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Caso José Sócrates

Regalias a Sócrates deixam reclusos insatisfeitos

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Sindicato dos guardas prisionais acusa diretor adjunto da prisão de emprestar o seu gabinete ao ex-primeiro-ministro, avança o Público. "A tensão está a aumentar na cadeia", avisa Jorge Alves.

Carlos Manuel Martins/Global Imagens

Autor
  • Hugo Tavares da Silva

O Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP) diz que José Sócrates tem usado o gabinete do diretor adjunto do Estabelecimento Prisional de Évora para fazer telefonemas, avança o Público. Os guardas falam em “tratamento desigual” e temem que a segurança e estabilidade da prisão estejam em causa. A denúncia foi enviada ao Ministério da Justiça.

“Não confirmo nem desminto. Não vou falar sobre situações que fazem parte da vida interna da cadeia”, disse ao Público o diretor adjunto, José Luís Mendes. Segundo o Regulamento Geral dos Estabelecimentos Prisionais, cada recluso pode usar as cabines telefónicas uma vez por dia, para uma ligação com o máximo de cinco minutos, pelo que desmente as acusações do SNCGP.

De acordo com o Público, Pedro Dellile, um dos advogados do ex-primeiro-ministro, denuncia estar a acontecer precisamente o oposto. “Há cerca de 15 dias que ele tem mais dificuldades em falar, pelo menos, com os advogados”, afirmou ao diário. Jorge Alves, presidente do SNCGP, não desarmou e disse que as preocupações vão além dos telefonemas. O número de visitas, os dias estabelecidos para as mesmas e até a permissão do uso de botas de cano alto estarão a promover a insatisfação no Estabelecimento Prisional de Évora, que conta com 19 guardas prisionais para 48 reclusos. “A tensão está a aumentar na cadeia e receamos que os restantes reclusos passem das palavras aos atos”, avisou Jorge Alves.

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