Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Touchdown! Unbelievable! É o arranque do Vamos à Bola das manhãs, 360 hoje, com o jornalista Miguel Viterbo Dias. Bom dia, Miguel, vamos aos destaques.
Bom dia. Começamos, claro, por destapar a detenção de Luís Filipe Vieira, que obrigou a reuniões de emergência na cúpula do Benfica. Vamos tentar perceber em que ponto está essa preparação dos encarnados pro caso de ser necessário substituir o presidente. E vamos também falar da meia-final entre a Inglaterra e a Dinamarca. Os ingleses acabaram por vencer e marcam presença na final pela primeira vez. Nas modalidades, Roger Federer foi eliminado em Wimbledon e deixa em aberto a hipótese de não voltar a jogar no próximo ano.
E Miguel, começamos então este jornal de desporto pela detenção de Luís Filipe Vieira, que obrigou a reuniões de emergência na cúpula do Benfica.
O Benfica que esteve reunido durante a tarde de ontem, poucas horas depois de ter sido conhecida esta detenção do presidente encarnado. Ora, o Clube da Luz reagiu em dois momentos. O primeiro, num comunicado enviado à CVM, a Comissão de Mercados e Valores Mobiliários. Nessa primeira nota, dizem os encarnados que nem a SAD, nem o clube foram constituídos arguidos no âmbito desta investigação e que colaboraram com todas as diligências feitas pelas forças judiciais. Diz ainda o Benfica que as funções asseguradas pelo presidente vão ser mantidas, se for necessário, nos termos previstos na lei e nos estatutos, sem especificar qual será o nome que poderá substituir Luís Filipe Vieira. Mais tarde, a direção do clube emitiu um outro comunicado, já depois dessa reunião de emergência. E nessa segunda nota, a direção reforça que o clube não é o objeto desta investigação e que a gestão continua assegurada, lá está, de acordo com os estatutos. O Observador sabe que, pra já, o cenário da demissão de Luís Filipe Vieira não está em cima da mesa, mas no caso de ser necessária uma substituição interna, Rui Costa é o nome que se afigura como o mais provável. Pra além do ex-jogador, também está em aberto a possibilidade de Domingos Almeida Lima assumir essa figura institucional ou ainda José Eduardo Diniz, que é também administrador da SAD. A par da questão da direção, Domingos Soares Oliveira continua também a assumir um papel de destaque como CEO da SAD encarnada.
E agora, Miguel Viterbo Dias, vamos ao Euro. E com a vitória sobre a Dinamarca, a Inglaterra marca pela primeira vez presença na final de um Campeonato da Europa de Futebol.
A Inglaterra, que segue pra essa final pra jogar frente à Itália, venceu por 2 x 1, mas foi preciso ir a prolongamento para conhecer este último finalista. Isto porque no final dos 90 minutos, Inglaterra e Dinamarca empataram a um gol. Marcaram primeiro os dinamarqueses, com gol de Damsgaard, mas ainda na primeira parte, a Inglaterra empatou com o autogolo do capitão dinamarquês. Já no prolongamento, os ingleses levaram a melhor. Harry Kane, ao minuto 104, marcou o gol decisivo na recarga de uma grande penalidade. Kasper Schmeichel, o filho do mítico Peter Schmeichel, ainda defendeu, mas Kane marcou na segunda tentativa e leva mesmo a Inglaterra pela primeira vez a uma final. 2 x 1 foi o resultado final e no final desta partida, Kane, considerado o homem do jogo, falou de um encontro difícil.
"Jogo duro, crédito pra Dinamarca. Tornaram o jogo muito duro pra nós, mas empenhamo-nos a fundo quando era importante fazê-lo. Acho que os rapazes foram excelentes no relvado. Reagimos muito bem à desvantagem de 1 x 0. Agora é a final em casa. Que sensação!"
A Inglaterra vai agora defrontar em casa, em Wembley, na final, a seleção italiana, um jogo que está marcado pro próximo dia 11 de julho, no domingo, às 8 da noite. E conosco a esta hora, como é habitual, está já o treinador e comentador do Observador, Carlos Alberto Dinis. Bom dia. Perguntava-lhe se esta foi uma vitória justa pra Inglaterra. Há ali uma discussão à volta da grande penalidade, mas perguntava-lhe se foi justa esta vitória.
Olá, bom dia, Miguel, Maria João.
Bom dia, Carlos.
Foi justa, penso que sim. A Inglaterra, de uma forma geral, foi uma equipa mais forte, apesar da Dinamarca ter alguns momentos do jogo em que também teve algum excelente e conseguiu também controlar o próprio jogo. Teve a possibilidade de ser a primeira equipa a marcar, aliás, com o chute na transformação do livre direto do Damsgaard. E pôs a Inglaterra um pouco nesse sentido, mas durou pouco tempo, de fato. Com o Sterling e a Inglaterra a responder, primeiro com uma grande defesa do Schmeichel e depois com um autogolo, numa jogada também com o Kane envolvido, a fazer um grande passe pro Saka e o gol a aparecer. Mas na segunda parte a Dinamarca entrou mais forte, de fato. Mas o jogo foi se equilibrando e teve momentos até na parte final em que a Inglaterra teve maior predominância e maior capacidade. No entanto, jogadas de muito perigo não houve e só depois no prolongamento é que através daquela grande penalidade, algo discutível, e com aquela possibilidade de haver duas bolas em campo, a Inglaterra ganhou e digamos que sim, foi o justo vencedor.
Perguntava se Harry Kane tem vindo a assumir cada vez mais essa figura da equipe inglesa.
Sim, sem dúvida, até porque me parece que realmente a equipa gira muito à volta do Kane. É um jogador que nesta seleção sai muito da sua posição de ponta de lança e ele, no fundo, faz ali de quase número 10 e aparece tanto o Sterling como o Saka, aparecem depois no corredor central. E os próprios laterais dão algum apoio e o Sterling, de fato, pra além dos gols que tem marcado, é um jogador que tem grande protagonismo na equipa. A equipa gira muito à volta do Kane.
E em sentido contrário, perguntava-lhe pra Dinamarca se Kasper Schmeichel acaba por ter aqui o papel mais ingrato pelo jogo que fez e acabou por ser eliminado ainda assim.
Eu acho que o Schmeichel foi o homem do jogo. Teve aquela infelicidade, porque realmente defendeu a grande penalidade. A bola sai para frente, o que numa circunstância dessas é perfeitamente normal poder acontecer. Acho que o Schmeichel foi, de facto, um dos grandes protagonistas deste encontro.
Para terminar, perguntava-lhe o que é que podemos esperar de um Inglaterra e Itália? No meio de tanta surpresa, a final acaba por ser entre duas equipas com créditos firmados no futebol.
Sim, curiosamente. A Inglaterra não é tanto esperado, porque no fundo, parece que a organização deste Campeonato da Europa foi quase inglesa. Uma grande curiosidade dada pelo senhor Platini. Mas é uma Itália perfeitamente diferente daquilo que estávamos habituados, com jogadores com talento, com qualidade e a expressarem um futebol diferente da imagem que tínhamos da própria equipa da Itália. É difícil determinarmos quem poderá ganhar. Uma final é sempre algo difícil, mas parece-me que apesar de a Inglaterra parecer que tem tudo a seu favor, é um pouco conservadora, na minha perspetiva, e acredito que Itália tem algum favoritismo para esse jogo.
Obrigado Carlos Alberto Dinis, na antevisão também deste Inglaterra e Itália e na análise a esta vitória de Inglaterra sobre a Dinamarca por 2-1. A final está marcada para domingo.
E ainda no futebol, Miguel Viterbo Dias, continua a novela à volta da transferência de João Mário.
Isto porque a bola estará agora do lado do Sporting, que pode acionar o direito de preferência pelo jogador. Ainda assim, as informações conhecidas dão conta de que o clube de Alvalade não está interessado em subir essa proposta, portanto, não igualando a oferta do Benfica, não pode acionar esse direito de preferência. Mas é também sabido que os Leões não vão abdicar de lutar pela cláusula anti-rivais, o que está a dificultar este negócio entre o Inter de Milão e o Benfica. Certo é que depois da viagem de Rui Costa e de Rui Pedro Braz a Milão, que indicaria que o negócio estaria perto de ser fechado, agora tudo parece mais em dúvida à volta desta transferência. João Mário, que se sagrou campeão pelo Sporting, continua a aguardar o desfecho da novela, mantendo para já treinos diários num ginásio privado em Lisboa.
E nas modalidades, Miguel, Roger Federer foi eliminado nos quartos-final do Wimbledon.
O tenista suíço foi derrotado pelo jovem polaco Hubert Hurkacz em três sets, por 6-3, 7-6 e 6-0. Foi a derrota mais pesada de Federer em Wimbledon, ele que já conquistou este torneio por oito vezes. Desde 2002 que não perdia em três sets no Grande Slam de relva e a um mês de completar 40 anos, aumentam as dúvidas sobre a continuidade no circuito. Isto porque no final do jogo de ontem, Roger Federer foi enigmático. Diz que precisa de analisar o futuro e que não sabe se vai voltar a Wimbledon. O tenista suíço remeteu também para mais tarde a confirmação sobre a participação nos Jogos Olímpicos. Ainda assim, assegura que quer continuar a jogar, mas que há coisas que estão a falhar no jogo do suíço aos dias de hoje. Já o polaco que derrotou Federer vai agora defrontar nas meias-finais Matteo Berrettini, italiano, enquanto Novak Djokovic luta pelo acesso à final frente a Denis Shapovalov.
E terminamos este "Vamos à Bola" com a Volta à França. Em bicicleta, o principal favorito à vitória reforçou a liderança depois da etapa rainha.
Foi dia de subida ao mítico Mont Ventoux, depois de duas passagens por uma das montanhas que mais respeito impõe nesta Volta à França. A vitória na etapa foi conquistada pelo ciclista belga da Jumbo, Wout van Aert, isolou-se na segunda subida a este Mont Ventoux e depois seguiu sozinho até à meta. Ainda assim, Pogacar reforçou a camisola amarela devido ao mau dia de Ben O'Connor, que perdeu o segundo lugar na classificação geral. Ruben Guerreiro foi o melhor português nesta etapa, tendo chegado em 25° lugar, a 12 minutos do vencedor. Hoje é novamente etapa para sprinters, o que pode resultar em vitória de Mark Cavendish, o britânico da Quick-Step, que está a um triunfo de igualar Eddy Merckx no maior número de vitórias na Volta à França em bicicleta.
O jornalista Miguel Viterbo Dias no "Vamos à Bola" das manhãs de 360. Amanhã nova edição para ouvir depois das 07h30. Até amanhã, Miguel.
Até amanhã.
Obrigada por ter ouvido este podcast. Se gostou, pode subscrevê-lo, pode partilhá-lo e também pode ouvir a Rádio Observador online em 98.7 em Lisboa e em 98.4 no Porto