Programa de Estabilidade

Esquerda trava rejeição do Programa de Estabilidade pedida pelo CDS

A maioria de esquerda chumbou o projeto de resolução do CDS-PP que propunha a rejeição do Programa de Estabilidade 2017-2021 apresentado pelo Governo.

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

A maioria de esquerda chumbou o projeto de resolução do CDS-PP que propunha a rejeição do Programa de Estabilidade 2017-2021 apresentado pelo Governo. O projeto de resolução apresentado pelos centristas foi chumbado com os votos contra do PS, BE, PCP, PEV, tendo os votos favoráveis do PSD e do CDS-PP e a abstenção do PAN.

O CDS-PP tinha apresentado inicialmente uma resolução para a revisão do Programa de Estabilidade no sentido de retomar as reformas estruturais adotadas pelo anterior executivo, assim como políticas para o crescimento económico, que substituiu por um texto pedindo a sua rejeição.

Com a mesma votação foi ainda chumbado o projeto de resolução do CDS-PP que recomendava ao Governo que adotasse no Plano Nacional de Reformas “um conjunto de medidas que permitam colocar Portugal numa trajetória sustentada de crescimento económicos e do emprego”.

Numa declaração de voto em nome do PS após as votações, o deputado Ascenso Simões acusou o CDS de ter entrado no debate “de peito feito” mas “saído de costas com uma votação inconsequente”. “O país ganhou com esta votação e os partidos à nossa direita perderam a sua votação e a proposta política”, criticou o deputado socialista.

Na resposta, o deputado do CDS-PP Pedro Mota Soares sublinhou que “o voto é a forma como a vontade se expressa numa democracia” e é nesse momento que cada grupo parlamentar “deu apoio ou não” a um Programa Nacional de Reformas “que podia e devia ser muito melhorado”.

“Quem à terça e quinta se apresenta como oposição ao Governo, chegam aqui à sexta e demonstram aquilo que são – o suporte ao Governo, o ponto de apoio ao Governo, até já há quem no PS vos chame a muralha de aço”, afirmou Mota Soares, dirigindo-se às bancadas do PCP, BE e PEV.

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