-se. A 28 de junho jogou frente à Rússia, tinha 42 anos, um mês e oito dias. Portanto, nunca se sabe o que vai na cabeça do Ronaldo. E por isso, se calhar, ainda vamos contar com ele em 2030, no Campeonato do Mundo, que tudo indica vai ser organizado por Portugal e Espanha. Ora, sendo cá, pode ser uma janela de oportunidade e para bater este recorde em 2030, o Ronaldo ainda tem que estar a jogar nessa altura.

Eu diria que é mesmo uma porta de oportunidade aqui, grande.

Pois é. É grande.

Uma porta. Bem, uns falam de traças, outros de idades. Eu tenho de zelar pelos nossos ouvintes. Eles ontem ouviram, tal como eu ouvi, que ias contar aqui uma história a propósito do jogador hondurenho que pediu a camisola ao Messi, e também a história de um recordista do mundo da maratona. Prova que eu estive a ver do princípio ao fim. Foram 42 quilómetros mais uns metros e menos uns segundos. Enfim, as coisas que eu sei. Júlio, avança.

Olha, Eliud Kipchoge é queniano. É o Kipchoge. É um queniano. Às vezes liga. Tem 37 anos, voltou a bater o recorde do mundo da maratona. Como sabem, a maratona tem 42 quilômetros, 195 metros. Isto é um momento de história para homenagear um soldado grego. Um banho mesmo de cultura. Que no ano de 490 antes Cristo, teve que levar uma carta de Maratona a Atenas para anunciar uma vitória militar. Quando entregou a carta, a seguir morreu de cansaço. Hoje, desafia-se a ciência da maratona. Este Kipchoge tirou este fim de semana em Berlim, 30 segundos ao anterior máximo mundial, que era dele. Fez 2h01min09s. A meio do percurso, portanto, aos 21 quilômetros, estava com menos de uma hora. E por isso chegou-se a pensar que era desta que ele ia chegar à mítica marca de baixar o recorde para menos de duas horas. Ainda não foi desta. Os cientistas por vezes escutam até onde pode ir esta capacidade humana e qual é o limite para se fazer uma maratona ou outra prova qualquer, ou seja, quanto tempo é possível diminuir. Já esteve em 2h20min este recorde do mundo, vejam lá, já vai no 2h01min.

2h01min.

Impressionante. E, portanto, até onde se pode ir? Hoje diz-se que os equipamentos e sobretudo as sapatilhas ajudam muito a bater estes recordes, mas a verdade é que este queniano diz que ainda vai tentar baixar das duas horas este recorde do mundo da maratona.

Paulo, ouviste o que está nas sapatilhas?

Sapatilhas. Eu pensei que era nas pernas, basicamente.

Deve ser das 157 sapatilhas.

Exato. Não, pensei que estava nas pernas. Compramos umas sapatilhas destas, se calhar.

Não, se comprares, chegas lá.

Olha, para fechar.

Não, é notas de autor. Já não tenho tempo para aquela história que vos disse a propósito do Messi. Amanhã conto. Amanhã vocês lembrem-me para contar. Hoje há o Portugal-Espanha, atenção, é um jogo decisivo. Lembrem-me para contar também uma história do Irão, onde está agora o Carlos Queiroz. Está no Irão e que vai ao mundial. E também do mundial de basquetebol, que está a ser disputado na Austrália e a seleção dos Estados Unidos bateram o recorde, quase igual ao meu. Pois amanhã eu conto.

Falamos sobre tudo amanhã. Júlio Magalhães e o Três Toques das manhãs 360, se não ouviu desde o início, daqui a pouco já está disponível em podcast.