Justiça

Esta mulher é portuguesa e é procurada pela Interpol

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Telma Couto tem 27 anos e estudou medicina em Portugal. É suspeita de ter tentado assassinar o marido, com a ajuda de um amigo, na Suiça. As autoridades suíças procuram-na desde o final de abril.

Telma Couto é suspeita de ter tentado envenenar o marido e de, depois, lhe ter desferido um golpe no pulso

Mede 1,65m, pesará 67 quilos, tem cabelos pretos e olhos cinzentos (segundo informação policial). Chama-se Telma Garcia e, aos 27 anos, é a única mulher portuguesa na lista dos mais procurados da Interpol. O site daquela instituição refere que é procurada pelas autoridades suíças por homicídio e sequestro. O Observador apurou que Telma Garcia formou-se em medicina, em Portugal, e que é suspeita de tentar matar o marido na Suiça. Procuram-na há três meses.

Contactada pelo Observador, fonte do Ministério da Justiça e Polícia Suíço confirmou que Telma Garcia é procurada pelas autoridades suíças desde “finais de abril por tentativa de homicídio e eventualmente de sequestro”.

Tudo aconteceu numa madrugada de quarta-feira, a 23 de abril. Telma terá chegado à casa do marido em Rossens, cantão de Fribourg, acompanhada de um amigo. Os dois ameaçaram de morte o marido dela, de 43 anos, com uma arma de fogo. Segundo o comunicado emitido, na altura, pela polícia de Fribourg, Telma e o amigo obrigaram o marido dela a beber “um cocktail” estranho. Seguiu-se uma briga. Ele tentou resistir. “Foi quando o homem o agarrou pelo pescoço e a mulher lhe desferiu um profundo golpe no pulso”, disseram as autoridades.

A vítima perdeu a consciência e quando acordou conseguiu ir para a rua pedir ajuda. Eram cerca de 3h quando um morador do bairro o encontrou e chamou as autoridades. O casal fugiu e o carro da vítima ainda foi dado como desaparecido. Mas acabou por ser encontrado no parque de estacionamento de um restaurante de estrada em Gruyère. Estava vazio. E trancado.

O Observador contactou a proprietária de um restaurante português local. “Lembro-me desse caso, foi muito falado nos jornais e na televisão. Mas nunca ninguém disse que envolvia portugueses”, revelou, sem querer identificar-se e sem fornecer mais pormenores.

O Observador tentou saber junto da Polícia Judiciária, em Portugal, se tinha informações adicionais sobre o caso, mas não obteve resposta. As autoridades suíças também não responderam se contactaram as autoridades portuguesas a propósito deste caso concreto.

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A página de facebook de Telma Garcia foi criada em meados de maio

Há uma página criada em nome de Telma no Facebook. Tem apenas quatro amigos e nenhum deles respondeu, por enquanto, ao Observador. No perfil, lê-se que Telma Garcia nasceu em Santarém, onde estudou antes de ter entrado na faculdade de medicina da Universidade de Coimbra. Depois, segundo uma ex-colega de turma, pediu transferência para Lisboa.

Telma identifica-se como auxiliar médica numa empresa suíça, tal como na rede social Linkedin. “Ela mudou várias vezes de turma e não tinha muitos amigos. Mas posso garantir que acabou o curso e recebeu o diploma. O que não faz dela médica”, disse a fonte ao Observador.

Na página de Facebook, onde consta a imagem do site da Interpol e que terá sido criada em meados de maio por uma terceira pessoa, diz-se que Telma vive no Rio de Janeiro e que antes de se mudar para a Suíça viveu em Chaves. O site da rádio online FeelFM refere que Telma tem duas irmãs, é filha de um casal de Chaves que terá vindo viver para Santarém.

Telma chegou a estagiar no Brasil, como confirmou a colega de curso. E até deu uma entrevista sobre a sua experiência. “O nosso ensino (em Portugal) é muito teórico, começamos a praticar muito tarde. Eu reparei que aqui os colegas que estavam no mesmo ano que eu já tinham acesso ao paciente e aos prontuários médicos”, disse à Lusa.

A colega de universidade diz que ainda soube que Telma se casou. “Mas nunca mais soube nada dela, até agora ver a informação da Interpol”.

Neste momento a Interpol procura 17 portugueses suspeitos de crimes por pedidos de autoridades internacionais. Telma é a única mulher portuguesa. Na lista dos procurados aparece outra mulher, mas com dupla nacionalidade: portuguesa e chinesa.

 

 

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