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Abrimos agora o jornal de desporto, o Vamos à Bola, da Rádio Observador. Começa agora com a edição do jornalista Miguel Gato. Bom dia.
Bom dia, Nadine.
O Sporting precisa hoje de uma noite histórica para passar aos quartos de final da Liga dos Campeões. Joga ao final da tarde frente ao Bodø/Glimt. Leva uma desvantagem de três gols.
Os leões perderam na Noruega por 3 x 0 na passada quarta-feira e hoje, no Estádio José Alvalade, vão tentar fazer o que muitos talvez consideram quase impossível. Mas há figuras que podem servir de inspiração. É o caso de Miguel Garcia, conhecido como o herói de Alkmaar, diz à Rádio Observador que o Sporting vai ter um jogo difícil, mas também diz que acredita na passagem à próxima fase.
A equipa que é muito boa, não vai ser nada fácil, mas eu acho que todos acreditam, os jogadores, a direção, a equipa técnica, mesmo nós, adeptos, acreditamos que é possível. É o Sporting fazer aquela noite europeia que já nos habitou contra equipes grandes como o PSG, como o Manchester City também no ano passado. Então nós acreditamos que isso é possível.
Quanto ao fator casa, Miguel Garcia diz que o jogo vai ter características completamente diferentes do da primeira mão e diz também, o antigo lateral-direito dos Leões, que o ambiente criado pelos adeptos do Sporting vai ser determinante no resultado.
A verdade é que um campo mais pequeno, um relvado sintético também, claro que não é desculpa, mas ajudou um bocadinho o Bodø/Glimt. Agora em Alvalade vai ser completamente diferente. Perante os adeptos do Sporting, um campo muito maior, relva natural. Certamente que o Sporting, devido ao resultado na Noruega, está sempre à espera também de um Bodø/Glimt muito forte, muito impressionante, e acho que isso vai fazer com que os jogadores do Sporting entrem com outra vontade, com outra motivação.
E ainda com o gol em Alkmaar na cabeça, que permitiu ao Sporting, na altura, garantir a passagem à final da Taça UEFA, o antigo lateral-direito dos Leões diz que não se importava de comprar já uma vitória no último minuto, igual à que aconteceu na época 2004/2005.
Ficava muito feliz se o jogo fosse ao prolongamento e se houvesse um gol também aos 120 minutos. Ficava muito feliz, exatamente. Ficava muito contente. Vamos ver.
A ver vamos o desfecho final deste Sporting Bodø/Glimt. Miguel Garcia, antigo lateral-direito leonino e o herói de Alkmaar, entrevistado aqui pelo jornalista Martim Madeira.
E sobre este Sporting Bodø/Glimt, Rui Borges afirma que os Leões têm que fazer um jogo perfeito para passar à próxima fase.
O treinador leonino fez a antevisão à partida ontem no Estádio de Alvalade.
Quer muito dar outra imagem, quer muito mostrar que é capaz de fazer e de continuar a marcar a história do Sporting de forma positiva, fazer algo inédito e extraordinário. Sabemos que temos que fazer um jogo quase que perfeito. Vamos à procura disso. A ambição deles é enorme e eles têm-na demonstrado desde sempre, desde o primeiro dia que eu cheguei ao Sporting. E é isso que amanhã acontecerá com toda a certeza.
Os erros da primeira mão têm de ficar no passado. Rui Borges sabe que o Bodø/Glimt é uma equipa muito capaz e eficaz, mas reforça que o Sporting tem de ser intenso no jogo para dar a volta.
Estamos a falar de uma equipa capaz, verdadeiramente capaz. E nesse sentido, não me surpreendeu. Agora, mais surpreso, se calhar, claro, fiquei eu ou ficamos nós, não termos sido capazes de dar uma resposta diferente perante a equipa do Bodø. Não sei se em algum momento achamos, e isso é muito sentimento, mais do que a parte estratégica ou tática, porque estava definida. Tem muito a ver com aquilo que é a tarefa e a intensidade, eu disse isso no fim do jogo também, a intensidade com que fazemos a tarefa, individual e coletivamente.
Ao lado de Rui Borges, na conferência de imprensa de antevisão, estava o número oito dos verdes e brancos, Pedro Gonçalves. Pode estar alerta para os contra-ataques do adversário, mas a primeira missão do Sporting tem de ser marcar gol.
Sabemos que temos que entrar muito fortes, pressionantes, para tentar chegar ao gol o mais rapidamente possível, porque são três gols, não é só um. Então é difícil marcar três gols, temos que entrar logo muito fortes. E é isso. Sabemos também que o adversário tem um contra-ataque muito forte. Fizeram-nos um gol, penso eu, em contra-ataque. Por isso sabemos que o número 10 é muito forte a conduzir os contra-ataques deles. Chegam com muita gente à área.
Pedro Gonçalves na antevisão à partida, o extremo do Sporting, Luís Guilherme, está em dúvida para o jogo desta tarde.
Do lado norueguês, o treinador espera um leão agressivo e muito bem preparado ofensivamente.
É o que diz o técnico do Bodø/Glimt, Kjetil Knusen. O norueguês de 27 anos sabe que o Sporting vai tentar virar a eliminatória, mas diz também que o Bodø vai estar pronto para este desafio.
O Sporting vai ser muito agressivo amanhã, eles vão tentar virar o jogo. São uma equipa tipicamente ofensiva e vão começar a partida com uma intensidade alta. Mas eu posso prometer que amanhã nós vamos correr, vamos correr muito. O árbitro da partida é Sandro Scara, o suíço de 37 anos é juiz de má memória para os Leões. Esteve na derrota do Sporting no ano passado frente aos italianos da Atalanta na Liga Europa.
Sporting Bodø/Glimt hoje às 17h45, um jogo que conta, como sempre, com relato e análise aqui em direto na Rádio Observador. E o Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol rejeitou o protesto do Futebol Clube do Porto contra o capitão do Sporting.
O processo foi instaurado pelo órgão disciplinar no dia 6 de março pela alegada agressão de Morten Hjulmand no jogo entre Leões e Aves, em Alvalade, a contar para os quartos de final da Taça de Portugal. No entanto, o Conselho de Disciplina da Federação decidiu manter a decisão do árbitro da partida, André Narciso, e não aplicar nenhum castigo ao médio dinamarquês, disse à Lusa fonte ligada ao processo. De recordar que Sporting e Futebol Clube do Porto estão a lutar Por um lugar no Estádio do Jamor, a eliminatória está a meio. Os Leões venceram em Alvalade a primeira mão por 1 x 0. O segundo jogo ainda não tem data marcada, mas está previsto realizar-se entre os dias 21 e 23 de abril, no Estádio do Dragão. Do outro lado, Fafe e Torriense também lutam por um lugar na final da Taça. Estão empatados a um golo.
E Portugal é campeão da Europa de rugby. O presidente da Federação da modalidade mostra-se satisfeito por esta conquista.
Ouvimos as declarações de Carlos Amado da Silva ao Observador.
É um corolário do trabalho que tem sido feito ao longo destes últimos anos. Naturalmente que se me perguntasse se nós éramos favoritos para uma coisa destas, eu diria que não, não era favorito, mas também diria que era nós íamos ganhar, que a convicção que eu tinha é que íamos ganhar. Preparámo-nos bem. Nós ganhámos sete jogos consecutivos agora com equipas boas, importante, especialmente para a Espanha e com a Roménia, o que não acontecia há muito tempo. E a final de ontem foi o jogo que tinha de ser bolado porque a Geórgia é uma potência mundial de rugby.
Portugal conquistou o Rugby Europe Championship, competição onde não participam as seleções do torneio das Seis Nações. Carlos Amado da Silva diz que não há dúvidas: "Somos nós os campeões da Europa".
É bom que as pessoas comecem a falar e a ter opinião em torneio, porque o torneio das Seis Nações não tem nada a ver com a Europa. É uma empresa privada que tem uma competição, que se chama Seis Nações, que não é regulamentada por coisa nenhuma, a não ser por eles. Uma empresa privada. Campeão europeu neste momento é Portugal, não leva ninguém.
O presidente da Federação Portuguesa de Rugby deixa ainda um apelo ao governo: é preciso mais investimento na modalidade.
O apoio que o Estado nos dá agora é o mesmo que dava há 10 anos. Isto é, é menos 30 ou 40% na realidade, porque com a valorização do dinheiro, e só que nós temos o triplo ou quádruplo da atividade, portanto, deu um grande salto, mas o apoio do Estado nessa altura é o mesmo que é hoje. Só que, felizmente, temos apoios dos privados, temos parceiros muito bons, não sei, apoiados ou não fosse isso, nós não conseguíamos fazer o que fazemos.
É o que diz Carlos Amado da Silva, presidente da Federação Portuguesa de Rugby, ao Observador. Carlos Amado da Silva diz ainda ter a intenção de construir um estádio com capacidade para entre oito e 10 mil pessoas.
São os destaques do Vamos à Bola, o Jornal de Desporto da Rádio Observador. O Jornal de Desporto da Rádio Observador está de regresso amanhã.