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Crise no GES

Sócrates: Justiça ganhava em explicar porque deteve Salgado

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O comentador disse que as razões que têm sido apresentadas para justificar a detenção são "pueris". Para Sócrates, a escolha de Maria Luís Albuquerque para comissária europeia seria a "pior possível".

"Gostaria que nenhuma empresa portuguesa fosse à falência", disse Sócrates

ANTONIO COTRIM/EPA

No comentário de domingo na RTP1, José Sócrates disse ter ficado incomodado com a decisão judicial de deter Ricardo Salgado para interrogatório e defendeu que a Justiça devia dar explicações para “o ato de deter”.

“Não vi até hoje nenhuma explicação que me convencesse que era necessário deter Ricardo Salgado. As razões que vêm nos jornais são pueris”, disse Sócrates, acrescentando: “Acho que a Justiça ganhava em explicar-nos a todos porque deteve Salgado”.

Quando questionado sobre o “timing” da detenção do banqueiro, o comentador e antigo primeiro-ministro disse “não querer acreditar” que “a Justiça só persiga quem não é poderoso”. “Isso seria horrível”, disse.

José Sócrates considerou que a falência do Grupo Espírito Santo não vai deixar de ter consequências negativas na economia. “Este episódio é triste porque se trata de um grande grupo económico”, disse o comentador, que confessou não gostar de ver as empresas falirem. “Eram portugueses a comandar um grupo de portugueses. Gostaria que nenhuma empresa portuguesa fosse à falência”.

O antigo primeiro-ministro comentou ainda a notícia da possível nomeação de Maria Luís Albuquerque, ministra das Finanças, para comissária europeia. “Espanta-me muito. Será a pior escolha possível” enviar para Bruxelas a “campeã da austeridade”, disse.

 

 

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