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Prémio Sakharov

Repórteres Sem Fronteiras pedem libertação do vencedor do Prémio Sakharov

A organização Repórteres Sem Fronteiras pediu ao rei da Arábia Saudita que indulte o 'bloguer' saudita Raif Badawi, que venceu o prémio Sakharov, condenado a 10 anos de prisão e 1.000 chibatadas.

A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) pediu hoje ao rei da Arábia Saudita, Salman bin Abdelaziz, que indulte o ‘bloguer’ saudita Raif Badawi, que venceu hoje o prémio Sakharov, condenado a 10 anos de prisão e 1.000 chibatadas.

Badawi, fundador do fórum na internet Rede Liberal Saudita, foi condenado em setembro de 2014 por “insultar o Islão” e criticar a “polícia da moral” saudita no seu blogue.

O ativista foi já castigado com 50 chibatadas em janeiro, tendo as restantes sido adiadas.

Em junho, o Tribunal Supremo saudita confirmou a condenação do ‘bloguer’, apesar dos apelos de solidariedade e apoio internacional sobre o caso.

“O reino saudita não tolera nenhum meio de comunicação livre e a repressão digital tem vindo a aumentar desde a primavera árabe de 2011”, afirmou a RSF num comunicado.

Badawi partilhou a lista de finalistas ao Prémio Sakharov com a oposição democrática na Venezuela e o opositor russo Boris Nemtsov, a título póstumo.

O prémio, que celebra a liberdade de pensamento, será entregue em Estrasburgo no dia 16 de dezembro.

O Prémio Sakharov, no valor de 50 mil euros, foi entregue em 2014 ao ginecologista congolês Denis Mukwege, especializado no tratamento de mulheres vítimas de violência em África.

Nelson Mandela e o dissidente soviético Anatoly Marchenko (a título póstumo) foram os primeiros galardoados, em 1988.

Em 1999, o galardão foi entregue a Xanana Gusmão (Timor-Leste) e, em 2001, ao bispo Zacarias Kamwenho (Angola).

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