Caixa Geral de Depósitos

Relatório final sobre recapitalização e gestão da Caixa admite nomeações partidárias, pressões e erros

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Relatório final da Comissão de Inquérito à recapitalização e gestão da Caixa Geral de Depósitos, que será votada esta terça-feira, já admite eventuais pressões e nomeações partidárias, avança o Eco.

ANTONIO COTRIM/LUSA

Primeiro não tinha havido nada de mal. Agora, pelo menos, já existe essa possibilidade. De acordo com o Eco, o relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito à recapitalização e gestão da Caixa Geral de Depósitos abre a porta à hipótese de terem havido nomeações partidárias, pressões e erros de gestão.

Depois de, no início de julho, o relatório preliminar ter referido que “não ficou demonstrado que tenham existido pressões” políticas para a concessão de créditos pelo banco público, ao mesmo tempo que defendia não ter “suficiente informação ou depoimentos” para perceber a origem dos créditos ruinosos concedidos pelo banco público, o documento final, que será votado esta terça-feira, continuará a sustentar que “não existe qualquer indício documental ou testemunhal na CPI sobre eventuais pressões praticadas por membros do Governo”, mas já não exclui por completo a existência desse tipo de pressões.

CGD. Não foram “demonstradas” pressões políticas nos créditos ruinosos

“Não obstante os ex-detentores da pasta das Finanças dos vários governos refutarem a ideia de intervenção política em operações concretas da CGD, é possível verificar que, para além das situações de nomeação de administradores e de estabelecimento de linhas estratégicas, ocorreram, ao longo do tempo, situações de intervenção e de pressão em vários assuntos, assim como o alinhamento entre o que eram as políticas económicas de cada Governo e as políticas da própria Caixa Geral de Depósitos. Nomeações partidárias, a pressão sobre os dividendos a distribuir ao Estado, a utilização do fundo de pensões como medida extraordinária para melhorar o défice do país ou a ‘sensibilização’ para determinados projetos e o cuidado em perguntar sobre a classificação de determinado projeto nacional, tudo isso aconteceu durante este período”, defenderá o relatório final, segundo o Eco.

De acordo com a publicação, outras ideias como “não há factos que demonstrem a concessão de crédito por pressão ou por favor”, que estariam presentes no relatório preliminar, foram agora eliminadas.

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